domingo, 5 de maio de 2019

Não está feliz, pede pra sair!




Ontem à noite resolvi sair para jantar em um restaurante recomendado por uma amiga e que fazia algum tempo vinha me chamando atenção, em especial por oferecer a minha comida preferida, que é a italiana. Não sou muito de sair de casa. Como boa virginiana sou muito reservada e gosto de sossego. Por isso, prefiro receber meus amigos em casa e jogar conversa fora despretensiosamente. 

A noite foi incrível. A começar pela ligação para a reserva da mesa. Ao chegarmos no local fomos direcionados para a nossa mesa e durante toda experiência - porque assim classifico a noite - tudo ocorreu perfeitamente. Os funcionários - TODOS bem humorados, com sorriso no rosto, atentos e prestativos - foi o ponto alto da noite. A Comida impecável, preço justo e atenção a todos os detalhes. É sem dúvida o tipo de investimento que vale a pena fazer. Sim, investimento, porque quando decidimos sair de casa, apostar em um local e esperar um bom atendimento, estou investimento além de recursos financeiros o meu tempo e minhas expectativas. Fomos embora felizes, bem alimentados - de corpo e alma. É um lugar que voltarei mais vezes, sem dúvidas, porque me acolheu como gosto de ser acolhida. E quem não gosta?

Hoje cedo acordei e decidi tomar café na padaria próxima de casa. Logo ao chegar, a atendente de cara fechada registrou meu pedido. Sua impaciência era visível. Enquanto pagava, observei o pessoal dentro da cozinha, que é aberta, preparar os lanches. TODOS de cara amarrada e um nítido mau humor. Logo pensei: "Prepare-se Simara para um café da manhã medíocre. Impossível ter algo bom com essas caras a la "odeio meu trabalho". O café era simples, mas não precisava ser simplista.

Fiquei pensando sobre isso, enquanto meu café não ficava pronto, em como as pessoas e a forma que trabalham impactam no resultado final, no ambiente e no negócio. Não importa se é um restaurante, uma padaria, um escritório, uma empresa, uma Instituição...enfim, não importa. Seja como for, penso que é impossível realizar um trabalho de excelência e de qualidade com pessoas mau humoradas, mau sucedidas e infelizes executando suas atividades. 

Ah Simara, é porque não é você quem acorda às 06h da manhã para trabalhar na padaria em pleno domingo. Será mesmo que é isso? ontem, sai do restaurante passava de meia noite e os funcionários mantinham a mesma cara. E pelo que sei, hoje (domingo) funciona também. Não vou entrar na seara de quantos anos trabalhei de 07h da manhã às 23hs (e era apaixonada pelo que fazia) e quantas outras pessoas conhecemos têm um rotina frenética, mas mantém o bom humor?  

Me desculpem os extremistas de plantão, mas não consigo acreditar que uma pessoa ranzinza possa executar um trabalho de qualidade e impactar positivamente nos resultados. É algo naturalmente tóxico. 

Para mim, ficou muito claro a diferença entre os dois serviços prestados - na noite anterior e nesta manhã - AS PESSOAS. Sim, as pessoas, são e serão o maior ativo das empresas, por isso é tão importante refletir sobre o serviço que está sendo prestado. Não é a comida italiana ou o pão com queijo que faz a diferença. Eu poderia ter tido experiências incríveis nas duas situações. 

E no Secretariado, qualquer semelhança é mera coincidência? Ao longo dos anos venho presenciando e convivendo com profissionais e profissionais e estou certa que o maior diferencial entre aqueles que são bem sucedidos e mau sucedidos, está na capacidade de gostar do que faz. 

Ninguém que passe horas e horas do dia fazendo algo que não gosta será capaz de oferecer um serviço de qualidade. Por isso, sou adepta da teoria do "pede pra sair" que é mais ou menos assim: Não está feliz com o que faz, pede pra sair! Organize suas finanças, faça um planejamento, crie prioridades, reveja sua carreira, volte a estudar, enfim, se movimente e siga em frente. O que não dá é para ficar parado e atrapalhado a vida dos outros. Essa decisão talvez seja a porta que você tanto espera que se abra. 

Ser feliz no restaurante, na padaria, no secretariado ou na vida só de depende de cada um de nós. Por isso, descubra aquilo que faz o seu coração vibrar. 

Um excelente domingo, 

Simara Rodrigues 



sexta-feira, 3 de maio de 2019

Você é feliz no seu trabalho?



Uma das coisas que mais gosto na vida é conhecer pessoas e me relacionar com elas. Eu acredito que a comunicação é uma arte, que todos nós deveríamos praticar. Entre outros benefícios porque faz bem para alma e nos faz seres humanos melhores, a medida que vamos aprendendo e nos transformando a partir das nossas relações. 

Geralmente, nas minhas conversas surge a necessidade de falarmos de trabalho e profissão e não faltam pessoas insatisfeitas ou infelizes com o trabalho que realizam. 

Geralmente, as respostas para esses problemas são sempre as mesmas: 

Não tenho reconhecimento onde estou
Não me dão oportunidades para crescer
Meu gestor/chefe está me adoecendo

A verdade é que isso realmente pode acontecer. Porém, se não tratamos de resolver o problema ele pode trazer consequências muito piores e um sentimento avassalador de frustração e impotência, adoecendo não somente nós, como aqueles que nos rodeiam. É uma espécie de virose.

Ignorar os problemas ou "empurrar com a barriga" esperando que alguém nos salve é o mesmo que jogar a toalha e desistir. 

Então o que podemos fazer? como podemos fazer? 

Parto do principio que não se pode esperar por mudanças sem ação e movimento. "Ah, Simara falar é fácil. Acontece que PRECISO do emprego e PRECISO aguentar". 

Entenda, você está exatamente aonde deseja e merece estar. Parece assustador dizer isso, mas essa é a verdade. Tudo que somos, temos e fazemos é fruto das nossas escolhas, daquilo que potencializamos. O que não significa dizer que num piscar de olhos, se desejar, estará com a vida que pediu a Deus em seus melhores sonhos. 

E sabe quando você se dá conta que tem o que merece? Quando conhece as suas emoções, as suas crenças, os seus valores. Aos que não acreditam, meu pedido de desculpas antecipada, mas todo sentimento se transforma em intenção. Logo, se você tem crenças de escassez, de não-merecimento, de cachorro vira-la, me desculpe, mas é isso que você terá. 

Eleve seus pensamentos se quiser elevar seus resultados. Esse é um dos primeiros passos. Tenha coragem de trocar o conforto definido por uma cultura de medo, incerteza e mimimi e escolha ser quem você é! 

Ser quem você é, também é uma escolha. E quando escolhemos ser quem somos precisamos trabalhar muitos medos entre eles, da crítica - não leve nada para o lado pessoal. As pessoas só dão aquilo que elas têm, do julgamento, das pequenices diárias que assolam o mundo, do risco, do insucesso, acredite, este último virá mais cedo o mais ou mais tarde. E você só saberá lidar com ele (insucesso) quando chegar a hora. 

Portanto se quiser ser feliz no trabalho e na vida tenha coragem de ser quem você é. E aqui finalizo o post com o discurso proferido por Roosevelt em 1910, que me fortalece sempre que sinto uma pontada de medo ou duvido do meu potencial. 

“Não é o crítico que conta; Não o homem que aponta como o homem forte tropeça, ou onde o fazedor de ações poderia ter feito melhor. O crédito pertence ao homem que está realmente na arena, cuja face está manchada pela poeira e suor e sangue; Que se esforça valentemente; Que erra, que “quase chega lá” repetidamente, porque não há nenhum esforço sem erro ou falha;

Mas quem realmente se esforça para fazer as obras; Que conhece grande entusiasmo, e grande devoção; Que se consome numa causa digna; Que, no melhor dos casos, conhece no final o triunfo da alta realização e que, no pior dos casos, se falhar, pelo menos falhará tendo ousado muito, de modo a que o seu lugar nunca estará com aquelas almas frias e tímidas que não conhecem a vitória ou a derrota."


Com carinho, 

Simara Rodrigues 

Surpreenda!


Durante minha trajetória como Secretária Executiva, assessorei um executivo incrivelmente interessante. O tipo de executivo que verdadeiramente admiro. Trabalhamos pouco mais de um ano juntos e como era de se esperar ele foi promovido, assumindo novos desafios em outro estado - assim acontece com todos os bons profissionais, estão em contante movimento e aprendizado.

Ele era diferente de tudo que já havia conhecido. Gostava de trabalhar com pessoas rápidas, criativas, seguras e independentes. Assim, a cada demanda e questionamento como deveria executar determinada atividade ele dizia: "me surpreenda". 

Aquilo me dava um frio imenso na barriga. Em partes, porque assessorava simultaneamente outros executivos extremamente metódicos, centralizadores e autoritários. Então, entre os muitos desafios, ao me sentar em sua mesa eu precisava "virar a chave" e agir como proposto. 

Me surpreenda significava para ele um WOW nas minhas entregas e era assustador, ao mesmo tempo que excitante, porque gerava em mim o desejo de realizar além do esperado, sair da zona de conforto. Era uma sensação incrível e não me lembro de viver rotinas ao trabalhar com ele - o que para mim sempre foi adoecedor. 

Certa vez me pediu para realizar uma apresentação com os dados de alguns indicadores que tínhamos na área e me convidou para apresentar o trabalho ao cliente, uma autoridade do Governo Federal. Foi um dos muitos momentos que tive medo, suadeira e ânsia de vomito, porque aquele cliente além de ser estratégico para a empresa, resultaria em novos negócios. 

Se dissesse não, certamente não me daria outros desafios e se dissesse sim estaria nas entrelinhas que deveria surpreende-lo. Na véspera da reunião perguntei a ele: "Fulano, você pode ver a apresentação e avaliar se o material está ok?". Ele respondeu: "Não. Me surpreenda". Não me recordo quantas vezes revisei e ensaiei o conteúdo. 

A reunião aconteceu, realizei a apresentação e no carro, de volta ao escritório, recebi seu feedback. "Parabéns, você entendeu o espirito da coisa e vai longe". 

Receber um feedback como esse de um dos Executivos que mais admirava e ainda admiro, foi uma das coisas mais gratificantes que já me aconteceram. Ele não era o tipo de gestor que passava a mão na cabeça. É claro que nem sempre o surpreendi e tive muitos insights com suas "puxadas de orelha", mas ainda hoje sempre que executo qualquer atividade desperta em mim esse sentimento e ouço aquela voz dizendo com toda força, potência e um sotaque adorável: me surpreenda. Outro dia me peguei falando essa frase para alguns alunos e foi incrível. 

Eu desejo que você encontre ao longo da sua jornada pessoas que despertem o seu desejo de ir além. Fique atento às estrelinhas e surpreenda-se! 

Com Carinho, 

Simara Rodrigues