quarta-feira, 28 de março de 2018

Como fazer Mapas Mentais

Comecei a utilizar a técnica de mapa mental há alguns anos e desde então percebo que minhas ideias estão mais organizadas, direcionadas e planejadas. 

Abaixo, compartilho um texto do manual da Secretária que aborda o assunto de forma bem didática. 

um abraço, 

Simara Rodrigues 






Mapa Mental – Descubra o que é e como fazer Mapas Mentais

Por Bianca Rosário

O Mapa Mental é uma forma objetiva e simples de registrar informações. Essa técnica, que é uma espécie de diagrama, sistematizado pelo psicólogo inglês Tony Buzan, é muito usada para anotação de conteúdo e está relacionada à gestão de informações, ao conhecimento e ao capital intelectual, a fim de solucionar problemas e atender aos requisitos de memorização e aprendizado.

Além de atuar no raciocínio, o mapa mental também ajuda no processo de memorização em longo prazo. Isso acontece a partir do momento da estruturação do mapa, elementos como cores, desenhos, símbolos e informações segmentadas, fazem com que o cérebro raciocine e grave os dados com mais facilidade.

Você pode entender o mapa mental como uma árvore cujos galhos consistem em informações concisas que saem de um eixo principal. O mapa mental é revolucionário porque foi criado com base no funcionamento do cérebro. Segundo Buzan, esse órgão capta e guarda com mais facilidade informações sistematizadas em desenhos simples e palavras-chave que sintetizam um conteúdo. Essa é a estrutura de um mapa mental e o que o torna tão simples e eficaz.

Para que serve o Mapa Mental?

Os mapas mentais procuram representar, com o máximo de detalhes possíveis, o relacionamento conceitual existente entre informações que normalmente estão fragmentadas, difusas e pulverizadas no ambiente operacional ou corporativo. Trata-se de uma ferramenta para ilustrar ideias e conceitos, dar-lhes forma e contexto, traçar os relacionamentos de causa, efeito, simetria e/ou similaridade que existem entre elas e torná-las mais palpáveis e mensuráveis, sobre os quais se possa planejar ações e estratégias para alcançar objetivos específicos.

O mapa mental se difere principalmente daquela anotação linear pura, que é quando você pega o caderno e anota tudo o que acha que é importante. Ele quebra completamente essa linearidade, pois ele já começa no meio de uma folha e os ramos vão saindo para todos os lados.

A construção do mapa mental facilita você raciocinar sobre aquilo que você está estudando, ou pelo projeto que está trabalhando. Ela estimula também seu raciocínio porque tem um formato radial, onde você vai colocando ramos sem limite.

É também uma ferramenta de brainstorming e de auxílio na gestão estratégica de uma empresa ou negócio.

Esse formato de mapa mental foi criado por um inglês chamado Tony Buzan, que percebeu ,como professor universitário, que as anotações lineares eram extremamente ineficientes para a aprendizagem em si.

Buzan começou destacando palavras-chaves de anotações lineares, depois começou a olhar para os conceitos que estavam destacados e esquecia todo o texto que restava, para então começar a descobrir relações entre essas palavras-chaves, mas mesmo assim ainda as informações ainda ficavam desorganizadas.

Foi aí que veio a sacada! Buzan pegou aquilo que tinha selecionado e desenhou em uma folha diferente com um tópico central, e cada ramo sendo detalhado conforme a necessidade.

O próximo passo foi adicionar cores e desenhos, se tornando muito parecido com a versão que utilizamos hoje!
Onde aplicar Mapas Mentais?

Os mapas mentais são uma super ferramenta para aprendizagem, mas volta e meia aparece alguém que nunca ouviu falar deles.


O mapa mental pode ser aplicado a qualquer tarefa, atividade, profissional, ou lazer, de modo individual ou em grupo para planejar qualquer tipo de evento. Trata-se de um método para planejamento e registro gráfico cada vez mais usado em todas as áreas de conhecimento humano.


No estudo e aprendizagem

Você tem dificuldades para lembrar o conteúdo que estudou? Na hora da prova vem aquele “apagão” desesperador? Você estuda, lê dezenas de páginas, faz exercícios, mas não parece o suficiente? Um mapa mental pode ser a solução.
Saber diferenciar conteúdo e método é essencial no processo de aprendizagem. Para desenvolver a concentração, melhorar a absorção e lidar com o excesso de informações, os mapas mentais podem ajuda-lo a aprender mais profundamente e de maneira mais ágil.

Com a ferramenta, a absorção e criação de conhecimentos tornam-se mais interessantes e criativas. Nesse caso, é recomendado que o mapa seja desenhado a mão, assim, é possível que o cérebro tenha um tempo para receptar as informações.
Em empresas e projetos

Suponhamos que, em sua empresa, não faltem boas ideias, mas que você e sua equipe não conseguem aproveitá-las ao máximo por falta de uma visão sistêmica de negócio: é exatamente aí que a ferramenta entra. Com ela, você conseguirá ordenar e expressar pensamentos de forma bastante lógica, visual, comunicando assim sua ideia com mais precisão e clareza.

Você pode usar o mapa mental em diversos contextos, como:

Rotina diária – prepare um mapa mental para organizar as atividades do dia, a lista de coisas a fazer, a preparação de uma viagem, as informações em uma palestra, o resumo de um relatório, etc;

Identificação de oportunidades – o mapa mental pode servir ao mapeamento do mercado, à análise de tendências, às demandas do consumidor, à análise da evolução tecnológica, de competição, à definição de perfis de clientes;

Planejamento do negócio – aplique a ferramenta para elaborar um plano de negócio ou de um projeto;

Planejamento de marketing e vendas – o planejamento de eventos e a criação de conteúdo para um site ou uma embalagem podem ser melhor estruturados com um mapa mental;

Planejamento de recursos humanos – utilize a ferramenta para elaborar questões para entrevista de emprego, avaliar desempenho dos colaboradores, etc;

Gerenciamento de projetos: neste caso, a Estrutura Analítica de Processos (EAP), que é o diagrama de hierarquia de um projeto, pode ser elaborada de duas formas: a primeira é chamada de EAP analítica ou sintética, e a segunda, justamente de mapa mental.

Como fazer Mapas Mentais?

Antes de começar a efetivamente fazer o mapa mental, atente-se ao material que você vai precisar para desenhá-lo. Isso mesmo!

