sexta-feira, 25 de maio de 2018

Comunicação não-violenta


Eu me sinto uma pessoa muito afortunada, por vários aspectos, em especial por ter em minha jornada pessoas que me ajudam e me apoiam, o que diariamente é mencionado em minhas meditações, agradecer e reconhecer cada pessoa, como uma benção. Não gosto de tribos e tão pouco de definições padronizadas, muito menos de rótulos, até porque rótulos não são para pessoas, mas para coisas. Assim, gosto de me relacionar com  pessoas e não convivo com um grupo especifico. Na verdade me sinto muito melhor transitando em vários grupos, sempre atenta ao não-julgamento e verdades absolutas. Mas nem sempre foi assim. Já fui uma pessoa reativa e com dificuldades para me comunicar e me relacionar em determinadas situações, tanto no campo profissional como pessoal, o que por vezes gerou conflitos e atritos desnecessários. 



Por isso é tão importante termos em nossa caminhada pessoas que nos ajudam e nos apoiam. E foi exatamente uma grande amiga, Patricia Kratka, que me apresentou há alguns anos a Comunicação não-violenta - CNV, uma técnica que tem contribuído para o meu crescimento pessoal e consequentemente profissional. 


As reflexões iniciais que permeiam a CNV e que são trabalhadas pelos especialistas são: 

Suas palavras são paredes ou janelas?
Você se comunica com você e com os outros? 
De forma agressiva ou de forma empática? 
Sua comunicação traz isolamento e desentendimentos ou traz conexão e harmonia? 

* perguntas utilizadas por Patrícia Kratka em seus treinamentos

Para mim, é cada vez mais notório o quão nocivo pode ser a comunicação, seja ela oral, escrita ou corporal e os impactos que pode causar na vida das pessoas. 

Vale ressaltar que comunicação não-violenta nada tem a ver com falar de forma fofa, falar baixo ou com expressões afetuosas e carinhosas. Comunicação não-violenta é sobretudo ter uma escuta ativa e empática, o que só é possível quando somos capazes de olhar para dentro de nós, e isso muitas vezes dói, o que faz com que algumas pessoas vivam a ilusão de que o outro é quem precisa mudar. 

Para Marshall B. Rosenberg, percursor da CNV, a comunicação está basicamente em duas instâncias: A de solicitação e a de retribuição. 

“Quando você entende que toda comunicação se resume a estas duas instâncias, não existe mais espaço para que você se ofenda, pois percebe que as pessoas estão apenas solicitando algo de você ou retribuindo, mas com o uso de estratégias altamente ineficazes.”

Por isso, aprender a reconhecer e controlar as emoções é algo muito importante e genuíno, se despindo de falsos discursos qualificados como originalidade e autenticidade, que não passam de agressividade e emoções mal-resolvidas. Reconhecer as reais necessidades e aprender a expressá-las com menos críticas e julgamentos pode ser o ponto de partida. 

Hoje, mais madura e mais consciente, estou segura que muitos embates e discussões, tanto no âmbito profissional como pessoal, poderiam ter sido evitados, se eu simplesmente aplicasse quatro técnicas descritas por Marshall: 


1) observar sem julgar - Significa desenvolver a capacidade de observar sem carga emocional ou juízo de valor. Deixar de lado suposições e achismos, sem a pretensão de que tudo é pessoal, quando na verdade, nada é pessoal. 

2) identificar sentimentos - É quando somos capazes de entender os porquês e desvendar cada emoção envolvida no contexto. Isso porque todo sentimento tem uma necessidade que não foi suprida. 

3) assumir responsabilidades - É quando somos capazes de reconhecer expectativas x realidade, assumindo que o outro não tem poder sobre nós. 

4) fazer pedidos - É quando conseguimos expor nossas necessidades e sem exigências, fazemos acordos. 

Se você quiser saber mais sobre o assunto, sugiro a leitura do livro Comunicação Não-violenta de Marshall B. Rosenberg. 

um abraço, 

Simara Rodrigues

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Mentoria e Consultoria no Secretariado


Eu verdadeiramente acredito no poder das conexões e principalmente que pessoas com a mesma “vibe”, afinidades, pensamentos e intenções em um determinado momento se encontram. Eu costumo chamar isso de “o poder do universo”. 


