segunda-feira, 17 de junho de 2019

Quem é você na fila do pão


Certa vez, em uma das sessões de mentoria, minha treinadora perguntou: Simara, quem é você na fila do pão? referindo-se ao meu papel e minha contribuição com foco no meu objetivo de carreira. E foi a partir de perguntas simples como esta que fui descobrindo meu lugar no mundo e a pessoa e profissional que gostaria de me tornar. 

Afinal, como uma pessoa se torna um profissional reconhecida? Ressalto que quando refiro-me à reconhecimento não estou mencionando títulos, quantidade de likes nas redes sociais e tão pouco sua fama e popularidade. Reconhecimento vai muito além. 

Com base nas minhas experiências digo que  um dos primeiros passos para atingirmos o reconhecimento profissional é identificando e potencializando nossas skills, que estão divididas entre Hard Skills e Soft Skills. 


Hard Skills - São as competências primárias e que podem ser aprendidas a partir de cursos, treinamentos, formações, certificações etc. Basicamente são as aptidões técnicas de um profissional. Ou seja, se escolhi atuar como um Profissional de Secretariado eu deverei buscar inicialmente alguns requisitos como, por exemplo, conhecimento em uma língua estrangeira, graduação específica, conhecimento de ferramentas tecnológicas e habilidades relacionadas às rotinas secretariais. 

Sendo assim, hard skills são as competências de base que devo possuir para atuar na área, o que não significa que terei reconhecimento. 

Já as soft skills são as habilidades sociocomportamentais, e estão relacionadas diretamente às aptidões mentais e à capacidade de lidar positivamente com fatores emocionais. Ou seja, se desejo atuar na assessoria de executivos de alta direção será necessário desenvolver habilidades e competências comportamentais e emocionais alinhadas à cultura organizacional da empresa. E é nesse momento que o joio é separado do trigo. 

Sendo assim, as soft skills envolvem mais que um curso ou certificação, pois abrangem toda a experiência psicossocial de um individuo, o que exige habilidades mais complexas, mais dedicação e atitude. O que leva muitos profissionais a desistirem da carreira ou mesmo não compreenderem a importância dessas habilidades. E é nesse momento que muitos profissionais entram no circulo das lamentações, do vitimismo e do mimimi. 

O que vemos com frequência no mundo corporativo são profissionais altamente capacitados tecnicamente, com formações, cursos e títulos e que são verdadeiros analfabetos emocionais e funcionais, incapazes de lidar com suas relações interpessoais, com suas emoções, frustrações e com as diferenças. 

Podemos citar entre as soft skills a comunicação interpessoal, a capacidade de persuasão, a proatividade, a facilidade para resolução de conflitos, o senso de liderança, a capacidade analítica, a comunicação não-violenta, a criatividade, a visão de mundo etc. As soft skills são as habilidades que te fazem único e que o diferencia dos demais e é nesse nível que podemos alcançar o reconhecimento que buscamos. 

Logo, é correto dizer que no mundo temos profissionais generalistas, que são aqueles que fazem o que deve ser feito, sem preocupar-se com a diferenciação. E os profissionais especialistas, que são aqueles que sabem fazer, gostam de fazer e fazem muito bem feito, a partir de habilidades que vão além das técnicas. São autoridades no assunto.

Particularmente tenho desenvolvido minhas soft skills a partir de uma escuta mais ativa, de muito autoconhecimento, autocrítica, mudança de mindset e saindo da minha zona de conforto. 

Acredito verdadeiramente que só somos capazes de descobrir o iceberg - que são as soft skills - quando mergulhamos em nossas crenças, valores, vulnerabilidade e reconhecemos nossas emoções, pois é quando me conheço que reconheço o outro. 


E quem é você na fila do pão?


Um abraço,

Simara Rodrigues

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