Um princípio importante do mapa mental são os desenhos, porque são eles os responsáveis por ajudar o cérebro a guardar uma informação. Por isso, você vai precisar desenhar (ainda que de forma bastante simples) os dados necessários para compor seu mapa mental.

Isso também nos leva a outra questão importante: evite os softwares de elaboração de mapa mental.

Se o seu objetivo é estudar, nada melhor do que fazer um mapa mental a mão, pois a efetividade do mapa mental advém principalmente do fato de que você o faz à mão. O estudo ativo ajuda na memorização e mantém seu cérebro mais alerta no processo de aprendizado.

Mas mas se seu objetivo é produzir um mapa mental para consumo externo, é interessante ter um software com características mais profissionais.

As vezes você também pode ter como objetivo fazer um mapa mental para um projeto onde você apenas vai mostrar entre amigos, ou se não, você quer fazer um mapa mental colaborativo, onde todas pessoas podem acrescentar novas ideias para o seu mapa mental.
Separe o material necessário

Voltando para o material necessário, você vai precisar de três coisas muito simples: uma mesa, papel em branco e canetas coloridas ou marca-texto. É importante que você utilize cores diferentes para as informações do mapa mental. Isso auxilia o cérebro a associá-las e ativá-las na memória durante a prova.

Defina o tema principal

Os mapas mentais têm como princípio desdobrar, em palavras-chave e imagens, um assunto principal. Por isso, antes de começar a fazer seu mapa mental, defina qual é o assunto ou tema principal a ser trabalhado.

Para praticar, você pode começar a fazer mapas de temas simples, como listas de tarefas. Com o tempo, a produção desses mapas mentais será cada vez mais rápida e prática.

Busque informações

Para elaborar um mapa mental, é preciso que você tenha conteúdo. Isso significa que é muito difícil resumir e condensar um assunto se o seu conhecimento for superficial.

Primeiro, entenda o assunto, leia os autores recomendados e faça exercícios. Depois, elabore o mapa mental com os tópicos mais importantes como uma ferramenta de fixação do conteúdo já estudado.
Comece a fazer

Depois de entender o que é e como funciona o mapa mental, separar os materiais e ler bastante sobre o conteúdo, chegou a hora de finalmente fazer o mapa mental.

Elemento central:

No centro do papel em branco, escreva ou desenhe o tema principal.

O nosso cérebro não funciona de maneira linear: ele pensa uma coisa aqui, depois lembra de outra coisa ali, mais tarde ele se aprofunda um pouco mais sobre outro assunto e por aí vai…

Por isso, a “forma tradicional” de escrever (uma linha embaixo da outra e sempre com a mesma cor de caneta) é a pior maneira possível para você raciocinar sobre alguma coisa.

O mapa mental, por sua vez, funciona a partir de um elemento central que irradia do centro em direção às bordas, de forma que você possa respeitar a forma de funcionamento natural do seu cérebro.

Desenho:

O mapa mental é constituído de “ramificações” onde sempre se parte de um elemento principal (palavra-chave) e é ligado à um subtópico.

Depois de desenhar ou escrever qual é o assunto do mapa mental no centro do papel, conecte-o aos tópicos principais.

Para isso, você pode utilizar setas, linhas ou o que mais achar interessante. Quanto mais colorido e ousado, mais interessante será para o cérebro.

Essas conexões podem ser de dois, três ou até quatro níveis. O importante é organizar as informações de forma sucinta e criativa.

É importante evitar também fazer linhas retas para essas conexões. Qualquer estrutura comum vai entediar se cérebro, e isso é distração na certa.

Ter desenhos e símbolos visuais é outro segredo para melhorar a aprendizagem. Como eu já disse, a memória é muito visual, por isso as pessoas aprendem muito mais fazendo associações com os símbolos e o conceito que eles representam.

Palavras-chave:

Essa é parte mais negligenciada pelas pessoas que tentam fazer mapas mentais: o uso das palavras-chaves.

Evite usar frases inteiras ou com mais de 2 palavras para montar os “ramos” que conectam seu mapa mental; isso vai ocupar muito espaço e não facilita a memorização.

Se você escreve frases inteiras em cada ramo, além de perder muito tempo, você deixará seu mapa parecendo um resumo linear bagunçado.
Softwares para fazer Mapas Mentais


Usando um software para fazer mapas mentais você tem uma flexibilidade muito grande para incluir/excluir, ou seja, reorganizar informações, e isso torna o trabalho mais fácil, pois o mapa mental a mão não te dá essa liberdade.

Um outro recurso fantástico que a maioria dos softwares dão é o recurso de linkar tanto com outros mapas mentais, quanto para algum material do seu computador ou até mesmo na web, como por exemplo, um vídeo.

Outra vantagem também é o recurso da colaboração, onde se torna muito mais fácil um grupo de pessoas compartilharem informações sobre o mapa mental que estão fazendo ao mesmo tempo.

Para você que gostaria de transcrever suas ideias em forma de Mapa Mental pelo computador, aqui vão 8 dicas de programas especializados nisso:

1. MIND MEISTER (grátis e pago)
Seu grande diferencial é por ser on-line
Acessível de qualquer lugar
Visual bem agradável

2. MIND NODE (grátis)
Programa muito simples e prático de se utilizar no dia a dia
Sua desvantagem é que é compatível somente com MAC OS, iPad e iPhone
Foi classificado pela Apple como “App Store Best”
Download: www.mindnode.com

3. FREE MIND (grátis)
Freemind é programa de Software Livre para criar Mapa mental. Ele é bem simples e objetivo
Disponível para usuários Windows, MAC OS e Linux

4. XMIND (grátis e pago)
Possui um visual agradável e diversas formas de compartilhamento dos mapas e salvá-los no servidor XMind
XMind é a versão grátis, já as versões mais completa (XMind Pro, e XMind Plus) são pagas
Disponível para Windows, MAC OS e Linux

5. FREE PLANE (grátis)
Outro programa bem simples de ser utilizado
O ponto fraco é seu visual, não muito agradável
Disponível para Windows, MAC OS e Linux

6. MIND MANAGER (pago)
Um programa bem completo
Porém não há versão grátis
Disponível para Windows e MAC OS

7. MIND MAPR (complemento Chrome)
Este tem uma particularidade interessante, trata-se de um complemento do navegador Google Chrome
É possível criar mapas mentais diretamente pelo navegador, sem necessidade de conexão com internet

8. COGGLE (grátis)
Também online
Permite mais de uma pessoa trabalhar no mesmo mapa mental
Livros sobre Mapas Mentais

Eu vou indicar dois livros que você pode ler para começar a entender essa paixão por mapas mentais e todo o poder que eles têm para a sua aprendizagem.


