domingo, 30 de setembro de 2018

Sonhar e realizar....


Minha homenagem a todos os profissionais que fazem dos seus sonhos realidade é em forma da experiência vivenciada por uma querida e dedicada aluna que tive o prazer de conhecer e ajudar em sua jornada.


Chirlane Lima foi minha aluna no curso de Secretariado Executivo e como milhares de outros alunos carregava seus medos e incertezas, mas também acreditava que sonhos se tornam realidade, e foi no Secretariado que ela encontrou as oportunidades de desenvolvimento e realização.

Atualmente Chirlane trabalha na Explore English and Mcie em Melbourne, Austrália.

A escola que ela trabalha oferece cursos de Inglês e Cursos Vocacionais na área de Business Management, Commercial Cookery (Chefe de Cozinha), Social Média Marketing e Early Childhood Care (Cuidado com Crianças).

Se você tem interesse em fazer o curso de inglês ou cursos vocacionais entre em contato com ela pelo telefone 0413 195 215 ou por email:chirlane.lima@exploreenglish.edu.au. Ela estará la para te ajudar e acompanhar durante todo o processo.

Conheça a história de Chirlane, se inspire e seja você a diferença.

Eu desejo que assim como eu e Chirlane você encontre no Secretariado a sua realização e propósito.

Um abraço

acesse o link abaixo e assista o depoimento da Chirlane :) 



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Sobre os primeiros 40 anos da minha vida


2018 começou com muitas reflexões e sentimentos. Não sei para as outras mulheres, para mim completar 40 anos foi intenso. Um parto, eu diria. 

Refletir sobre a minha vida, foi o ponto alto do ano. enumerar cada passagem, cada ciclo, cada experiência, cada ser vivente que me acompanha nessa jornada. Algumas lembranças dolorosas, outras fortalecedoras, espetaculares e inesquecíveis.

Quando penso sobre os quarenta anos vividos tenho os seguintes registros para compartilhar:

Os primeiros dez anos poderiam ser facilmente definidos em uma única palavra: MAKTUB que em árabe significa "já estava escrito" ou "tinha que acontecer". Eu nasci de um breve relacionamento entre a minha mãe e o meu pai, um Libanês que vivia em São Paulo. Minha mãe quando soube que estava grávida, decidiu assumir a maternidade sozinha e vei para Brasília logo que nasci. Com isso, não conheci meu pai e ele tão pouco soube da minha existência. Apesar de todo amor, respeito e gratidão que tenho pela minha mãe, ainda não compreendo os motivos de fato de sua decisão. Então, pensar em MAKTUB me conforta. "Tinha que acontecer". 

Os primeiros dez anos foram marcados por sobrevivência. Minha mãe, embora tenha decidido pela independência não tinha condições financeiras de arcar com a sua decisão. Avós, tios, primos, padrinhos foram o nosso apoio e diria que nos viramos bem, apesar de todos os "perrengues". Penso que foram essas experiências que contribuíram para que me tornasse a pessoa versátil e otimista que sou. Meu lema na vida é: Pra tudo da-se um jeito. Apenas aos 08 anos fui morar definitivamente com a minha mãe. Ela é sem dúvida a mulher mais corajosa que eu conheço. 

A década seguinte foi marcada por muita rebeldia e com uma trilha sonora bem especial: Legião Urbana, Pink Floyd, guns's rose e Janis Joplin. Fazia parte da geração incompreendida, cheia de coragem, de contestações e ousadia. Fui uma adolescente impetuosa. 

Até que aos dezoito anos engravidei. Ikaro chegou no momento certo, trazendo senso de responsabilidade e comprometimento. Descobri ali que a vida não era um bolinho de carne - como dizia uma grande amiga. A vida é para quem quer viver e tem disposição e isso eu sempre tive. Com todo despreparo me tornei mãe e acredito que me saí bem, melhor do que imaginava. 

Apesar da maternidade ter me proporcionado grandes realizações e alegrias, essa década foi a mais sombria e árdua de todas. Foram anos de privações, frustrações, decepções e de muitas, muitas dificuldades, mas também a fase que me preparou para ser a pessoa que me tornei. Forte, determinada, confiante e grata -  Ah como eu sou grata por tudo que tenho e sou. 

Quando completei trinta anos eu estava exausta. Fisicamente e emocionalmente cansada. Me sentia fracassada e sem rumo. Naquele ano eu sentia uma profunda tristeza na alma, como se tivesse nadado, nadado para morrer na praia. Minha vida não tinha muito sentido. Embora fosse apaixonada pela profissão que escolhi e pela empresa, eu trabalhava com uma pessoa tirana que não me inspirava, pelo contrário, me desmotivava,  intoxicava e me adoecia. Nesse momento eu questionei: De que adianta tanto amor e dedicação? tanto esforço? Eu estava triste. Por algum motivo, lá no fundo eu acreditava em dias melhores e foi esse sentimento que me deu forças para não desistir. 

Foi então que iniciou um novo ciclo e junto o meu oceano azul. Considero os últimos dez anos como os melhores anos vividos. Tudo que sempre sonhei aconteceu nessa última década. Meus sonhos começaram a se realizar, conheci pessoas incríveis, ingressei na docência, investi muito em conhecimento e desenvolvimento pessoal e profissional. Eu cheguei exatamente onde desejava chegar. Tudo, exatamente tudo que desejei aconteceu. Foram os meus anos dourados. E é claro que nada aconteceu do dia para a noite. Não existe essa história de sucesso do dia pra noite. Toda a minha jornada contribui para que eu colhesse os frutos. E aquela pergunta feita por mim lá do passado foi respondida: Valeu a pena todo o amor e dedicação. 

