segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Profissional exemplar, pessoa exemplar!

Outro dia li no site da Associação Brasileira de Treinamento e desenvolvimento ABTD um artigo publicado por EDUARDO ZUGAIB, intitulado como Líder exemplar, pessoa exemplar - Sem isso, tudo é farsa! em que o autor apresenta por meio de indicadores e de pesquisa o perfil dos líderes, as tendências e o impacto do estilo de liderança para as Organizações e resultados esperados. (vale a pena ler o texto na íntegra). 


Em seu texto o autor conclui:

  precisamos mudar a pessoa na vida pessoal para que ela, como efeito colateral, se adeque nas organizações conforme os novos modelos holacráticos e líquidos. Não se fazem líderes de alta performance apenas com palestrinhas eloquentes, cursos com boa base teórica e com lastro em universidades de ponta. É preciso esforço e conhecimento em medicina comportamental, neurociência e ciências do comportamento (sem a superficialidade dos coachings do momento), pois os riscos por essa omissão já se observam abundantemente, já que vemos cada vez mais casos de profissionais com síndrome de Burnout, síndrome do pânico, ansiedade, bipolaridade, estresse, depressão, dificuldade para dormir, entre muitas outras disfunções de cunho emocional que até afastam pessoas do ambiente de trabalho.....


Não dá mais para querer desenvolver líderes eficazes se estes tratam mal seus cães, tratam mal seus pais, tem problemas de relacionamento com seus filhos ou suas esposas, convivem sem amor com seus cônjuges, dormem mal, sentem-se indispostos, tomam remédio para dormir para ou para não ter crises de disfunção comportamental, sofrem por antecipação, entre outros. Precisamos melhorar o indivíduo através de técnicas mais estruturadas de capacitação que envolvem muito mais a palavra tratamento do que treinamento. 




A medida que lia o artigo fazia uma conexão com o universo secretarial. Assim como um líder, não dá para desenvolver Profissionais de Secretariado de alta performance que tratam mal seus amigos, familiares, a comunidade, têm problemas de relacionamento e são agressivos em seus discursos e postura.

Incansavelmente direi que da maneira que você faz uma coisa, é a maneira que você faz todas as outras, portanto, não adianta se comportar dentro da empresa de um jeito e fora de outro. Aquele discurso do século passado que as pessoas no trabalho agem diferente do seu meio não se sustenta neste século. 

Somos uma grande rede de relacionamentos - pessoal e virtual - e mais dia menos dias nossas rotinas se cruzam, alguém que conhecemos conhece alguém que conhecemos e mais do que nunca nossas ações refletem no nossa carreira e no nosso futuro. 

Se antes ter formação superior em Secretariado Executivo e dominar um idioma era o suficiente, hoje, é preciso SER humano em sua totalidade, o que significa dizer que é preciso desenvolver mais  e mais a capacidade de ser relacionar, reprogramando o mindset e desconstruindo alguns padrões que não trazem resultados, e essa capacidade exige a busca continua de desenvolvimento pessoal. Portanto, não são as máquinas o nosso maior adversário, e sim nós mesmos. 

Abaixo, compartilho algumas perguntas que podem contribuir para o seu desenvolvimento e reflexões...

1 - Como você está se sentindo atualmente com relação a sua vida em geral?

2 - Como você acredita que seus superiores no nível hierárquico o veem?

3- Como você acredita que seus colegas de trabalho o veem?

4- Como você acredita que seus amigos te veem?

5- Como você se vê, agindo e interagindo com as outras pessoas?

6- O que você acredita que as outras pessoas pensam de você quando te conhecem pela primeira vez?
7- Qual é o impacto que você causa no primeiro contato com as pessoas?


Dessa forma, se você deseja ser um profissional exemplar, comece sendo uma pessoa exemplar. 




Com carinho,

Simara Rodrigues
 


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