É um livro bem prático que introduz a ideia dos mapas mentais e ensina, passo a passo, os seus elementos básicos de construção.


Ele não ensina exatamente como fazer os mapas mentais, mas fala do “por que” deles: por que eles funcionam?

Quer saber mais? acesse o manual da secretária

terça-feira, 27 de março de 2018

Que histórias você tem contado?




A pessoa é frustrada profissionalmente e tem duas características típicas: Uma é negar os fatos e a outra é justificá-los, sempre culpando o meio e os outros por seus insucessos e insatisfações.

Quando questionada o porquê de não serem realizadas profissionalmente, geralmente dizem não saber. "Eu sou uma pessoa responsável, organizada, comprometida. Isso é uma grande injustiça. Essa crise está acabando com as minhas oportunidades". 

Pessoas infelizes precisam de histórias que justifiquem seus resultados. "Meu Gestor é uma péssima pessoa, meu chefe não sabe gerir pessoas, minha empresa é uma vergonha, meus colegas de trabalho são desonestos, minha equipe não sabe trabalhar, eu não passei processo porque foi injusto e concorrência era grande". Essas, geralmente, são as historinhas e justificativas próprias de quem mantém um hábito nocivo.

Quando sabemos o nosso grande porquê, o como fica pequeno. E se você quer ter sucesso na vida é preciso identificar quais são as historinhas que tem contato para você e para os outros, quais os comportamentos e os resultados têm gerado. É preciso compreender, assumir e aceitar o estado atual e começar, verdadeiramente, a construir uma trajetória. Passo a passo. Eliminando tudo aquilo que não é benéfico.

Todos os dias, em todos os grupos - familiares e sociais - encontraremos pessoas contando histórias que justifiquem seus fracassos e insucessos. Cada vez que eu conto uma história, eu estou mantendo um padrão, o mesmo patamar, as mesmas crenças, as mesmas limitações. E sabe o que isso gera? pessoas mal resolvidas, infelizes e malsucedidas, afinal, a maneira como eu faço uma coisa é como eu faço todas as outras.

Ao longo da minha trajetória experimentei muitos fracassos, cometi muitos erros, falhei em inúmeras situações. E como sou grata aos meus fracassos! Pois como bem mencionou recentemente a Secretária Executiva e amiga Simone Cunha, precisamos também falar de fracassos.

A questão principal não é lidar com o fracasso, mas como nos sentimos enquanto vivenciamos ele. Aprender a lidar com o fracasso e administrar todas as emoções que ele nos causa é mandatório, não só para reconhecermos e valorizarmos o sucesso, mas principalmente  para que sejamos capazes de sentir quais são os nossos próprios limites. E é quando reconhecemos esse processo que atingimos o tão afamado autoconhecimento.

Pessoas que seguem contando histórias para seus fracassos, infelizmente, não serão capazes de avançar, como indivíduos e como profissionais.

Há algum tempo pratico um exercício muito simples: sempre que me deparo contando uma historinha, eu paro tudo, pego meu caderninho e começo a anotar cada uma dessas histórias e onde elas irão me conduzir. Acredite, esse é o primeiro passo para nos libertarmos das mentiras que contamos. 

E você, que histórias tem contado para não começar a viver a vida que você merece?

Um abraço,

Simara Rodrigues


segunda-feira, 26 de março de 2018

Você tem paixão pelo que faz?




Processo seletivo aberto, centenas de candidatos se inscrevem para a vaga, diversos currículos preenchem os requisitos obrigatórios e dias e horas de análise dos perfis. Após algumas semanas e etapas aplicadas restam 02 candidatos, muito bons, diga-se de passagem. 

Na etapa final, uma tarefa difícil para o gestor da vaga: Escolher o candidato que apresenta mais aderência às competências e habilidades desejadas ao cargo. 

Por fim, ele decide e justifica sua escolha: 

"Os dois são excepcionais. Mostram-se excelentes técnicos e com perfil que buscamos, mas apenas um mostrou paixão pelo que faz e em todas as situações, demonstrou claramente sua paixão pela profissão e brilho nos olhos". 

Eu apenas sorri e concluí: Então temos o nosso candidato. 

E foi assim que um candidato se destacou em uma entrevista de emprego. Não foi apenas a sua formação acadêmica, seu histórico escolar, seus idiomas, suas redes sociais e sua capacidade técnica e comportamental. Mas o brilho no olho ao falar da sua profissão e do que faz que fez a diferença. 

Desenvolver uma habilidade técnica e mesmo comportamental é muito simples, não quer dizer que é fácil. Mas é simples e muitos podem fazer com maestria. No entanto, ser apaixonado pelo faz vai além. 

Paixão pelo que faz é você ter um porquê para sair de casa e escolher estar em determinada empresa ou Instituição. Paixão pelo que faz é reconhecer a importância do seu trabalho e do outro. Paixão pelo faz é ter entusiamo. Paixão pelo que faz é querer transformar e fazer diferença. Paixão pelo que faz é ser positivo, é ser otimista. Paixão pelo que faz é ser habilidoso e inspirador. Paixão pelo que faz é ser intenso, é ser vivo, é ter brilho no olho. 

Em tempos de profundas reflexões em nossa sociedade, o que as empresas têm buscado em suas contratações e manutenção de talentos vai muito além do job description, no qual um determinado trabalho já não é apenas uma fonte de renda, mas também fonte de vida. 

E você, tem paixão pelo que faz?

um abraço e uma ótima semana

Simara Rodrigues 

Oportunidade de estágio na Bancorbrás

Oportunidade de estágio na Bancorbrás!

Curso: Secretariado Executivo
Local: Setor Comercial Sul
Bolsa: R$ 850,00 + VT + VR
Horário: 12h às 18h
Semestre: A partir do 1º

Por favor, só aplique se você:
- Tem disponibilidade para estagiar por pelo menos 1 ano;
- Tem disponibilidade para estagiar no horário informado.

Mande seu currículo para a gente (rh@stagestagios.com.br) com o assunto "Bancorbrás - Secretariado" até 26/03/2018.

