quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

A sua verdade é real ou virtual?




Outro dia, almoçando com uma amiga, despretensiosamente, descobrimos que conhecíamos uma pessoa em comum. Eu já havia realizado um trabalho com essa pessoa e minha amiga a conheceu pessoalmente em um evento no qual tiveram a oportunidade de passar alguns dias juntas. Digo pessoalmente porque minha amiga a seguia nas redes sociais a algum tempo, considerando sua atuação profissional e o interesse em assuntos relacionados ao seu objetivo de carreira.

Conversa vai, conversa vem ela comenta que nunca imaginou que na "vida real" essa pessoa fosse tão diferente da imagem compartilhada nas redes sociais e do conteúdo publicado. Sem ser ofensiva em seu comentário senti certa frustração ao conhecer tal pessoa que ao seu ver, e pelo conteúdo gerado nas redes, era mais simpática e comunicativa. Foi como se tivesse acontecido uma desconexão do mundo real e do mundo virtual.

Voltei para casa pensando sobre a situação e o perigo que pode ser você "vender" uma imagem desalinhada daquilo que você é de fato. É como se, por algum motivo, as pessoas estivessem criando personagens que só existem no mundo imaginário.

Particularmente acredito que com o advento das redes sociais é possível uma maior aproximação e integração das pessoas, sem deixar de mencionar a possibilidade que temos de nos conectar com assuntos, temas e conteúdos de toda parte do mundo. São incontáveis as pessoas incríveis que conheci ao longo da minha jornada, muitas fruto do uso das redes. O que me leva acreditar que o Networking continua fazendo parte da nossa rotina, porém de forma mais dinâmica e sem fronteiras. Hoje, somos capazes de conhecer pessoas e nos relacionar a partir de um evento assim como em um clique e follow.


A questão é: A forma como você age e interage nas redes é a forma como você age e interage na vida real?


Ao refletir sobre o assunto, logo me lembrei de Marshall Rosenberg, quando afirma que "por trás de todo comportamento existe uma necessidade" o que inconscientemente pode prejudicar a sua autenticidade e a sua verdade.


Mas afinal, como posso ser autêntico e o que ganho com isso?

Quando assumimos nossa verdade e não apenas aquilo que esperam de nós, genuinamente, temos a capacidade não só de nos conectar com pessoas que corroboram com a nossa mensagem, como também temos a oportunidade de nos conectar com a nossa essência, aquilo que somos verdadeiramente, sem edição. E ser autentico é ter coragem, porque exige assumir o lado bonito e o lado "feio".

Fazer o que todo mundo faz e da mesma forma, esperando "audiência" pode ser um verdadeiro "tiro no pé", principalmente quando não nos representa. Quando não soa aquilo que somos. Assim como adaptar o seu discurso para ser aceito.

No momento que assumimos a nossa verdade, seja ela qual for e vinculamos o real ao virtual a probabilidade de receber feedback como, por exemplo, "você é exatamente como aparenta ser" começa a fazer da sua realidade. E no final do dia, seja na vida pessoal ou profissional, é isso que importa e gera engajamento.

Com carinho,

Simara Rodrigues







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