quarta-feira, 4 de abril de 2018

Como podemos cobrar do outro aquilo que não fazemos?



Compartilho um texto que gostaria de ter escrito. Sofia Esteves é referência na área de Gestão de Pessoas e o tipo de pessoa que todos deveriam conhecer a história de superação. Suas dicas e orientações são valiosas. Em minha opinião, ela é uma mulher que inspira. 

* Os grifos no texto são de minha autoria e que sugiro uma reflexão mais profunda. 


Julgar, omitir-se ou agir? Minha decisão para 2018

Ultimamente, tenho pensado bastante sobre os julgamentos que fazemos ao longo de nossas vidas, seja no ambiente de trabalho, entre familiares, em situações com pessoas desconhecidas e em relação ao governo e nossos governantes. Por mais que muitos se defendam e afirmem que não julgam ninguém – e fazem isso temendo serem julgados – eu preciso te contar que, sim, todos nós julgamos algo ou alguém a todo instante.

Isso acontece porque ao nos depararmos com parâmetros e referências do outro, inevitavelmente, comparamos com nossas próprias referências, com aquilo que temos de conceito, a partir da nossa vivência e da nossa realidade. Isso acontece de forma automática, sem que tenhamos poder de decisão sobre isso. No entanto, há um ponto importante desse processo em que temos total domínio e poder de decisão: o que vamos fazer com esse julgamento.

Podemos considerar a prática de outro errada e, portanto, não a usar em nossa vida. Aliás, é esse ponto específico que eu gostaria de falar com você, caro leitor, no meu último texto do ano nesse nosso espaço de troca. A verdade, é que quero encerrar 2017 deixando essa reflexão para todos, inclusive eu mesma.

A todo instante esbravejamos julgamentos relacionados ao governo, aos políticos e suas práticas. Vociferamos contra a corrupção, mas o que fazemos com tudo isso de fato? Será que olhamos para as nossas próprias corrupções diárias, como furar uma fila, estacionar na vaga destinada a idosos ou deficientes (sem ocuparmos alguma destas condições), aquele ponto não pago do canal de assinatura, os produtos trazidos na bagagem da viagem que não foram declarados na alfândega, entre tantos outros “pequenos delitos”. Você já olhou para si, ao fazer alguma destas coisas, e julgou-se corrupto? Pois é. Como podemos cobrar do outro aquilo que não fazemos?

Leia esse e outros artigos de Sofia clicando AQUI e AQUI

A leitura de seus artigos faz parte da minha rotina e contribuem de forma relevante para a minha carreira. Desejo que o mesmo acontece com você. 


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