Conheça: www.bancorbras.com.br

Fonte: STAG

Oportunidade de estágio no Sebrae

Oportunidade de estágio no Sebrae!

Curso: Secretariado Executivo
Local: L2 Sul
Bolsa: R$ 1.400,00 + VT + VA
Horário: 9h às 16h
Semestre: A partir do 4º
Atividades: - Gerenciamento de canais de atendimento;
- Melhoria de processos de atendimento;
- Controle de planilhas;
- Redação e digitação de docs;
- Organização de arquivos;
- Tabulação de pesquisas de satisfação.

Por favor, só aplique se você:
- Tem disponibilidade para estagiar no horário solicitado;
- Tem disponibilidade para estagiar por pelo menos 1 ano.

Envei seu currículo para a gente (rh@stagestagios.com.br) com o assunto "Sebrae - 04.03" até 28/03/2018.

Conheça: www.sebrae.com.br

Fonte: STAG

domingo, 25 de março de 2018

Histórias que inspiram: De estagiária a chefe de operações

Eu sempre vibro com histórias reais e de sucesso, principalmente porque me encaixo no grupo daqueles que começaram do zero e atingiram o alvo desejado. ​

Não acredito em histórias de sucesso da noite para o dia...É preciso um passo de cada vez e repito, não há atalhos. Pode até ser mais simples para alguns, mas o fato é que para atingirmos o alvo que desejamos é preciso foco, preparo, treino e disciplina. 


Hoje, compartilho com vocês a história da Beatriz Nantes, COO da Empiricus, uma das mais conceituadas empresas em publicação de informações financeiras e de recomendações de investimentos do Brasil. Assim como Beatriz, conheço muitas pessoas que partiram do estágio e hoje atuam em cargos estratégicos. Não é inspirador?!

De estagiária a chefe de operações: a história da 1ª mulher contratada pela Empiricus

Apressada pelos corredores do escritório, ela entra e sai de reuniões. Ora com equipe de vendas, ora com atendimento ao assinante, ora com novos projetos. Quem a vê assim pelas salas da empresa, com pouco mais de 1,60m, às vezes séria, às vezes sorrindo, não imagina a responsabilidade que há sobre seus ombros.

Beatriz Nantes foi a primeira mulher a ser contratada pela Empiricus. Na época em que a empresa tinha apenas seis funcionários, ela também fez história sendo a primeira estagiária.

Beatriz, ou Bia, como é chamada carinhosamente por todos, foi contratada para fazer análise de investimentos. Eram os passos iniciais daquela que seria a maior publicadora de informações financeiras do Brasil e o início da jornada da estagiária que se tornaria sócia e chefe de operações da Empiricus.

Sob sua responsabilidade está o trabalho de 90 pessoas, que desempenham atividades nas áreas de e-commerce, produção audiovisual, web design, atendimento ao assinante, e-mail marketing, vendas, user experience e inteligência de mercado.

Sete profissionais respondem diretamente para a COO, mas Bia está de olho em tudo que sua equipe faz. “Particularmente, eu tenho muito orgulho da área de atendimento. A gente tem pessoas que são apaixonadas por atender nossos assinantes da melhor forma possível”, fala orgulhosa. “A área de operações é muito dinâmica. Aí a gente tem as ideias malucas e eles me perguntam: “Bia, dá para fazer isso?”, e aí eu respondo: “Não dá, mas a gente vai fazer mesmo assim”, completa.


Bia é a única mulher no corpo diretivo da empresa, formado pelos sócios diretos e o CMO (Chief Marketing Officer), mas para ela isso não é problema. Afinal, não só eles a viram crescer dentro da companhia, como também todos cresceram juntos nos oito anos de Empiricus.


A confiança que ela recebe para tocar suas atividades é a mesma que ela tenta passar para a equipe. “A Empiricus valoriza demais as pessoas. Esta é uma das coisas que eu mais gosto aqui dentro. Você tem a oportunidade de crescer, não importa de onde você veio, qual é seu background”, conta.

Fonte:
https://www.lovemondays.com.br/blog/historia-primeira-mulher-contratada-empiricus



quinta-feira, 8 de março de 2018

A linguagem universal e que une todos os idiomas



Dando continuidade aos posts que tenho relatado a minha última viagem e reflexões que fazem parte do dia a dia, hoje compartilho algumas percepções vivenciadas nos três Países que visitei: França, Suíça e Portugal, assim como algumas constatações que levarei para a vida. 





Como relatei anteriormente, falar inglês ou outro idioma na França não é uma regra e nem todos se comunicam, principalmente naquelas cidadezinhas charmosas e com ar de interior, a exemplo de Colmar, Ribauvillé e Riquewihr todas localizada nas região da Alsace e que fizeram parte do meu roteiro.

Particularmente, em momentos de descanso, prefiro fugir da vida urbana, do consumo, do trânsito e dos grandes centros. Gosto mesmo é do interior, do contato com a natureza, do contato com pessoas que dedicam tempo e atenção. Gosto de experiências. Não dá para comparar um jantar em Paris e Ribauvillé, por exemplo. Gosto de gente que olha no olho, que cuida, que sente o outro. E isso, por questões de demanda, é mais desafiador em grandes centros. De qualquer forma, o que percebi nesta experiência foi que falando ou não inglês, francês, alemão, e tantos outros idioma, a linguagem universal e que une todos os idiomas é o sorriso.

Em todas as cidades que visitei, e mesmo quando não conseguia me comunicar era o sorriso que dava tom à comunicação. Ribauvillé foi uma das cidades que me encantou por esta capacidade.

Passamos o dia em Estrasburgo uma cidade que por estar na fronteira com a Alemanha, é meio francesa, meio alemã. O que significa dizer que gastronomia, cultura e hábitos são híbridos entre os dois países. Na região, você encontrará as duas culinárias, regado a vinhos da região, especialmente brancos, com destaque para o Pinot Blanc, indiscutivelmente saboroso e inesquecível. Ao final do dia, antes de retornarmos para Colmar, onde estávamos instaladas, fomos à Ribauvillé, cerca de 20 km de distância e que fazia parte do roteiro. Uma cidadezinha charmosa e que deve ser visitada a pé. 

