quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Sobre chegar ao topo

Olá Pessoal, 

Reconheço e sou muito grata à todas as oportunidades que o Secretariado me proporcionou ao longo da minha trajetória. Tenho plena consciência que atuar como Secretária Executiva por quase duas décadas contribuiu de forma singular para o meu crescimento intelectual, profissional e pessoal, uma vez que me possibilitou ampliar minha visão de mundo, reconhecer minhas potencialidades e fazer novas descobertas.


Ao longo desses anos foi preciso uma mudança de minset e uma atitude mental positiva, contrariando todas as circunstâncias do meio em que vivia. Aprendi, anos atrás, que somos como condutores de energia e atraímos exatamente aquilo que desejamos. Pensamento gera intenção. 

Aprendi, entre tantas outras coisas, com meus melhores líderes que nosso trabalho precisa ter um porquê e não ter apenas como meta mais elevada manter o emprego que temos. Mas afinal, até que ponto acreditamos verdadeiramente em nosso potencial e capacidade de realizar? 

Recentemente fiz uma pausa em minhas atividades e como de costume escolhi vivenciar novas experiências, hábitos, gastronomia, cultura, história e tradições, percorrendo França, Suíça e Portugal por quinze dias. Foram dias incríveis, em que pude aprender muito, conhecer pessoas admiráveis e aprimorar meus conhecimentos. 

Viajar, para mim, é uma oportunidade de expandir minha visão de mundo a partir de novas perspectivas. Acredito que é quando saímos da nossa zona de conforto que somos capazes de aprender e nos conectar com o outro. Seja uma viagem para as belas paisagens brasileiras ou para fora do País temos a oportunidade de retornar com uma bagagem mais expressiva, e quando me refiro à esta bagagem não faço referência à consumo e gastos mas refiro-me ao mais valioso que podemos trazer: Histórias para contar e recordar.

O ponto alto dessa viagem foi chegar ao topo do Aiguille du Midi, a montanha situada no Maciço do Mont-Blanc, que é considerada uma das montanhas mais admiradas do mundo. Aiguille du Midi está localizado em Chamonix, um vilarejo situado na região de Auvérnia-Ródano-Alpes na França. Chegar à altitude de 3.842 m acima do nível do mar e com uma temperatura de -30 graus é algo realmente impressionante que exigiu muita coragem, preparo e disposição. 

Te convido a embarcar comigo nessa viagem em que compartilharei todas as etapas até chegar no ponto alto da viagem. Afinal, chegar ao topo, seja do Aiguille du Midi ou em qualquer outro da vida, é necessário o cumprimento de algumas etapas tais como objetivo, foco, planejamento, organização, gerenciamento de recursos físicos e financeiros, logística, jogo de cintura e tantas outras providências. E é sobre isso que falaremos nos próximos posts. 

Desejo que esta experiência possa inspirar, motivar e trazer reflexões. 

Um abraço e até breve,

Simara Rodrigues 


 Chegando à Chamonix - após 800 km percorridos de carro 

 Estrada linda de viver




 Vista do Hotel - momento para agradecer e celebrar as belezas de Deus


A subida é feita em um teleférico




Vista do teleférico da pequena e charmosa Chamonix  

 Chegando ao topo e tão próximo das nuvens - Nesse ponto o coração começa a dar uma acelerada e sentir a altitude










 Step into the Void - Onde você pode ficar suspenso por uma plataforma de vidro e observar uma vista de perder o fôlego, além de uma ótima alternativa para aquecer o corpo, que a esta altura estava congelando. 




terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Dica para gerenciar melhor seu tempo

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.

Dalai Lama

Alguns lamentam não ter o tempo que gostariam para realizar tudo aquilo que sonham, outros vivem tão intensamente que o tempo torna-se um tesouro valioso. 

A boa e a má notícia é o que tempo voa para todos e nós somos o piloto dessa máquina, e acredite, todos temos a mesma fatia de tempo - 24horas. 

Como sempre me posiciono por experiência própria, afirmo que chega um momento da vida que você começa a ter algumas inquietações e reflexões como, por exemplo: "O que eu fiz até aqui da minha vida?". 

Pah! É então que você as vezes é surpreendida (o) com uma resposta nem tão positiva. 

Viver, para mim, precisa valer a pena desde o abrir do olhos. Eu preciso ter um porquê para tudo que me proponho fazer. E vez ou outra, me pego com autossabotagens e o uso do celular, muitas vezes, é uma delas. 

Houve um tempo que, o celular era uma extensão do meu corpo, o significa dizer que até para ir ao banheiro ele estava comigo. Ao final do dia eu estava exausta e com a sensação de improdutividade total. As mensagens se multiplicavam, as pendências e as demandas não paravam. 

E foi então que comecei a utilizar algumas ferramentas na expectativa de criar maior disciplina e consciência acerca do gerenciamento do meu tempo. Tenho lido e estudado muito sobre planejamento, foco e disciplina e sempre me deparo com a importância de administrar o tempo, para obter maior produtividade. 

Mas antes de deixar a dica do dia, me responda: Você faz ideia de quanto tempo do seu dia é gasto com o uso do celular? Você tem ideia de quanto tempo gasta com as suas redes sociais (Facebook, Instagram, Youtube) e whatsapp?. 

Desde o final de 2017 tenho utilizado um aplicativo super interessante, que no começo me deixou com uma baita ressaca moral. Como assim 4h37min do dia com redes sociais e aplicativos? E o pior, qual o retorno - que pode ser intelectual, financeiro, profissional ou pessoal - esse tempo gasto me trouxe? Percebi que parte dos meus acessos eram totalmente desnecessários e uma grande perde de energia. 

O aplicativo chama QualityTime e permite o monitoramento, a partir de relatórios diários e mensais, em tempo real, sobre quanto tempo você gasta em seu smartphone. 

O aplicativo possibilita o controle de hábitos, definindo suas próprias restrições e ajudam no gerenciamento do uso do celular e do tempo, é claro. 

Com essa simples ferramenta, gratuita, tenho aprendido a gerenciar meu tempo de forma mais consciente e responsável. A minha expectativa, com esse gerenciamento, não é deixar de utilizar as facilidades que o mundo globalizado nos oferece, mas usa-los de forma inteligente e assim foca naquilo que realmente é importante. Não terei nenhum problema em ficar 7 horas do dia assistindo tutoriais e treinamentos, por exemplo, se estiverem alinhados aos meus objetivos. A vantagem em você conhecer sua rotina é a capacidade de melhoria continua. 

Espero que o app seja útil para vocês como tem sido para mim. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues








sábado, 10 de fevereiro de 2018

O poder das conexões no Secretariado

Como bem mencionou Simone Reis no bate papo paralelo com o Manual da Secretária há muitos profissionais competentes e com um conteúdo riquíssimo para o Secretariado. 

Longe de mim dar um atestado de anciã, mas na minha época (risos) havia pouquíssimo conteúdo sobre a nossa área e um ou outro atuava ativamente em prol da profissão. Em 1999, quando ingressei no Secretariado, pouco conhecia sobre a profissão, a área de atuação e suas oportunidades.

Hoje, reconheço nossa profissão como um oceano azul de oportunidades. Se antes, nossos saberes estavam limitados às cadeiras acadêmicas e eram compartilhados por docentes que em grande parte eram detentores exclusivamente dos conhecimentos teóricos, atualmente temos um universo de possibilidades e profissionais altamente capacitados para discussões em nossa área do saber, por meio da teoria e também da prática. 

E essa conexão que têm ultrapassado as fronteiras geográficas, em parte, é porque ousamos dar voz à nossa profissão por meio de muitos profissionais, que em suas áreas de atuação têm contribuído de forma singular e diferenciada para a prospecção e reconhecimento do Secretariado. Adriana Neves, Ana Paula Marinho, Bete D'Elia, Bianca Rosário, Claudia Schaffer, Cora Fernanda, Eliane Wamser, Isabela Ribeiro, Jefferson Sampaio, Karla Mustafa, Kellen Torres, Marcela Brito, Moacir Rauber, Nayara Bermudez, Patrícia Ferreira , Pepita Soler, Rosimere Sabino, Sandra Tarallo, Simone Reis, Ubirajara Junior, Walkiria Almeida e tantos outros amigos, minha sincera admiração e respeito.  

Sinto-me profundamente honrada em fazer parte desta linda história de sucesso e sim, eu acredito num Secretariado que por meio de alianças e parcerias, contribui para um mundo melhor e de pessoas realizadas. 

Parafrasendo a querida Simone Reis, em meu Instragram, outro dia: "Juntos somos melhores, mais fortes e vamos mais longe".  

Com carinho, 

Simara Rodrigues



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

O poder da confiança



Assessorei por muitos anos um Executivo bem peculiar. O tipo de pessoa que você ama ou odeia. Eu amei e aprendi muito. Hoje ele é um dos meus mentores. 

Ele era o tipo de executivo cheio de manias e altamente discreto e reservado, o que diga-se de passagem influenciou muito no meu perfil. Embora faça algumas exposições da minha figura ainda preservo determinadas situações e momentos da minha vida pessoal e profissional, que só cabem aos mais próximos. 

Entre os desafios que encontrei ao assessora-lo foi demonstrar que era uma pessoal confiável. Isso porque quando ele ingressou na empresa eu já fazia parte do quadro de colaboradores. Foi um exercício de paciência, autoconfiança e autoestima. Nunca levei para o lado pessoal e tinha total consciência que com o tempo estabeleceríamos um canal de parceria e cumplicidade. Nesse processo o tempo, dedicação e paixão pelo que foram grandes aliados. E com o passar do tempo ele foi se sentindo confortável em compartilhar informações e todo tipo de solicitação. 

Lembro-me das inúmeras vezes que o representei em reuniões e apresentações "maçantes", como ele descrevia. 

Meu papel era compreender o conteúdo, sintetizar e resumir o contexto. Objetividade, imparcialidade e poder de síntese foram fundamentais nessas situações. 

"Simara, rápido conta como foi. três minutos". Coisa de louco! Mas sempre mantive bom humor, o que a propósito, era uma das habilidades que ele mais valorizava no meu perfil. E assim, com tempo, me tornei seus olhos e ouvidos, o que exigiu muita habilidade e filtros de minha parte. Nessas horas, é preciso saber o que falar e principalmente como falar. 

Então, minha dica de ouro de hoje é: Trabalhe com paixão e coloque a lealdade e a confiança em suas ações. Os reflexos dessa postura perpetuam.

um abraço, 

Simara Rodrigues 

"Quem é chique é chique em qualquer ocasião, inclusive no Carnaval"





Para algumas pessoas o Carnaval é o feriado mais esperado do ano. Há quem comece a se programar com tanta antecedência que mal terminou o carnaval já está preparando a folia do ano seguinte. 



É exatamente nessa época que os mais animados sentem-se livres e soltos para ousar, mas é também a época que os excessos acontecem. 



Compartilho da mesma opinião de Glória Kalil: "Quem é chique é chique em qualquer ocasião, inclusive no Carnaval". E para quem compartilha desse sentimento, aí vão algumas dicas que podem contribuir para que você não seja o “sem noção” da vez. 

Ouse com elegância – Tenha cuidado com o nível de exposição do corpo e lembre-se que sua imagem fala muito sobre você. É importante compreender que há uma grande diferença entre fantasia e vulgaridade.

Festa de rua: Tenha bom senso e não saia dançando e batendo nas pessoas como um carro desgovernado. O mesmo serve para as brincadeiras com espuma. Nem todo mundo que está ali quer levar banho de espuma.

Banho de cerveja então é o ápice da falta de educação. Respeitar o espaço de cada indivíduo além de educado é civilizado. 


Beba com moderação – Algumas pessoas acham que o carnaval é o último dia de vida e por isso “enfiam o pé na jaca” e bebem sem limites o que para muitos é um passo para se tornar um “mala sem alça”. Quer coisa mais desagradável do que bêbado chato? Aquele que paquera, que grita, que chora, que cai no chão e que desmaia?

Além da ressaca do dia seguinte você ainda corre o risco de ter um "amigo" para lembra-lo dos vexames que você cometeu, e assim contribuir ainda mais para a sua ressaca moral. Sem deixar de mencionar o risco que é algum conhecido do trabalho assistir a todo este espetáculo.

E se der vontade de ir ao banheiro nada de usar a rua para isso.




Cuidado com as postagens nas redes sociais – Considero as redes sociais o maior amigo e pior inimigo. Então, muito cuidado com as postagens, lives, vídeos e comentários. Tem situação que vale o ditado popular: O que acontece em Vegas, fica em Vegas. 

Nada de filmar e postar aquele “mico” do amigo ou momentos de vexame. Brincadeiras têm limites e vale o clichê: Não faça com os outros o que não deseja para você. 

Fuja de brigas – É no carnaval que algumas pessoas acham que podem tudo, inclusive desrespeitar os outros. Se algum engraçadinho chegar perto querendo confusão simplesmente saia de perto. Nem é preciso dizer que ser o engraçadinho ou encrenqueiro está fora de cogitação, não é mesmo? Carnaval é para festejar. 


Se beber não dirija – A sua vida e a do outro é o bem maior, então divirta-se com responsabilidade.

E se você é daqueles que não gosta de carnaval aproveite o momento e escolha outras atividades e programação. Vá para o campo, para o interior, para um retiro, ao cinema ou aproveite para estudar. Nada de aceitar o convite dos amigos e ficar de cara amarrada e resmungando sobre o lugar, a música, as pessoas. Se resolveu participar, seja uma pessoa agradável. Respeitar a opinião dos outros também é educado e fala muto sobre você.

Esse ano reservei o carnaval para concluir algumas demandas, dar andamento à alguns projetos importantes para o primeiro semestre e cumprir a primeira meta estabelecida para 2018. YES!

Em breve compartilharei no blog sobre esta meta.

Com carinho,

Simara Rodrigues 



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Processo seletivo para a área de Secretariado





O SEBRAE Nacional, assessorado pela FAPETEC – Fundação de Apoio a Pesquisa, Tecnologia e Cultura, torna pública a realização do Processo Seletivo nº 01/2018 destinado a recrutar e selecionar profissionais para o provimento de vaga existente e formação de cadastro reserva para os espaços ocupacionais (cargos) de Analista Técnico I e II e Assistente II – conforme procedimentos descritos no comunicado.


Saiba mais no site
www.fapetec.org






Seja luz por onde for





Esta semana almocei com uma pessoa muito especial. Uma ex-aluna que não via pessoalmente há alguns anos, mas que sempre mantive contato pelas redes sociais. 

Foi um momento muito agradável, que tivemos a oportunidade de conversar sobre carreira, felicidade e Secretariado, é lógico. Fiquei feliz em saber que está muito bem colada no mercado de trabalho​ e, graças a sua paixão pela profissão, tem exercido suas atividades com maestria. Era nítido seu brilho no olho e paixão pelo que faz. Saindo do senso comum, em que muitos têm se frustrado com a profissão e com o mercado foi gratificante compartilhar tantas alegrias e conquistas. 

A certa altura da nossa conversa ela comentou que a parte mais desafiadora não tem sido os gestores ou as atividades. Isso, ao longo de sua jornada, ela tem tirado de letra e com "pé da costas", afirmou. O difícil mesmo é trabalhar com seus pares, pessoas altamente competitivas, oportunistas, beirando o mau caratismo. Verdadeiros vampiros. 

Foi instantâneo, durante sua fala fazer, mentalmente, uma retrospectiva da minha carreira como Secretária e sentir o que ela estava sentindo naquele momento. Sem dúvida, um dos meus maiores desafios como Secretária Executiva também foi aprender como conviver em ambientes tóxicos, rodeado por pessoas maledicentes, fofoqueiras, perigosas e venenosas. Em algumas experiências foi preciso muita resiliência para sobreviver e sobretudo, não adoecer. Porque um dos maiores riscos em conviver em ambientes hostis é adoecer - mentalmente e fisicamente. Já cheguei ao ponto de, durante a noite, acordar com palpitações e com sensação de perda do ar. Isso, sem deixar de mencionar, as fortes crises da "Síndrome do Fantástico" e inúmeras noites em claro. 

O mais interessante dessas experiências é que nunca puni a profissão pela falta de postura dessas pessoas. Por outro lado nunca aceitei essas situações como condição. Trabalhar em um ambiente saudável além de contribuir para a produtividade, possibilita realização, criatividade, motivação e engajamento. E sim, é possível trabalhar em um ambiente saudável. Não dá para generalizar. 

É claro que também fui muito afortunada por trabalhar com pessoas competentes, seguras de suas habilidades e entregas, confiantes e com autoestima positiva. Em ambos perfis, aprendi muito. Principalmente o que não adotaria como prática de vida e de carreira. O que contribui para muitas escolhas, decisões e posicionamento. 

Os incomodados que se mudem. E foi exatamente isso que fiz em determinadas situações. E sabe o que é mais incrível? Sempre foi a melhor decisão. Me poupou tempo, energia, dinheiro e saúde. Quer melhor?

Há muitos anos defini o conceito de sucesso e felicidade - sob a minha ótica - o tipo de pessoa que quero ser e o tipo de pessoa que quero conviver. Trabalhar com pessoas felizes e realizadas sempre esteve na minha lista de prioridades. Sabe por quê? Já viu gente feliz e bem resolvida atrapalhar a vida do outro? 

Pessoas bem-sucedidas costumam ver o outro como parceiro e não como concorrente. E fica combinado, gente insegura é sempre complicada. Haja terapia! 

Uma coisa que tenho aprendido ao longo de duas décadas de trabalho é que pessoas com desvio de caráter não se sustentam por muito tempo. Elas podem até iludir algumas pessoas, mas acredite, não se sustentam. E pode até não parecer, mas bons gestores sabem reconhecer o joio e o trigo. 

Então, a dica de ouro de hoje É: Continue fazendo o melhor que puder e espalhando luz por onde for.

Com carinho, 

Simara Rodrigues 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Entrevista de emprego - Você está preparada (o) ?



Avaliar se um candidato possui as competências necessárias para uma vaga de emprego é, na minha opinião, a parte mais desafiadora de um processo seletivo. Isso porque tal análise implica em recursos (humanos e financeiros), além de tempo e expectativa dos envolvidos. Contratar a pessoa certa para uma determinada vaga é sem dúvida uma grande vitória para quem está a frente do processo. 

Atuando há aproximadamente 2 anos na área de gestão de pessoas, tenho tido o desafio de compreender, perceber e acertar os processos seletivos que realizo. 

Em parte porque é o que os meus gestores esperam do meu trabalho e também porque é uma satisfação pessoal e profissional entregar resultados positivos do trabalho que executo. Sinto-me profundamente feliz e realizada quando sou capaz de compreender as expectativas dos gestores, captar os melhores candidatos e finalizar um processo de forma transparente e ética. 

Seja como for, é sim muito difícil conhecer totalmente uma pessoa por trás do perfil em uma rápida conversa. 


Por isso, trabalhar com perguntas assertivas é uma forma, comprovada, que os recrutadores têm de conhecer o potencial de um candidato, especificamente no que diz respeito à sua capacidade de crescimento, engajamento e afinidade com a cultura da empresa. 

Instintivamente somos capazes de perceber se os participantes possuem os atributos que se espera para a vaga, o significa dizer que nem sempre há um problema com o candidato, como muitos costumam pensar, mas simplesmente a pessoa não está alinhada com a vaga e com as expectativas da empresa. 

Dentro desse universo, há algumas perguntas que costumo trabalhar e é muito interessante como os candidatos se comportam. Em muitas situações, as pessoas simplesmente não sabem o que responder e com isso demonstram total falta de conhecimento dos objetivos, das aspirações e da própria carreira. 

Se para o candidato é uma oportunidade de emprego, para a empresa é a responsabilidade de contratar uma pessoa que está alinhada aos objetivos, missão e valores da empresa. É muito mais do que empregabilidade, é uma parceria que se estabelece, um ganha-ganha.

compartilho com vocês algumas perguntas que costumo trabalhar na expectativa de contribuir para algumas reflexões:


1) Descreva uma situação que lhe apresentaram uma tarefa que não fazia parte das suas atribuições e como você lidou com a situação? Qual foi o resultado?

Esta pergunta tem como objetivo avaliar a capacidade de adaptação e engajamento. Sabe aquele perfil que costuma dizer: "Eu não sou pago para isso?" geralmente têm dificuldades responder essa pergunta. Afinal, é isso que as empresas esperam de um colaborador? 

2) Quais são as duas coisas mais importantes para você em um emprego? 
A partir dessa resposta temos a capacidade de avaliar se os valores do candidato estão alinhados aos valores da empresa.

3) Compartilhe uma experiência de trabalho em equipe que gerou um excelente resultado e me diga como foi a sua contribuição.

Esta pergunta possibilita avaliar a capacidade de colaboração e trabalho em equipe.

4) Exemplifique uma situação em que você liderou pelo exemplo. O que você fez e como outros reagiram?

Com esta pergunta é possível analisar se o candidato tem capacidade para motivar, liderar e inspirar.

5)Conte-me qual foi sua principal conquista profissional?

Esta pergunta revela a capacidade e potencial de crescimento, ou seja, demonstra a capacidade de ir além do cumprimento de tarefas.

E você, se estivesse participando de um processo seletivo, o que responderia?

Compartilhe com a gente


Um abraço, 

Simara Rodrigues 


* As perguntas que utilizo foram inspiradas no relatório divulgado pelo Linkedin no qual constam as perguntas mais utilizadas em entrevistas de empregos.