E como já mencionado aqui no Blog, conheci Simone Reis pelas redes sociais. Uma curtida aqui, um comentário ali e lá estávamos no Congresso Internacional de Secretariado – COINS, em 2017 e o sentimento que, até então, era apenas virtual, concretizou-se no presencial. Deu match, como diriam meus alunos. 

Simone é o tipo de pessoa que vale muito a pena conhecer. Gentil, educada, serena, inteligente e muito habilidosa, tem contribuído com um poderoso conteúdo para a Profissão de Secretariado e que indico sem ressalvas. 

O material compartilhado por Simone em suas redes sociais é riquíssimo e a partir de suas habilidades e competências, tem provocado muitas reflexões e aprendizado. 

E foi com muita gratidão que recebi o convite para gravar o vídeo da série “Carreira Secretariado” publicado no canal do youtube Secretariado com Simone. Foi uma conversa leve e descontraída, com muitos insights e dicas sobre Mentoria e Consultoria no Secretariado. 

Um bate papo que tinha previsão de 20 minutos durou quase duas horas. Ainda bem que antecipei à Simone sobre minha capacidade de "falar pelos cotovelos" principalmente quando a companhia é boa e o assunto é agradável. 

Como escrevi no início do post, Simone é uma pessoa que vale muito a pena conhecer e aprender. Então, se você, assim como eu acredita no poder nas conexões e tem sede de aprendizado, confere o vídeo, deixe seu comentário e amplie sua lente sobre a profissão e os caminhos que ela podem te conduzir. 

Abaixo, compartilho os contatos da Simone Reis 

✻ Visite nosso site: http://www.secretariadocomsimone.com
✻ Participe no Facebook: http://www.facebook.com/secretariadoc...
✻ Acompanhe o Instagram: http://instagram.com/secretariadocoms...
✻ Siga o perfil da Simone no LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/simonereis/ 
✻ Acompanhe o canal no Youtube: https://www.youtube.com/secretariadoc...
✻ Envie um e-mail: contato@secretariadocomsimone.com




segunda-feira, 14 de maio de 2018

Para obter sucesso tenha consistência

Consistência
substantivo feminino
1. 1.
característica de um corpo do ponto de vista da homogeneidade, coerência, firmeza, compacidade, resistência, densidade etc. dos seus elementos constituintes.
"a c. da massa do pão"
2. fig. estado ou caráter do que tem coerência, credibilidade, estabilidade etc.
"um projeto político a que falta c."
o propriedade de um conjunto de resultados de experiências (biológicas, físicas etc.) que satisfazem, dentro dos limites dos erros experimentais, as leis pertinentes aos fenômenos a que se referem.
3. fig. firmeza de pontos de vista ou de caráter; persistência.
"peca por falta de c."





Estamos praticamente chegando ao final do semestre, e maio já sinaliza alguns indicadores. Ter objetivos, criar hábitos e cumpri-los é sem dúvida um grande desafio da humanidade, o que exige muita determinação, disciplina e coerência. 

Há algum tempo desejava escrever algo relacionado ao conceito mais puro e prático de consistência, baseado em minha própria experiência de vida. Prática esta que costumo aplicar em outros campos da minha vida, isto é, gosto de falar, ensinar e discorrer sobre aquilo que experimento e vivo, faz mais sentido falar, agir e ensinar aquilo que de fato conheço e aplico. É claro que a teoria é necessária, mas a prática é essencial. 


Comecemos nossas reflexões sobre o fato de sermos diariamente bombardeados com promessas de sucesso instantâneo, realização imediata e resultados rápidos, o que leva muitos indivíduos à desviarem do objetivo principal ou desistir ao primeiro sinal de fracasso. 



Emagreça 10 kg em 7 dias, ganhe 100 mil em trinta dias, prometem as propagandas. 



Você consegue imaginar um atleta treinando apenas no mês da prova? Um professor entrando em sala de aula sem preparado prévio? Um profissional atuando com excelência e tendo realização sem preparado e aperfeiçoamento prévio? 



A mentalidade imediatista provocada pela sociedade é, na minha opinião, um dos maiores implicadores para o desenvolvimento de competências e mudança de mindset. 



Todos nós aspiramos ao sucesso em diferentes áreas da vida, o que é definido por cada indivíduo. Ocorre que o caminho é longo e desafiador e nem sempre as recompensas chegam rápido ou facilmente. Por isso, muitos desistem na metade do caminho. São ótimos “iniciadores” e péssimos “acabadores”. 