Lá, decidimos comer em um tradicional restaurante que pelo que entendemos era bem intimista e gerenciado pela família, o que é muito comum na Europa - são os proprietários quem executam todas as atividades (caixa, cozinha, limpeza, atendimento, etc). Quem nos atendeu na mesa foi um jovem e gentil rapaz. Inicialmente tentamos nos comunicar em inglês e ele sorriu e respondeu em alemão. Oi? E agora? "joga no tradutor e vamos ver no que dá". Se tem uma habilidade que aprendi muito bem no Secretariado é a capacidade de improviso e solução.  E assim fizemos. Conversamos, pouco, mas via tradutor e muitos sorrisos e dúvidas até conseguir finalizar o pedido.  

O cardápio, que estava em alemão e francês não ajudava. E foi então que nos deparamos com uma palavra não encontrada no tradutor e obviamente não entendemos. Se o google não sabia, imagine nós. Foi então que ele sorriu e emitiu um som: "béééééééé´" e roxo de vergonha imediatamente tapou a boca com a mão. Soltamos uma gargalha involuntária e rimos muito, todos nós.

Bingo, era uma receita com queijo de cabra. Comemos, bebemos, rimos, registramos fotos e a única linguagem daquela noite foram sorrisos e algumas mímicas, auxiliada pelo santo Google. As pessoas nos olhavam admiradas, ao mesmo tempo que acolhedoras. Acho que pensavam: "O que fazem tão longe de casa?". 

Em Colmar, no dia seguinte, não foi diferente em todos os lugares que visitamos. Diferente de Ribauvillé, encontramos pessoas que falavam português (de Portugal), espanhol e inglês, assim como pessoas que só falavam alemão e francês. Mas os sorrisos, que entendo como linguagem universal, estavam presentes em muitas situações. E foi essa capacidade que nos ajudou ao longo da viagem. 

Quando sorrimos para o outro, somos capazes de dizer muitas coisas, entre elas o fato de que estamos abertos para compartilhar espaço e aprendizado. E quem recebe o sorriso é capaz de decodificar a informação e sorrir de volta, e exatamente com essa linguagem, universal, é que toda a nossa negatividade é deixada de lado. 

As melhores experiências que vivenciei nessa e em muitas outras viagens ao longo da minha vida, foram os sorrisos e a amorosidade que acompanhava esse movimento, que deixaram sua marca e muitas recordações. De que adianta falar outros idiomas (não que seja dispensável ou não seja importante) se não formos capazes de nos comunicar genuinamente? Se não formos capazes de tocar o coração?

Minha dica de ouro: Sorria e não me refiro apenas ao viajar ou conhecer outro País. Sorria, aqui mesmo, no Brasil, no seu trabalho, na sua casa, no seu grupo, sorria para o padeiro, para o frentista, para o segurança do prédio, para o motorista do ônibus, para o marido, para  a esposa, para os colegas do trabalho, para o seu gestor, mesmo se for um "mala", simplesmente sorria. Muitas relações começam com uma troca de sorriso e em muitas situações, quando não há o que dizer, um sorriso resolve. Além de ser contagiante e agregador. Experimente sorrir mais para a vida e você perceberá a vida sorrindo para você. 

Um abraço e um ótimo dia 





Em Montmartre, Paris, jantamos no Pink Mamma, um restaurante Italiano que te faz querer fotografar tudo. O garçom sentou-se conosco, cantarolou música italiana e após um longo bate papo - quase amigos de infância - nos sugeriu os pratos e o vinho. Se voltarei? É claro que sim.



Meu prato - Uma massa tipicamente italiana, daquelas que você fala com as mãos bem "italianona". 











Em Paris, há um café muito charmoso e elegante chamado Pouchkine. O café 
existe há trinta anos em Moscou e seu nome é em homenagem ao escritor e poeta Alexander Pushkin Sergeyevich. Vale muito apena conhecer. As pessoas que nos atenderam falavam espanhol e inglês e não mediram esforços ao apresentarem os produtos e serviços. E claro que o sorriso estava estampado em cada movimento. 




Essa simpática senhora é proprietária de um café em Colmar. Ela quem atende, quem serve, quem cobra os valores. Uma fofa e simpática. Não resistimos e pedimos uma foto. Mais turista impossível. rs



Pelas ruas chuvosas de Colmar. Neste dia nevou bastante. 



La petit Venise - localizada em Colmar e que atrai centenas de pessoas. 



A imponente Catedral de Estrasburgo - onde tive o privilégio de chegar ao início de um missa.


Janelas lindas de Ribauvillé. Este é um lugar que quero voltar. 


  
O restaurante onde jantamos e rimos muito em Ribauvillé. Depois de tantos esforços para nos comunicar, fiquei com vergonha de pedir uma foto com nosso gentil e sorridente garçom. rs 




Na pequena village des Houches, a caminho de Chamonix, o proprietário (que exercia função de recepcionista, caixa e gerente do local) perguntou: Querem  que eu registre uma foto de vocês? Ficará lindo! Como recusar?






No mesmo hotel, lareira acesa assim que nos sentamos e aguardávamos a mesa do jantar ficar pronta. Não é um charme? 


Café da manhã des Houches e muitos sorrisos para recordar dessa experiência. 



Antònio, nosso guia. O Português mais brasileiro que poderíamos conhecer. Sabia cantar todas as músicas de Jobim, Tim Maia, Chico Buarque e Caetano. Rimos muito e ali firmamos laços de amizade e carinho. É lógico que voltarei e é lógico que Antònio tem amigas no Brasil. Não bastasse sua atenção, nos presenteou com "travesseiros" um doce típico de Lisboa e que me fez querer morar em Portugal. Estávamos em Sintra e ele disse: Aguardem no carro que vou buscar algo para você. E então chegou com a sobremesa mais gostosa que já comi na minha vida. 

Feliz Dia Internacional da Mulher



Empoderar é um verbo que se refere ao ato de dar ou conceder poder para si próprio ou para outra pessoa. 

Que o verbo do empoderamento percorra todas as suas ações e permita com que todas as suas metas sejam alcançadas e que você seja responsável pelo seu próprio sucesso. 

