segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Percepções sobre o filme "O destino de uma Nação"



Está em cartaz nos cinemas o Filme "O destino de uma Nação" que relata os turbulentos momentos vividos por um dos principais líderes do século XX, Winston Churchill, interpretado por Gary Oldman. 




A História começa com Churchill assumindo o cargo de Primeiro-Ministro no início da segunda Guerra mundial e no momento em que as tropas de Hitler estão prestes à invadir o Reino Unido. Seu maior desafio está em manter o apoio do parlamento e com sua "sala de guerra" articular um tratado de paz que pode significar o fim dos conflitos. 


Mas quem chamou a minha atenção, desde o início do filme foi a Secretária de Churchill, a discreta e leal Elizabeth Layton, interpretada por Lily James - daqui pra frente teremos alguns spoilers, mas nada que possa atrapalhar, caso decida assistir o filme. Layton, logo na primeira cena colocou-se como protagonista de sua história, no momento em que decidiu ficar e assumir o cargo de Secretária, apesar das rabugices e impaciência de Churchill. Detalhe importante: Neste momento do filme, em que Layton decide aceitar o cargo de Secretária, Churchill ainda ainda não era o Primeiro-Ministro e foi ela a portadora da notícia de sua nomeação ao cargo. Escolhas, são elas as responsáveis por tudo a nossa volta. 

Daí em diante a maioria das cenas contam com a participação de Layton, que mostra-se uma fiel e leal Secretária, exercendo um papel de mediadora e coautora dos discursos que entraram para a história, demonstrando completa dedicação ao Primeiro-Ministro. Entre as cenas mais marcantes do filme está o discurso que Churchill ditou para Layton, dentro do carro, a caminho do Parlamento. 

O que mais me chamou atenção na relação entre ambos é que apesar das raras demonstrações de reconhecimento e afeto, há uma sincera relação de cumplicidade, confiança e lealdade provocada não por meio de palavras, mas de ações e sobretudo no silêncio de algumas cenas. 

Embora as cenas relatem um contexto ocorrido em 1940 e considerando as devidas atualizações no papel do Profissional de Secretariado, senti-me, como Secretária Executiva, representada no papel da atriz. Sim, porque secretariar, em sua essência, continua sendo um importante desafio para aqueles que buscam atuar na assessoria. Isso porque exigirá dos interessados uma atuação com foto em resultados e não nos holofotes. Penso que ali, quando Layton dedicou-se a redigir importantes decisões, deliberações e discursos ela não estava preocupada com o holofotes, mas em fazer parte, pertencer e contribuir para algo muito mais grandioso. E claro que dadas as proporções da atuação da mulher à época, ela soube ocupar um importante papel, posicionando-se de forma firme e empoderada. 


Em muitas situações, durante minha carreira como Secretária, me senti reconhecida pelo simples fato de entregar resultados e pertencer àquele grupo. Missão dada, missão cumprida! E foi adotando essa postura que me mantive energizada e capaz de influenciar em situações de forma precisa. Por isso é tão importante que cada um reconheça o seu papel no mundo, a sua missão. E acredite, o que fazemos em vida ecoa pela eternidade.


Um abraço,

Simara Rodrigues 


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