Por isso, ter consistência - depois de definir os objetivos - é o que contribui para o sucesso, de qualquer natureza. É preciso resistir às tentações e não há atalhos. 



Há algum tempo incluí entre as minhas “metas de ouro” - Que são aquelas que fazem parte do topo das minhas prioridades – viver uma vida mais saudável, o que significa dizer que seria necessário uma mudança de hábitos, incluindo alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e algumas práticas que contribuem para o meu bem estar físico e mental. Naturalmente, significaria trabalhar de forma mais consciente, abrir mão de alguns hábitos, dormir mais e abrir mão de alguns compromissos que não estavam alinhados ao novo estilo de vida que escolhi. 



E assim, no início de 2018 comecei a desenhar meu primeiro plano de ação que previa consulta com médicos especializados, matrícula na academia e plano de alimentação. Os primeiros dias foram de chorar. Substituir um belo pavê de chocolate por uma fruta foi penoso. Chegava na academia de mau humor -  seria trágico se não fosse cômico. Aos poucos fui tomando gosto pela "coisa" e sendo influenciada e motivada pelos professores e colegas. Comecei a gostar e me sentir bem. Parei de usar desculpas e me comprometi comigo. Hoje, cinco meses depois, sinto falta quando não pratico atividade física e por vezes, consigo encontrar energia após as aulas - que não está no meu programa semanal -  para um treino de trinta minutos. O verdeiro poder do hábito, que desejo seguir para a minha vida. 


O que tenho aprendido, ao cumprir minha meta de ouro, é que consistência é a chave para o sucesso. Não adianta eu comer de forma saudável segunda, quarta e sexta. Não adianta eu correr uma vez por mês. Não adianta eu fazer caminhada no parque da cidade somente nas férias. Não adianta eu trabalhar feito uma louca 24h/7d, como fiz por muitos anos e não me arrependo, porque esta era a minha escolha à época, mas que hoje não está entre minhas prioridades. 

Consistência é fluidez, é seguir o plano descrito. 

É claro que por vezes me boicoto, quebro a dieta, me pego com preguiça de ir à academia, dou aquela titubeada em dizer “Não” para alguns compromissos que chocam com o horário das minhas atividades físicas. Por isso é tão desafiador cumprir metas. E este é o segredo do sucesso, persistência, disciplina, ajustar os eixos, levantar a poeira e dar a volta por cima. Sair do campo “eu gostaria” para “estou 100% comprometida”. 


Se eu escolhi ter uma vida saudável, eu preciso me comprometer 100% com isso, não pelo simples fato de cumprir uma meta, mas porque alcançar esse objetivo é importante para mim. Ser saudável é importante para mim. 



Para fundamentar um pouco mais o conceito, relembro quatro diretrizes definidas por Napoleon Hill, as quais aplico nesta meta de ouro e em todas as áreas da minha vida, são elas: 

Objetivo principal definido – “O objetivo principal na vida deve ser escolhido com um grande cuidado e, depois de escolhido, deverá ser escrito e colocado num lugar onde se possa vê-lo pelo menos uma vez por dia. Isso tem por efeito psicológico impressionar o subconsciente da pessoa de tal maneira que ela aceita esse propósito como um lema, um projeto, uma “planta” que finalmente dominará as suas atividades na vida e a guiará, passo a passo, para a consecução desse objetivo. – Napoleon Hill 


Entusiasmo “O homem geralmente triunfa com mais facilidade num campo de esforços em que se lança de corpo, alma e coração. – Napoleon Hill. 


Autocontrole  É ter plena consciência do que está fazendo e o que o aproxima ou o afasta do seu objetivo principal. É pensar a longo prazo e avaliar as consequências de cada ação. 



Fracasso Segundo Napoleon, o fracasso deve ser visto como um grande aliado. Uma vez que você falha, e isso irá acontecer, você descobre outras maneiras de realizar o seu objetivo. Cada vez que fracassar, é importante ajustar e seguir o caminho,  até encontrar a trilha ideal. 



Com Amor, 



Simara Rodrigues







Estabeleci 4 dias por semana para atividade física e considerando que tenho outros compromissos, o domingo entrou na programação. Sem stress e com muito amor no coração.


Estar com pessoas que te apoiam, ajudam, orientam e estão alinhadas ao seu objetivo é fundamental para que você tenha êxito. 