Neste dia da mulher e todos os dias, lembre-se: você pode ser O QUE VOCÊ QUISER!



terça-feira, 6 de março de 2018

"O sucesso é definido pelo que se faz fora do trabalho"

Pessoal, 

Compartilho uma entrevista muito interessante com João Lúcio, presidente da Cognizant Brasil, na qual aborda assuntos altamente relevantes para a carreira e para um posicionamento assertivo no mercado de trabalho. Vale a pena um intervalo para a leitura

Com Carinho, 

Simara Rodrigues 

‘O sucesso é definido pelo que se faz fora do trabalho’


O executivo João Lúcio Azevedo Filho diz que seu maior orgulho é ter participado do processo de crescimento da Cognizant Brasil, que preside desde 2012. “Quando entrei na empresa, éramos 30 funcionários e tínhamos um cliente. Era basicamente uma sala com 30 pessoas, não parecia uma multinacional, uma grande empresa de consultoria, e eu tive a oportunidade de fazer esta empresa chegar a 1.300 funcionários e a mais de 40 clientes ativos no Brasil. O esforço que isso demandou, não só meu, mas de todos os colaboradores, é um orgulho muito grande.”

A Cognizant, que entrou no Brasil em 2009, foi fundada nos Estados Unidos em 1994. Hoje, está presente em 40 países e tem 260 mil funcionários. Segundo o dirigente, o faturamento em 2017 deve ficar em torno de US$ 14,7 bilhões. “Nosso serviço é basicamente consultoria em negócios, consultoria em tecnologia, obviamente visando à transformação digital de nossos clientes”, conta Azevedo, que é formado em engenharia da computação pela Unicamp e tem MBAs pelo IBMEC e pela Kellogg School of Management (EUA).

Ele diz que sempre gostou de computação, e dos 12 aos 17 anos de idade deu aulas de computação em uma escola de informática. “E hoje, olhando para trás, eu vejo como isso me ajudou. Por desenvolver o raciocínio lógico e por dar aula, por falar em público.”

Outra atividade que o marcou, diz, foi o fato de ter trabalhando com vendas ainda durante a faculdade. “Essa experiência me trouxe um poder argumentativo, uma visão que eu não tinha antes. Isso me ajudou, de alguma forma, a moldar o que eu sou hoje.” A seguir trechos da entrevista.


O quer você considera como sua marca?

O que tento fazer para ser um diferencial meu, é não ser chefe, mas líder. O líder é diferente de um chefe. Este manda, cobra, mas não necessariamente está no mesmo barco. O líder manda, cobra, mas está no mesmo barco. Se algo for bem sucedido, ele é responsável, mas se não for, também é responsável. A forma de agir é diferente. Uma coisa que eu trago aqui para o dia a dia, é justamente essa mentalidade de estar todo mundo no mesmo barco. E o cliente também. Assim, se o projeto der certo, é para nós e para o cliente. Então, estamos todos juntos. E esse aspecto de liderança faz uma diferença muito grande no dia a dia. Move a pessoa em direção a um objetivo comum. Se você a convence, mostra para ela que faz sentido para a empresa, para a carreira, para o cliente, andar para esse objetivo comum, as pessoas vão por vontade própria e com mais garra e dedicação.

Cite o que você considera como um grande aprendizado em sua carreira

Consultoria é basicamente pessoas, não há uma linha de produção, uma fábrica. Um segundo grande aprendizado (além de ser líder e não chefe) que procuro praticar é no processo de contratação. Eu sempre me deparava com a dúvida: contrato a pessoa mais experiente, aquela que talvez seja mais capacitada para o cargo, ou aquela que tem atitude mais positiva, uma atitude melhor, mas nem sempre é a mais experiente. E pelo que eu aprendi, em meus 22 anos de carreira, é que eu prefiro contratar as pessoas que têm atitude e visão, não necessariamente a experiência correta. Tendo atitude e visão correta, ela aprende, se desenvolve, cria experiência. O contrário, nem sempre é válido.

Então, você compartilha da ideia de que habilidade comportamental é mais importante do que o conhecimento técnico?

Compartilho. Claro que a experiência técnica é importante, é um diferencial. A pessoa que tem só experiência, mas não está disposta a aprender coisas novas, não está disposta a andar o quilômetro extra, ela não se destaca tanto quanto aquele que é menos experiente, mais está com ‘fome’, está querendo ir atrás das coisas. E hoje, dentro dessa transformação digital, tudo muda muito rápido. Os serviços que a Cognizant fazia há cinco anos não são os mesmos de hoje. É muito pouco tempo. Talvez daqui a dois, três anos, mude de novo. Então, o perfil do profissional que precisamos é daquele que hoje está joga basquete, amanhã toca violino. É alguém que se adapta rápido. E nós, como empresa, também temos de nos adaptar muito rápido. Então, por isso, que a atitude às vezes é mais importante do que a experiência.

Que dicas você pode falar para quem está chegando ao mercado de trabalho?

A primeira coisa que falo para todo mundo é que um bom profissional tem de se comunicar bem e tem de trabalhar de forma estética. Deixa eu explicar. Muita gente sai da faculdade e vai para o mercado e não sabe escrever um bom relatório ou um bom e-mail. Quando o cliente recebe isso, causa uma impressão ruim. O que você escreve, a forma como escreve, como você faz o seu relatório, o design do seu trabalho, faz muita diferença. Aquilo que você escreve é um reflexo do seu ser. Então, comunique-se bem e faça as coisas bem feitas do ponto de vista da aparência.

Algo mais?

A segunda coisa que falo para todo mundo é: tenha mentalidade empreendedora. Não é porque você trabalha em uma multinacional que tem horário para entrar e para sair, que você tem de ser o funcionário tradicional. Se você quer diferenciar, seja o seu projeto, a sua área, seja o que for, então, trate como se fosse o seu próprio negócio. E o cliente como se fosse o seu próprio cliente. Quando você consegue colocar essa sementinha na cabeça, seu trabalho fica melhor.

O que define o sucesso de uma pessoa?

O sucesso de uma pessoa não é definido pelo que ela faz no horário de trabalho, mas sim pelo que faz fora do trabalho. Durante o expediente, todo mundo é igual, todo mundo faz reunião, atende bem o cliente. É o que se faz fora do trabalho é que vai definir quem ela será no futuro. O que estuda, o que assiste, o que lê. É como ela se prepara para no dia seguinte ser diferente.

O que foi feito para a empresa crescer na sua gestão?

Quando eu entrei na empresa, em 2012, ela não tinha essa cultura do empreendedorismo, e criar isso foi parte do desenvolvimento da empresa. Mas como criar isso? Por meio de treinamentos? Por meio de exemplo? O que eu implementei aqui foi justamente ensinar por meio do exemplo, você fazer para que as outras pessoas possam ver você fazendo, e possam segui-lo e fazer igual ou até melhor do que você faz. Hoje, temos um time de liderança, um grupo de colaboradores que tem uma mentalidade muito empreendedora, e consequentemente acaba tendo sucesso e a empresa está crescendo de uma forma bem consistente. É o que me dá mais orgulho.


Fonte: 
http://economia.estadao.com.br/blogs/radar-do-emprego/o-sucesso-e-definido-pelo-que-se-faz-fora-do-trabalho/

domingo, 4 de março de 2018

Você estudou pra que?


A docência é uma caixinha de surpresa com muitas alegrias e desilusões, não à toa poucos se atrevem enveredar por este caminho.


Prestes a completar dez anos na docência, uma das maiores alegrias que tenho é conhecer pessoas e histórias e contribuir para o crescimento desses indivíduos. 

Reconheço que entre minhas habilidades está a capacidade de me relacionar. E é algo que valorizo como uma potencialidade, motivo pelo qual tenho me especializado na área de gestão de pessoas. Sinto verdadeira paixão em estudar comportamento e temas relacionadas. E é essa habilidade que permite uma relação muita próxima com meus alunos, que por vezes ultrapassa a sala de aula. 

Ao longo desses dez anos tenho contribuído para o desenvolvimento de quase mil pessoas. E de forma muito natural, acabo acompanhando a trajetória de muitos desses alunos. E o que percebo é que muitos estão realizados e felizes, colhendo os frutos daquilo que plantaram enquanto outros continuam às margens de suas lamentações e colecionando fracassos. É claro que fracassos fazem parte da jornada e contribuem para o nosso aprendizado, mas ninguém vive só de fracasso, é preciso ter o que comemorar e celebrar. É preciso fazer sentido. 

Outro dia uma ex-aluna queixava-se do mercado e da profissão. Suas lamentações iam dos baixos salários às funções exercidas por ela em sua pouquíssima passagem pelo Secretariado. 

Seu discurso era carregado de críticas, autoengano e despreparo. Ela julgava-se muito boa para realizar as funções que exercia, além de falar abertamente muito mal de seus pares e gestores. Ninguém era bom o suficiente em sua análise. 

Para ela, a gota d'agua era o fato de realizar atividades pessoais para o seu Executivo. Aquilo era um grande desrespeito e inadmissível em sua análise. "Simara, eu não estudei pra isso". 

Foi quando lhe perguntei: E você estudou para que?

Ela prontamente respondeu que estudou "para assessorar executivos e não executar funções simplistas de quem não tem escolaridade".

Faz alguns anos que esta aluna concluiu o curso e desde então continua fora do mercado, apesar de formação superior e fluência em outro idioma, o que aparentemente seria o necessário para atuar na área. 

Mas afinal, o que falta à esta Secretária Executiva? Sorte? Oportunidade? 

Eu diria, no caso dela, humildade, autoconhecimento e preparo. Ficou claro em seu discurso que não estava preparada para assessorar executivos. Ela realmente não estudou para isso. Sua prepotência não lhe permitia observar que suas Soft skills estão aquém de um profissional de secretariado. 

Sua imaturidade era tamanha que não lhe permitia enxergar como potenciava um aspecto diante de todas as outras oportunidades. Uma verdadeira perda de energia que, a partir de sua visão míope, potencializava tanto o assunto que passava o restante do dia de cara amarrada. 

Atuando como Secretária Executiva por quase duas décadas é claro que executei muitas tarefas pessoais, que iam desde o gerenciamento de conta pessoal ao legendário cafezinho. E meus alunos sabem disso, porque não é e não deve ser um tabu esse tipo de discussão, uma vez que não é o foco da nossa profissão. 

A assessoria de executivos, além de exigir habilidades técnicas e comportamentais, deve contar com a vivência e experiência. Não é o diploma quem elege um bom profissional, mas sua capacidade de fazer e ser o que alega ter estudado. Ou seja, não basta ter. Tem que ser.

Algumas pessoas acreditam que "estudar para x ou Y profissão" as eleva a um patamar de Senhoria, esperando que todos a sirvam e esquecem que um bom líder antes de delegar, sabe fazer. 

Lamento dizer, mas chegar nessa etapa da carreira vai exigir uma caminhada significativa ou será mesmo que as pessoas pensam que sucesso acontece da noite pro dia? Se duvida do que digo, basta pesquisar a trajetória de pessoas de sucesso. Sucesso da noite pro dia só existe na ficção.

Assessorar, vai muito além da sala de aula. Esta é a primeira etapa a ser cumprida. Logo, preparo, tempo, dedicação, humildade, capacidade de servir - que nada tem a ver com submissão - e objetivo definido são mandatórios. E não há atalhos. 

Minha dica de ouro é: Vamos potencializar aquilo que realmente faz sentido e está alinhado ao nosso objetivo. Quando a gente sabe o que quer e aonde quer chegar não há nada que nos paralise. E principalmente, seja sincero com si mesma (o) e tenha maturidade para reconhecer seus gaps. As empresas, é claro que não são todas, reconhecem um talento. Quando a gente consegue ampliar a lente e parar de "mimimi" é quando evoluímos, como profissionais e seres humanos.    

E você, tem estudo para que?

com carinho, 

Simara Rodrigues

sexta-feira, 2 de março de 2018

Pessoas desagradáveis e despreparadas estão em toda parte do mundo

São nos momentos de pausa que temos a possibilidade de desacelerar os pensamentos e reorganizar as ideias, os projetos, os objetivos e principalmente, não olhar a hora nem lembrar em que dia da semana estamos. Viver e experimentar são as únicas urgências. 

Mas é também quando temos a oportunidade de refletir sobre questões que fazem parte do nosso dia a dia e alguns "porquês". Falo por mim, que mesmo praticando "la dolce Far Niente" gosto de pensar a respeito.


Dando continuidade ao post publicado esta semana sobre chegar ao topo, compartilho algumas reflexões sobre excelência no atendimento e uma realidade: Pessoas desagradáveis e despreparadas estão em todo lugar do mundo. 

O início da minha viagem aconteceu por Guarulhos com destino à Paris, o maior aeroporto da França e o segundo maior em passageiros da Europa, o Charles de Gaulle. Chegar a um País, após 16 horas de voo, é sempre uma grande expectativa. Isso porque além das condições climáticas, que naqueles dias era abaixo de zero, há também as barreiras culturais e do idioma. 