Coisas simples faziam parte da minha lista: ter qualidade de vida, ter uma família, ser reconhecida profissionalmente, ter saúde, gerar valor na vida de outras pessoas e viver bem comigo. Nessa última década resolvi buscar notícias do meu pai - que infelizmente havia falecido a pouco tempo. Chorei tudo que precisava chorar, e sinto muito a sua ausência mas agradeço pelo bem mais precioso que ele poderia me dar: a vida. 

Chego em uma fase que me sinto realizada e mais confiante. Olho para trás e sinto orgulho da pessoa que tenho me tornado, e assim vou deixando a vida seguir seu fluxo - E ao longo dessa jornada algumas pessoas e projetos vão deixando de fazer sentido. Não há perdas, não há mágoas, não há lamentações. Só aprendizado e gratidão. 

Assim, me despeço de um ciclo incrível, com grandes realizações e dou boas-vindas a um novo ciclo repleto de amor, realizações, paz, prosperidade, felicidade e que eu possa continuar gerando valor na vida de outras pessoas. 

Com carinho, 

Simara Rodrigues 


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O perigo das histórias que contam por aí


Recentemente estive em Nápoles, uma comuna Italiana localizada ao Sul do país. Desde a escolha por Nápoles, que seria apenas um stopover até meu destino final - Capri e Positano - comecei a buscar informações básicas de qualquer viajante: O que fazer, onde comer, onde hospedar,  o que conhecer e etc. 

Foi então que me deparei com opiniões diversas e impressões muitas vezes baseadas no que apenas ouviram falar. Muitos blogs e influenciadores descreviam a cidade como a mais perigosa e violenta da Itália. Os amigos mais próximos, me marcavam em todas as postagens e informações a respeito do meu roteiro. 

As vésperas de viajar, uma personalidade pública e famosa esteve em Nápoles e também em algumas das cidades que visitaria dias depois. Seus comentários me deixaram apreensiva, sobretudo porque descreveu o lugar e as pessoas como um atentado à própria vida, além de outras informações que hoje posso afirmar não fizeram nenhum sentido na minha experiência. 

Em minhas palestras costumo dizer o seguinte: 

"Não acredite em nada do que eu disser. Tudo o que direi é baseado na minha experiência pessoal e cada individuo vivencia as coisas da sua maneira. Por isso, experimente o que eu vou trazer, teste na sua vida e então, baseado na sua própria vivencia você poderá concluir se o que eu disse serve para a sua vida.”


Minha versão sobre Nápoles: 

Nápoles não é o inferno na terra. É caótica sim e diferente de tudo que já conheci na Itália. Com uma energia e movimento contagiante. Foi onde comi as pizzas mais maravilhosas e inesquecíveis do mundo, onde conheci pessoas autênticas, engraçadas, prestativas e que despertou a minha vontade de ficar mais um tempo. Nápoles é um verdadeiro museu aberto e apesar de tudo o que falam e da sujeira na rua - que é totalmente verdade - é um lugar incrível e que desperta a vontade de fazer uma imersão na história e na cultura Italiana.

Depois de tudo que li e ouvi, é verdade que não esperava muito de Nápoles. Por isso, fui sem expectativa alguma. Quando cheguei vi algo totalmente diferente do que ouvira dizer por aí. 

Dá para imaginar que por medo de falar com outras pessoas na rua - porque me disseram que não era seguro pedir informações - várias vezes recorri ao exército e policiais para encontrar endereços de pizzarias e outros pontos que estavam no meu roteiro? E o melhor foi que todos paravam atentamente para ajudar - logo criava-se aquela roda de pessoas fazendo o barulho e confusão típica do Napolitano para resolver "o problema". rs 

Costumo deixar dois dias do meu roteiro de viagem em aberto. O plano é não ter planos. Isso porque, geralmente, durante a viagem surgem lugares, possibilidades e experiências que não estavam no roteiro. A medida que vou conversando e conhecendo pessoas, os dias reservados vão sendo definidos. Eu adoro fazer isso - perder o controle e deixar fluir. 

Nesta viagem Nápoles foi escolhida e retornei para continuar meu turismo pela cidade mais pitoresca que já conheci. Em uma das noites que retornava de uma pizzaria - nada mais, nada menos que a pizzaria onde Elizabeth Gilbert, autora do livro Comer, Rezar e amar,  descreveu estar vivendo um caso de amor com uma pizza  - pedi ao garçom para chamar um taxi até o meu hotel e ele me sugeriu ir a pé, pois a noite estava linda - e estava mesmo - e o hotel era próximo. 


Disse que preferia ir de taxi porque tinha medo da cidade e da violência. Ele soltou aquela risada e da forma mais autêntica e engraçada disse: Como assim? você é Brasileira. Quem vive no Brasil não pode ter medo de Nápoles. E de repente outros napolitanos chegaram, rimos juntos e tudo virou festa! Assim é Nápoles....autêntica, intensa, carinhosa e diferente. 



E o que isso tem a ver com o blog? Já parou para pensar quantas mentiras e verdades você já ouviu sobre a profissão, sobre os profissionais, sobre as práticas secretariais e sobre carreira? Quantas vezes você ouviu falar que Secretária é babá de luxo? que não é reconhecida (o)? Que não é paga (o) para pensar? que não tem futuro? 

Durante minha carreira ouvi incansáveis mentiras, ou melhor, versões e impressões sobre a minha profissão. E sabe o que eu fiz? Fui lá ver se era verdade e se fazia sentido para a minha vida.....com isso, construí a minha própria história e versão, bem diferente do que muitas vezes ouve-se por aí. 

Por isso é tão importante que você experimente e vivencie as suas escolhas antes de tomar como verdade a história dos outros. Porque a história dos outros, é só a história dos outros. 

Com carinho, 

Simara Rodrigues