Em janeiro de 2018 fiz um post relatando o baixo desempenho na corrida de rua que participei no início do ano. Aceitei minhas limitações à época e fiz o "dever de casa", disposta a melhorar meu resultado. Nesse final de semana foi a minha revanche. YES! Corri durante todo o percurso e foi muito bom. Cheguei com essa carinha boa da foto e disposta a correr mais 5km. Dica de ouro: O resultado que você terá em qualquer área da sua vida é proporcional à sua energia e dedicação. 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Sobre XX CONSEC

Entre os dias 25 e 28 de abril de 2018 aconteceu em Porto Alegre o XX Congresso Nacional de Secretariado – XX CONSEC, um evento que reuniu centenas de profissionais de Secretariado com o objetivo de refletir e discutir o futuro da profissão, a partir de melhores práticas, tendências, competências, habilidades e experiências.


O Encontro, além de proporcionar importantes e relevantes debates, possibilitou a integração, conexão e Networking com profissionais que são referência no País em suas áreas de atuação, contribuindo para o pertencimento e construção de novos olhares acerca do mercado e das oportunidades.

Para mim, uma honra participar como palestrante no painel sobre a Qualidade no Exercício Profissional, compartilhando minhas percepções acerca do assunto e contribuindo para a valorização das potencialidades e talentos, aspectos mandatórios para aqueles que almejam sucesso e reconhecimento pessoal e profissional.

Compreender que a Profissão avançou e assumiu demandas essenciais para atuação e realização profissional foi um dos pilares de discussão e diante de muitas provocações tivemos a oportunidade de retornar para casa com uma bagagem mais cheia, de ideias, possibilidades, oportunidades e perceptivas.

Desde a minha primeira participação no CONSEC, que aconteceu em 2000, percebo o quanto temos avançado, em mudança de mindset, postura, comportamento e expectativas. Temos, sabiamente, feito a diferença, construído um legado e trabalhado com propósito em prol da profissão, cada um à sua maneira, com suas habilidades e expertise. Por isso, entendo como essencial a participação em eventos dessa Natureza. Sobretudo porque nos fortalece e desperta o sentimento de querer fazer mais e melhor. Não porque precisamos, mas porque escolhemos. E secretariar é isso, uma escolha. Secretariar é uma arte!

Aos organizadores do CONSEC, meus sinceros agradecimentos pela forma com que conduziram o evento, desde a escolha dos temas à preparação de cada detalhe, transmitindo um sentimento de amor pela profissão e paixão pelo que fazem. E uma profissão só se sustenta quando há pessoas que caminham com este sentimento e propósito, e vocês conduziram todos os momentos com essa visão.

Com carinho,

Simara Rodrigues






terça-feira, 24 de abril de 2018

Quais são os seus pontos fortes e de melhoria


Em continuidade às dicas sobre entrevista de emprego, compartilho algumas informações sobre duas perguntas clássicas que fazem parte dos processos seletivos: 



Quais são seus pontos fortes?

Quais são seus pontos de melhoria?

Mas afinal, o que o recrutador deseja saber ao realizar estas perguntas? Será mesmo que é falta de criatividade ou clichê? 

Quando o recrutador faz esse tipo de pergunta, ele quer saber como você se avalia e o quanto você está consciente de suas habilidades e GAPs - E não necessariamente interessado em ouvir a melhor resposta, aquele que você copiou da internet. Até porque, ninguém, em sua sã consciência, dirá em uma entrevista de emprego que é um psicopata, manipulador e nas horas vagas adora uma fofoquinha de corredor. 

Atualmente, uma das competências mais valorizadas pelo mercado de trabalho é a capacidade de autoconhecimento e autoanálise, uma vez que essa percepção refletirá nas competências comportamentais. 

Logo, quando você titubeia em responder ou não sabe quais são seus pontos fortes e de melhoria, fica evidente a sua incapacidade de autoconhecimento. 

E aqui fica uma dica: Nunca diga que seu ponto fraco é ser perfeccionista. Esta é a pior resposta que um candidato pode dar em um processo seletivo, uma vez que demonstra dificuldade em reconhecer, verdadeiramente, seus GAPs ou pior, não sabe quais são suas competências e habilidades. 

Uma boa resposta para estas perguntas são: 

Ponto forte: Sou participativa, motivada, cheia de energia e orientada à ação com foco em resultados. (fácil falar de pontos fortes, não é mesmo?) 

Ponto de melhoria: Planejamento e gestão do tempo é o meu ponto de melhoria. Mas já identifiquei esse GAP e tenho trabalhado para desenvolver essa habilidade por meio do uso de ferramentas e livros relacionados ao assunto. 

Neste momento, esteja preparada (o) para responder quais são as ferramentas e livros, que você tem utilizado - Nunca minta em uma entrevista de emprego. Diga apenas o que você domina, aplica e sabe. 

Uma vez que você reconhece seus pontos de melhoria - E todos nós temos vários - Você revela a sua capacidade de autoconhecimento e gerenciamento da sua carreira.  

E fica combinado, somente quem dedica tempo, recursos e planejamento para a carreira será capaz de reconhecer os pontos fortes e de melhoria. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues

quarta-feira, 11 de abril de 2018

XX CONSEC - Congresso de Secretariado



Olá Pessoal,

Esse ano o CONSEC acontecerá em Porto Alegre, entre os dias 25 e 28 de abril.

Acesso o site e confira a programação completa e condições.

CONGRESSO NACIONAL DE SECRETARIADO

1. Refletir sobre estratégias para fortalecimento da profissão, diante de tantas mudanças e inovações no mundo dos negócios;

2. Discutir técnicas e inovações nas práticas profissionais, visando perenidade da profissão;

3. Avaliar tendências e perspectivas de atuação no futuro;

4. Promover o desenvolvimento de competências profissionais;

5. Promover trocas de experiências, intercâmbios e parcerias entre profissionais, instituições, estados e países;

6. Ser agente de mudança no exercício profissional e como cidadão;

7. Estimular que o exercício profissional esteja pautado por princípios éticos.

Ficha Técnica do Evento

XX CONSEC – CONGRESSO NACIONAL DE SECRETARIADO
VII SIMISEC – SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE SECRETARIADO
XIII Encontro Nacional de Coordenadores e Docentes dos Cursos de Secretariado
VIII Fórum Nacional e II Internacional de Debates sobre Competências Bases para Exercício Profissional de Excelência



Palestrantes confirmados: 

Helga Bulow | HB Consultoria | Mercado de Trabalho: Desafios e Tendências;
Andrea Konzen | UNISC | Competências do Profissional Inovador;
Karina Rebelo Hofstatter | PROVOKO | Sonhar, Focar e Conquistar;
Maria Bernadete Lira Lieuthier / Guilherme da Hora Pereira / Guiomar Vidor / Cristiane Murari dos Santos de Araújo | no Painel: Desafios do Mundo do Trabalho; 
Mazaly Caruso | IBM | Seja Assistente Parceira do Executivo;
Simara Rodrigues | SecGlobal | Qualidade no Exercício Profissional: avaliação e diagnóstico;
Márcia Siqueira | SEED Soluções Empresariais e Educacionais Dirigidas | Nove Passos Rumo a Excelência de Performance;
Cora Fernanda de Faria Lima | Mídia e Comunicação | Estratégias para Alcançar Excelência Profissional.






Planejamento de carreira não é autoajuda





​Faz parte da minha lista de leituras diárias o blog da Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado, e como os próximos post estão relacionados à empregabilidade, encaminho um artigo publicado por Fernando Mantovani que aborda a importância no planejamento de carreira, afinal, se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. 


Planejamento de carreira não é autoajuda

Por Fernando Mantovani

A semana mal começou e você já está de olho no fim de semana. Já sabe exatamente o que vai fazer. Se vai viajar, as reservas estão feitas, o carro abastecido, revisão em dia, malas prontas. Se vai ficar em casa, ver a família, fazer um passeio e aproveitar a cidade, já tem um plano traçado, nem que esse plano seja, simplesmente, fazer nada. Para tudo na vida a gente planeja, e isso é absolutamente normal. Por que, então, quando o tema é “planejamento de carreira”, muitos associam com autoajuda?

Planejar pode não te levar ao lugar desejado, mas aumenta a probabilidade de sucesso

Eu costumo comparar a carreira com uma escada. O último degrau é onde você quer chegar, o que você almeja como ideal. O planejamento são todas as ações que você toma para alcançar o último degrau. Desde o curso na universidade, as atividades extracurriculares, a viagem de intercâmbio. Tudo precisa ser planejado para que, dentro de um período estimado, você chegue ao topo da escada.

Uma coisa interessante é que, ao subir um degrau e olhar para baixo, você pode refletir o que te fez avançar e usar dessa experiência para planejar o próximo degrau.

Um degrau por vez

Planejar requer paciência. Ainda falando sobre a escada, é importante ter em mente que, para subir de um degrau para outro, podem ser necessários anos e anos de trabalho, mas tudo isso faz parte do aprendizado. Há algumas habilidades que somente são desenvolvidas com o passar do tempo. Um profissional experiente, em geral, reage de forma mais tranquila aos atritos do dia a dia, pois ele sabe que determinadas discussões não vão levá-lo a lugar nenhum. Como ele sabe? Porque já passou por isso antes. Assim, não adianta pular etapas. Todo degrau, por mais simples que seja, será importante para a construção de sua bagagem profissional e fará a diferença quando, lá em cima, você olhar para tudo o que fez para atingir seu objetivo.

Esteja, no entanto, disposto a alterar o curso de sua escada. Um plano feito aos 18 anos, por exemplo, pode não fazer sentido quando você chegar aos 30, 35. Assim, revisite sempre sua estratégia e adeque suas ações de acordo com os novos objetivos.

Não deixe para amanhã

Sabe o ditado “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”? Quando falamos de carreira, amanhã pode, sim, ser tarde demais. Como é a sua escada? E qual é o seu próximo degrau?

*Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

terça-feira, 10 de abril de 2018

Seu currículo te ajuda ou atrapalha?





Ter um currículo objetivo, que retrata sua jornada e suas habilidades pode ser decisivo para a sua carreira. Um erro cometido, com frequência, por profissionais é menosprezar essa etapa, acreditando que mais importante que um currículo são as habilidades, formação e especialidades. Um aspecto não  invalida o outra.


Agora te pergunto: Como um recrutador poderá ser atraído até você sem essa apresentação inicial? Imagine o seguinte cenário: 

A empresa XPTO, está em busca de um profissional que preencha as competências e habilidades de uma determinada vaga e por isso abre o processo de recrutamento e seleção por meio de diversos canais - linKedin, Catho, trabalhe conosco, Vagas.com, além de enviar informações sobre a vaga para a sua rede de relacionamento. E para esta vaga são recebidos centenas, sim, centenas de currículos. 

Se coloque no lugar do recrutador e faça a seguinte pergunta: Quais os critérios você deverá observar para realizar o filtro dos candidatos? Ou você, na posição de recrutador, espera conseguir realizar o contato com as centenas de candidatos? Essa alternativa será uma grande perda de tempo e energia, uma vez que nem sempre os candidatos estão alinhados à vaga, seja por formação específica ou preenchimento dos requisitos obrigatórios. Sempre há aqueles que não leem as especificações da vaga, e por desespero atiram para todos os lados. 

Sendo assim, uma das etapas para aqueles que esperam participar de um processo seletivo é ter um currículo atrativo. Mas afinal, o que seria um currículo atrativo? 

Nos próximos posts compartilharei dicas sobre o assunto e hoje falaremos sobre uma importante etapa a ser analisada em um currículo: O objetivo. 

Objetivo - Como tudo na vida, um currículo precisa ter objetivo, ou seja, qual o propósito? qual a intenção de sua participação no processo? quais são suas aspirações profissionais? 

Nesse momento esqueça clichês como: "Contribuir de forma participativa para as atividades da empresa, a partir dos conhecimentos adquiridos, agregando valor e entusiasmo nas rotinas de trabalho e sendo elo entre lideres e liderados".  Falou, falou, falou e não falou nada. 

Novamente, se coloque no lugar do recrutador, ampliando sua lente crítica e avalie se essa é a melhor resposta. 

Nesse momento, seja breve e com foco na área e vaga que deseja atuar como, por exemplo: 


1) Atuar na área de Secretariado Executivo 

2) Atuar como gestora na área administrativa 

3) Assumir vaga de docente em Instituição de nível superior 


Perceba que para cada vaga há um objetivo específico. Por isso, nada de enviar um currículo com vários objetivos: 


O que não fazer: 


1) Atuar na área de Secretariado, administrativo, assessoria ou recepção. 


Gostou da dica? Deixe seu comentário e fique de olho nos próximos posts aqui no Blog. 

um abraço e até breve,

Simara Rodrigues 



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Palestra Gratuita - Apresentações: Credibilidade como marca pessoal






Poucas atividades humanas são feitas tantas vezes quanto apresentações, e tão malfeitas. Cena do filme O Discurso do Rei (2010) 


Com metodologia prática e técnicas de planejamento, design e domínio emocional você será capaz de elevar sua audiência através de histórias envolventes. 

A Palestra "Apresentações: Credibilidade como marca pessoal" tem como objetivo apresentar técnicas e roteiros que contribuam para a conexão com seu público, seja na realização de entrevistas de emprego, reuniões e apresentações diversas. 

A partir de técnicas, como Storytelling você poderá conhecer os benefícios e o poder das apresentações de alto impacto. 

Não perca essa oportunidade! 

As vagas são limitadas e as inscrições são gratuitas 


Sobre o Instrutor: 

FLÁVIO MENCARINI 

Fundador da Colaborativa - Educação Criativa Formado em Recursos Humanos com especialização na Fundação Getúlio Vargas. Com mais de 15 anos desenvolvendo, ministrando e coordenando na prática de educação corporativa. Designer de Aprendizagem - Certificação internacional 6D's pela Affero Lab 


Organização 
Curso de Secretariado Executivo Bilíngue 
Universidade Paulista - UNIP 

O dia em que me reconheci sendo uma pessoa estúpida




Houve um tempo em que era uma verdadeira workholic, daquelas que certamente se estivesse infartando faria algumas ligações ou tomaria algumas providências antes de ir para o hospital. E engana-se quem pensa que tenho orgulho disso. É deprimente quando você se reconhece sendo uma pessoa estúpida, ao mesmo tempo que é libertador porque te possibilita a mudança. 


Já cometi muitos erros ao longo da minha carreira. O que está tudo bem, porque errar faz parte do processo de aprendizado. Afinal, parafraseando Theodore Roosevelt "O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma". 

O meu day 1 - o dia que me reconheci sendo uma pessoa estúpida - aconteceu num dia como todos os outros em que era sugada pela exaustiva e agitada agenda de atividades e deveria deixar meu filho na escola antes de ir para o trabalho. 

Nesta época eu era puro stress. Uma bomba relógio prestes a explodir. Trabalhava incansavelmente até 23h, praticamente todos os dias, incluindo sábado e domingo, e quando não estava no trabalho, estava em Happy Hour corporativo, reuniões de Networking e compromissos muitas vezes sem sentido.

Foi então que me aproximando do prédio que trabalhava olhei para o banco de trás do carro e lá estava meu filho quietinho, tranquilo. E imediatamente com a voz alterada eu disse: Ikaro, eu esqueci de deixar você na escola e você não falou nada? Ele simplesmente me olhou, com um ar surpreso e disse: mãe achei que você iria em outro lugar antes de me deixar. Você vive correndo feito uma louca. Meu filho tinha 10 anos quando isso aconteceu.

Voltei todo o percurso em silêncio e o deixei na escola com um nó na garganta, me segurando para não chorar. Estava envergonhada. 

Assim que deixei meu filho na escola, fechei a porta do carro e cai aos prantos. Chorei, chorei e chorei. Até esgotar. Eu estava exausta em "ter" que ser a mulher maravilha, a sra. faz tudo, a forte e incansável. Frustrada, eu pensava nos motivos de estar fazendo aquilo comigo. Até que ponto valia a pena trabalhar tanto e não ter tempo pra mais nada? Essa foi uma das inúmeras vezes que me senti um fracasso como mulher, profissional, filha e mãe. 

O que tenho aprendido, ao longo da minha jornada, é que estar ocupada não significa que estou sendo eficiente e produtiva. Vivemos uma cultura cada vez mais conectada e acelerada, transformando o “estar ocupado” em algo muito valorizado dentro do mercado social. Acontece que ser produtivo significa ser consciente. 

Uma leitura que contribuiu para a minha mudança de mindset foi o livro "Essencialismo" do autor Greg McKeown, que explica a diferença entre o desnecessário e o indispensável. 

Ao longo dos anos tenho revisado minhas prioridades, aquilo que realmente está conectado ao estilo de vida que eu escolhi e gradativamente tenho desacelerado. Hoje, consigo me desconectar do trabalho nos finais de semana e feriado, e sei fazer concessões. Consigo dizer não para muitos compromissos sem sentido. E o mais importante, consigo estar de corpo e alma com a minha família. 