Costumo ouvir que Franceses não gostam de falar inglês e são impacientes. Na verdade, pela experiência que tenho tido em minhas idas à França - que já somam cinco - ouso afirmar que nem todos os franceses falam inglês ou outro idioma e dependendo da região, como Alsace e Normandia, que já visitei, o francês é o idioma oficial e salve-se quem puder. 

O primeiro desafio e costumo classificar como tenso é o controle de imigração. Isso porque nunca sabemos quais serão as perguntas e sobretudo o humor do agente que nos atenderá. Já encontrei de tudo em minhas andanças. Agente simpático, agente agressivo, agente que nem olhou na minha cara e já foi carimbando meu passaporte, a exemplo deste dia. 

Na fila, logo à minha frente, havia uma mulher aguardando o atendimento e ela tremia tanto e seu nervosismo era tão evidente que comecei a ficar preocupada. Sorte ou azar, observei que durante a entrega de seu passaporte a agente a bombardeou de perguntas e a obrigatoriedade da apresentação de uma série de documentos. Foi quando percebi que não tinha absolutamente nada impresso. 

Em casa de ferreiro o espeto é de pau? Como, uma Secretária Executiva, que fez isso por uma vida, viaja sem nenhum papel? É claro que estava preparada, mas de forma eletrônica. (risos)

Se fosse entrevistada, a exemplo da moça à minha frente, teria todas as comprovações em meio eletrônico. Por sorte ou instinto Secretarial, costumo criar uma pasta e incluir todos os vouchers e documentos, além de utilizar aplicativos como hoteis.com, booking, trivago e Wallet . 

Então, se você, como eu, prefere meios eletrônicos para armazenamento de informações, não deixe de viajar com sua rede de dados ativa. Embora os aeroportos disponibilizem wi-fi gratuito aconselho ir preparado, isso porque na imigração eles costumam ser impacientes e bem "sisudos". 

Passado a temida imigração, fomos em direção à saída, que de tão grande, exigia a utilização de um metrô interno. E lá fomos nós, no fluxo. Italianos, japoneses, brasileiros, alemães....praticamente uma torre de babel e cada um se comunicando como podia e sabia. 

Quando finalmente chegamos na saída, sugeri às duas pessoas que viajavam comigo que fossemos de trem. Já havia feito o trajeto tanto de trem como de taxi e julgava algo simples e muito mais barato. O que de fato é, desde que a atendente do guichê venda os bilhetes corretamente. 

Um bilhete de trem partindo do aeroporto CDG à Paris custa 10 euros e um taxi custa em média 80 euros para a região que ficamos hospedadas. A conta era simples, economizaríamos um bom dinheiro e não seria um grande sacrifício. Ledo engano. Nesse dia aprendi o conceito de "economia burra". 

Com os bilhetes na mão partimos rumo ao hotel localizado próximo ao Louvre. Nas vezes anteriores fiquei em um bairro chamando Saint-Germain-des-Prés, por sua gastronomia e ruas charmosas. Mas dessa vez a ideia era ficar próximo ao Louvre e de alguns pontos que visitaríamos. Conforme orientado pela atendente do aeroporto, que falava inglês, deveríamos fazer uma troca de linha em determinado momento e assim fizemos, saindo da linha vermelha para a linha azul. 

Ao chegarmos na estação indicada, seguimos as instruções da atendente e seguimos para o metrô e foi então que nosso ticket acusou erro. A primeira ação foi me direcionar para a agente fiscal que estava posicionada próxima à saída e solicitar seu apoio. Uma atividade, que entendo, faz parte do job description.

Foi então que a agente fiscal, muito mal educada, começou a falar alto e alterada, em francês. Totalmente despreparada para a função que exercia. Não entendíamos o motivo, mas conseguia entender, pelo meu francês básico-de-aplicativo-gratuito, que havíamos cometido um infração e deveríamos pagar um multa de 35 euros por pessoa. E então eu perguntava: "Infração do que?". E ela só esbravejada. Tentemos falar com ela em espanhol, português e inglês e nada. Ela só falava em francês. 

Que stress aquela situação gerou. Estávamos cansadas, com fome e eu só me arrependia da economia burra. 

Foi então que ela "muito gentilmente" - "SQN" - disse que cobraria apenas uma multa de nós três, ou seja, 35 euros e poderíamos passar pela catraca e comprar os bilhetes do metrô e seguir a viagem. 

A esta altura, eu só queria sair daquela estação e pegar um taxi. E assim fizemos. Pagamos a fatídica multa e pegamos um taxi. Somando assim, 95 euros a nossa chegada ao hotel. 

Vale ressaltar que a cotação do euro atualmente está 4,20 reais, logo, esse equivoco e má vontade da agente fiscal nos custou em média 400,00 reais. 

Passamos o resto da tarde remoendo o episódio e analisando a grosseria daquela mulher, ao mesmo tempo que repetíamos para nós mesmas:

"não vale a pena estragarmos nossa viagem por conta desse incidente. Vamos ressignificar", eu sugeria". Difícil, mas o melhor a fazer. 

A experiência que fica desse episódio é que pessoas são pessoas em qualquer lugar do mundo. Algumas vão deixar as melhores e mais inesquecíveis recordações, enquanto outras, simplesmente passarão, tentando nos contaminar com o amargo de suas almas. A decisão em levar ou não essa carga é de cada um de nós. 

Resolvemos deixar as mágoas e seguir nossa viagem. E assim fizemos ao longo de nossa inesquecível passagem pela França, Suíça e Lisboa, e é claro, conhecemos pessoas incríveis que levaremos conosco em nossas recordações e que serão o foco dos meus próximos posts. 

um abraço e um ótimo final de semana



 Primeira parada às 16:00 para um lanche com cara de almoço. O garçom muito gentil, não mediu esforços para nos atender e deixar uma ótima impressão. O cardápio estava em inglês e francês. 


 Ao lado de onde fiquei hospedada, as imponentes pirâmides do Louvre e onde está localizada a entrada principal do museu. No dia seguinte, este foi o nosso primeiro passeio do dia.



Fechando a noite com uma uma temperatura de -3 e um bom 
capuccino. Ao fundo, um casal celebrava o dia dos namorados, que em Paris é comemorado no dia 14/02.