sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Você sabe se comunicar com o seu gestor?



A Comunicação foi e sempre será um dos pilares para quem busca uma carreira bem-sucedida. Seja em pequenas, médias ou grandes empresas ou mesmo gerindo o seu próprio negócio. Seja como for, entre outras competências, a comunicação é um diferencial e fala muito sobre você. 


Ainda que novas tecnologias surjam e a informação aconteça em outros níveis de velocidade, a comunicação estará presente em estratégias, articulações, relações e novos negócios. Logo, aqueles que possuem a capacidade de se comunicar terão um diferencial. 

Outro dia, realizando um treinamento in company, uma das maiores queixas do gestor era a Comunicação com os seus liderados. Ele, muito irritado, desabafou: Simara, eu não entendo por que as pessoas vêm a minha sala a cada 15 minutos derramar problemas dos quais elas foram contratadas para resolver e o pior, não conseguem se comunicar de forma assertiva, ficam falando sem parar e não trazem a solução. 

Imediatamente me recordei de um grande executivo que assessorei. Suas reuniões com os liderados, muitos deles Diretores, na maioria das vezes, eram realizadas em pé. Alguns gestores sentiam-se pressionados, principalmente, porque sua fala era muito pontual. Ele não tinha tempo a perder e sempre dizia para mim: Simara, minha hora é muito cara para empresa, eu preciso focar no resultado. 

Sempre que seus liderados precisavam apresentar um brienfing de reuniões ou apresentações que posteriormente seriam repassadas aos acionistas ele lembrava: objetividade, foca no que importa. Muitos achavam essa postura desrespeitosa, mas funcionava. Aprendemos a nos comunicar de forma eficaz e nos adequamos ao perfil de gestão dele. Particularmente, Sempre achei estranho  pessoas passarem o dia em reuniões, que geram reuniões e mais reuniões e não geram nenhum resultado. Essa situação me fez lembrar o vídeo do Porta dos Fundos.

Hoje, no LinKedin, li o texto abaixo, publicado por Max Geringer, e achei interessante as dicas compartilhadas, embora ultrapassado ele ainda se referir ao gestor como "chefe". Já faz um tempo que o mundo corporativo vem mudando esta referência aos gestores e lideres. 

Outro ponto que me chamou a atenção foi o último parágrafo, que acredito pode gerar certo desconforto, a depender da interpretação, afinal comunicação não é o que eu falo, mas o que o outro entende. Assim, indico a leitura dos comentários disponíveis na página do Max Geringer. Achei interessante a discussão e visão de muitos profissionais o que também nos conecta ao estilo de gestão atual e praticado nas empresas. 


Por Max Geringer

Quase ninguém se prepara para falar com o chefe, o que pode ser um grande erro. 

Aquelas entradinhas na sala do chefe, que sempre começam com a frase “Chefe, temos um problema”, podem influir muito mais na carreira do que uma apresentação ou entrevista. 

Estou dizendo isso porque, um dia, eu tive um chefe ótimo. Quando ele me contratou, me deu uma folha, cujo título era “Como Trazer um Problema para o Chefe”

E a folha tinha 3 perguntinhas que a gente tinha de trazer já respondidas. 

1) Qual é o problema? 

2) Qual foi a causa do problema? 

3) Quais são as possíveis soluções? 

Aí, vinha uma observação: o tempo para responder a cada uma das perguntas era de 5 minutos. Se fosse preciso esticar o tempo, o chefe decidiria. 

Em seguida, vinham 2 lembretes úteis: 

1) Se eu precisar de relatórios ou gráficos para ilustrar o que eu estou falando, devo trazê-los. 

2) Se eu precisar que outra pessoa me apoie ou dê informações, devo levá-la comigo. 

Trabalhei 4 anos com esse chefe e nunca tive nenhum problema, muito pelo contrário. Principalmente porque, bem lá no pé da folha que ele me deu, havia um asterisco chamando a atenção para o ponto mais importante: Como posso deixar o chefe com a impressão de que foi ele, e não eu, quem resolveu o problema?


Fonte: