terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Qual a sua relação com o seu crachá?

"Não te demores onde não puderes ser feliz" . Embora haja controvérsias sobre a autoria, essa frase me representa porque acredito, de coração, que permanecer naquilo que não agrega ou tira a nossa energia é uma verdadeira perda de tempo. E essa máxima vale para relações, trabalho, amigos, gestores, grupos, enfim, pra vida! 


Faço parte do grupo de pessoas que acredita que o importante é ser feliz, apesar das consequências e talvez por isso me considere uma pessoa tão corajosa e de personalidade forte, o que me faz, diariamente, refletir sobre o que faço, onde estou, com quem estou e o que estou fazendo com o bem maior que Deus me presenteou - minha vida. E é esse refletir permanente que direciona minhas ações, escolhas, decisões e movimento. Não é uma tarefa fácil, principalmente porque exige foco, planejamento, preparo, concessões, dedicação e disciplina. Não dá para sair por aí chutando o balde. 

Definitivamente não me demoro onde não me faz feliz. Então, quando percebo que não poderei ser feliz, que não há crescimento - pessoal e profissional, que não estou alinhada aos valores das pessoas que estão naquele ambiente, quando não estou sendo reconhecida como desejo e conectada aos meus objetivos de vida e de carreira, simplesmente não me demoro. Reconheço, acolho, agradeço e parto. 


Talvez por isso sempre tenha tido uma relação de amor com os meus crachás. Sim, sempre tive e continuo tendo uma relação de amor com todos eles, apesar dos pesares, e tenho total segurança para dizer que sempre deixei portas abertas por onde passo. 

Enquanto ali estou mergulho de corpo e alma com todo o amor que há em meu coração. E um dos sinais dessa paixão é não contar os dias, as horas e os minutos para a semana, o mês e o ano terminar. lembro-me, nostalgicamente, enquanto escrevo para o blog, de certa vez chegar ao trabalho em uma quarta-feira de cinzas, feriado na empresa, para trabalhar e o segurança perguntar, sorrindo, o que estava fazendo ali. 

O sinal de alerta continua sendo quando essa sensação desaparece. E sem sofrimento, sem mágoas, sem frustrações, continuo o fluxo permanente da vida. Aprendendo a aprender, aceitando e reconhecendo quando é hora de partir. Porque nada é eterno, tudo é efémero e definitivamente não tenho vocação, saúde e tempo para a síndrome de hiena. Pode soar utopia. Que seja! 

Aproveitei esses dias de recesso para organizar minhas gavetas e armários. É algo que tenho verdadeira paixão - Organizar minhas caixas e coisas. Sempre encontro ótimas recordações daquilo que contribuiu e contribui para o meu crescimento. E foi em uma das caixas que encontrei dois crachás guardados com muito carinho e gratidão. Embora não sejam muitos, infelizmente não tenho todos por onde passei, pois geralmente as empresas solicitam a devolução. 

Ao olhar estes crachás relembrei orgulhosa e nostálgica da minha trajetória e das pessoas que fazem parte dela. Que dádiva é fazer o que você ama e ter bons momentos para recordar.  

Indubitavelmente, uma boa dica para você avaliar sua relação com a empresa em que trabalha é perceber qual é a relação com o seu crachá. Ainda hoje faço esse exercício e é esse olhar, atento, que me movimenta em busca do novo, de novos ares, de novas experiências  e de novos desafios. E o que tenho aprendido, ao longo da minha trajetória, é que muitas vezes essa mudança exige menos esforço do que se imagina. 

Um abraço e boa semana, 

Simara Rodrigues


 2006 - O sorriso fala por si e a felicidade está estampada no "carão". Por 10 anos assessorei brilhantes e talentosos Executivos, aprendi muito, fiz grandes amigos e fui muito feliz.  

1999 - 1º estágio na área de Secretariado e que norteou o início da minha carreira. Que gratidão por essa experiência! 


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