quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Seja luz por onde for





Esta semana almocei com uma pessoa muito especial. Uma ex-aluna que não via pessoalmente há alguns anos, mas que sempre mantive contato pelas redes sociais. 

Foi um momento muito agradável, que tivemos a oportunidade de conversar sobre carreira, felicidade e Secretariado, é lógico. Fiquei feliz em saber que está muito bem colada no mercado de trabalho​ e, graças a sua paixão pela profissão, tem exercido suas atividades com maestria. Era nítido seu brilho no olho e paixão pelo que faz. Saindo do senso comum, em que muitos têm se frustrado com a profissão e com o mercado foi gratificante compartilhar tantas alegrias e conquistas. 

A certa altura da nossa conversa ela comentou que a parte mais desafiadora não tem sido os gestores ou as atividades. Isso, ao longo de sua jornada, ela tem tirado de letra e com "pé da costas", afirmou. O difícil mesmo é trabalhar com seus pares, pessoas altamente competitivas, oportunistas, beirando o mau caratismo. Verdadeiros vampiros. 

Foi instantâneo, durante sua fala fazer, mentalmente, uma retrospectiva da minha carreira como Secretária e sentir o que ela estava sentindo naquele momento. Sem dúvida, um dos meus maiores desafios como Secretária Executiva também foi aprender como conviver em ambientes tóxicos, rodeado por pessoas maledicentes, fofoqueiras, perigosas e venenosas. Em algumas experiências foi preciso muita resiliência para sobreviver e sobretudo, não adoecer. Porque um dos maiores riscos em conviver em ambientes hostis é adoecer - mentalmente e fisicamente. Já cheguei ao ponto de, durante a noite, acordar com palpitações e com sensação de perda do ar. Isso, sem deixar de mencionar, as fortes crises da "Síndrome do Fantástico" e inúmeras noites em claro. 

O mais interessante dessas experiências é que nunca puni a profissão pela falta de postura dessas pessoas. Por outro lado nunca aceitei essas situações como condição. Trabalhar em um ambiente saudável além de contribuir para a produtividade, possibilita realização, criatividade, motivação e engajamento. E sim, é possível trabalhar em um ambiente saudável. Não dá para generalizar. 

É claro que também fui muito afortunada por trabalhar com pessoas competentes, seguras de suas habilidades e entregas, confiantes e com autoestima positiva. Em ambos perfis, aprendi muito. Principalmente o que não adotaria como prática de vida e de carreira. O que contribui para muitas escolhas, decisões e posicionamento. 

Os incomodados que se mudem. E foi exatamente isso que fiz em determinadas situações. E sabe o que é mais incrível? Sempre foi a melhor decisão. Me poupou tempo, energia, dinheiro e saúde. Quer melhor?

Há muitos anos defini o conceito de sucesso e felicidade - sob a minha ótica - o tipo de pessoa que quero ser e o tipo de pessoa que quero conviver. Trabalhar com pessoas felizes e realizadas sempre esteve na minha lista de prioridades. Sabe por quê? Já viu gente feliz e bem resolvida atrapalhar a vida do outro? 

Pessoas bem-sucedidas costumam ver o outro como parceiro e não como concorrente. E fica combinado, gente insegura é sempre complicada. Haja terapia! 

Uma coisa que tenho aprendido ao longo de duas décadas de trabalho é que pessoas com desvio de caráter não se sustentam por muito tempo. Elas podem até iludir algumas pessoas, mas acredite, não se sustentam. E pode até não parecer, mas bons gestores sabem reconhecer o joio e o trigo. 

Então, a dica de ouro de hoje É: Continue fazendo o melhor que puder e espalhando luz por onde for.

Com carinho, 

Simara Rodrigues 

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