segunda-feira, 25 de junho de 2018

O que a Copa do Mundo nos ensina sobre imagem e reputação




A Copa do Mundo é sempre um momento de celebração entre as nações e de festejar com amigos e familiares, mas é também quando muitos perdem a noção do que é brincadeira e o que é desrespeito. 


Recentemente tivemos o desprazer de tomar conhecimento de vídeos que circularam pela internet de torcedores brasileiros na Copa do Mundo assediando mulheres com termos ofensivos. Para alguns, uma brincadeira boba, para outros reflexo e efeito do álcool e para muitos uma vergonha nacional. 

Seja como for, o  ocorrido vai totalmente na contramão do contexto atual discutido amplamente no Brasil e no mundo acerca da igualdade de gênero, respeito e diversidade. E não se trata de discurso feminista (embora carregue essa bandeira), mas de visão de mundo e sobretudo de educação. O que se espera, no mínimo, quando estamos na casa de alguém é que sejamos gentis e educados. E essa regra se aplica para qualquer situação e lugar no mundo. 

Fato é que temos boa fama mundo afora - apesar dos escândalos envolvendo políticos e empresários -   e certamente pelo clima tropical somos reconhecidos como um povo alegre, bem humorado, otimista e festeiro. Sabemos viver e comemorar como em poucos países. Digo isso com base nas minhas experiências e tendo visitado mais de 15 países. É incrível como conhecem nossa história, nossos hábitos, nossas regiões e nossas habilidades. O mundo nos conhece, embora acreditem que a capital do país seja São Paulo ou Rio de Janeiro. 

Ocorre que na era digital, tudo cai nas redes. Então, é preciso pensar nos impactos e consequências de nossas ações quando o assunto é carreira profissional e a imagem que queremos refletir. 

Não precisamos ir longe e falar apenas de Copa do mundo, mas pensar em nosso cotidiano, nas festas corporativas, festa de carnaval, de confraternização, happy hour e posicionamento nas redes sociais. Já vi muito profissional senior, se queimar e ser desqualificado pela falta noção e limites ultrapassados. 

Me lembro como se fosse hoje, na Copa de 2014, assistindo a um dos jogos em um camarote V.I.P com celebridades e atores globais, em que um dos convidados, ator amplamente conhecido pelos brasileiros, dava um vexame, assistido por todos ali presente. Totalmente alcoolizado agredia verbalmente os garçons e armava um verdadeiro "barraco" com a esposa. Desde esse dia nunca mais consegui admirar o seu trabalho na TV. O que comprova que educação e boas maneiras não escolhe classe social. 

Sempre me preocupei com a minha imagem, regra número um aprendida durante minha atuação como Secretária Executiva na área de Relações Institucionais em uma grande empresa. A Preocupação com a reputação dos colaboradores sempre esteve na pauta das reuniões e praticada pelo meu gestor imediato, que me ensinou o significado de credibilidade e imagem: "Simara, é preciso saber entrar e sair de qualquer ambiente com a mesma elegância. É isso que nos diferencia dos demais e valida o nosso trabalho". 

Comportamentos inadequados podem não só causar demissão por justa causa, a exemplo do ocorrido com os torcedores na Rússia, mas contribuir para o fracasso profissional - independente do segmento, da esfera de atuação e da formação. 

Quando a liberdade de expressão ultrapassa os limites do bom senso, é preciso rever alguns valores e principalmente o propósito de vida. 

Com carinho 

Simara Rodrigues


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