É maravilhoso poder conversar com o meu filho, sem ter que conferir o relógio ou ser interrompida por uma ligação. No meu whatsApp a mensagem é bem objetiva: respondo quando puder. Meus e-mails acesso apenas em horários específicos e priorizo cada demanda. 

Ainda há muito que aprender, deixar ir alguns "ladrões" de tempo. Seja como for, hoje consigo avaliar situações que só massageiam o ego, dão status ou são perda de energia. É preciso fazer sentido, pois "Se não estabelecermos prioridades, alguém fará isso por nós" como destaca Greg McKeown. 

Prestes a completar 40 anos tenho vivenciado muitas transformações, quebrado muitos paradigmas e tudo está convergindo para um estilo de trabalho e de vida mais leve e com tempo para fazer aquilo que realmente me conecta às minhas crenças e valores. É incrível como quando direcionamos nossas energias para os nossos objetivos o universo conspira a favor.

Um abraço, 

Simara Rodrigues


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Como podemos cobrar do outro aquilo que não fazemos?



Compartilho um texto que gostaria de ter escrito. Sofia Esteves é referência na área de Gestão de Pessoas e o tipo de pessoa que todos deveriam conhecer a história de superação. Suas dicas e orientações são valiosas. Em minha opinião, ela é uma mulher que inspira. 

* Os grifos no texto são de minha autoria e que sugiro uma reflexão mais profunda. 


Julgar, omitir-se ou agir? Minha decisão para 2018

Ultimamente, tenho pensado bastante sobre os julgamentos que fazemos ao longo de nossas vidas, seja no ambiente de trabalho, entre familiares, em situações com pessoas desconhecidas e em relação ao governo e nossos governantes. Por mais que muitos se defendam e afirmem que não julgam ninguém – e fazem isso temendo serem julgados – eu preciso te contar que, sim, todos nós julgamos algo ou alguém a todo instante.

Isso acontece porque ao nos depararmos com parâmetros e referências do outro, inevitavelmente, comparamos com nossas próprias referências, com aquilo que temos de conceito, a partir da nossa vivência e da nossa realidade. Isso acontece de forma automática, sem que tenhamos poder de decisão sobre isso. No entanto, há um ponto importante desse processo em que temos total domínio e poder de decisão: o que vamos fazer com esse julgamento.

Podemos considerar a prática de outro errada e, portanto, não a usar em nossa vida. Aliás, é esse ponto específico que eu gostaria de falar com você, caro leitor, no meu último texto do ano nesse nosso espaço de troca. A verdade, é que quero encerrar 2017 deixando essa reflexão para todos, inclusive eu mesma.

A todo instante esbravejamos julgamentos relacionados ao governo, aos políticos e suas práticas. Vociferamos contra a corrupção, mas o que fazemos com tudo isso de fato? Será que olhamos para as nossas próprias corrupções diárias, como furar uma fila, estacionar na vaga destinada a idosos ou deficientes (sem ocuparmos alguma destas condições), aquele ponto não pago do canal de assinatura, os produtos trazidos na bagagem da viagem que não foram declarados na alfândega, entre tantos outros “pequenos delitos”. Você já olhou para si, ao fazer alguma destas coisas, e julgou-se corrupto? Pois é. Como podemos cobrar do outro aquilo que não fazemos?

Leia esse e outros artigos de Sofia clicando AQUI e AQUI

A leitura de seus artigos faz parte da minha rotina e contribuem de forma relevante para a minha carreira. Desejo que o mesmo acontece com você. 


Regra de ouro: Elogiar sem bajular

Trabalhar por anos na área de Relações Governamentais e Institucionais me proporcionou grandes aprendizados - técnicos e comportamentais - que levo para a minha vida em todos os momentos e situações. Aprendi, entre tantas outras coisas, a ser diplomata e gentil, sem ser bajuladora. 


A capacidade de elogiar e ser gentil sem ser bajuladora foi sem dúvida algo que contribuiu para o meu desenvolvimento pessoal e profissional, o que gerou, inclusive, insumos para a publicação do livro que sou coautora "Os Segredos para o sucesso Pessoal e Profissional". 

O Elogio é um fator importante na motivação das pessoas mas nem sempre funciona, porque não é genuíno. Alguns indivíduos na ânsia de serem aceitos ou queridos, tornam-se verdadeiras metralhadores de elogios, sem nenhum critério, o que em muitas situações, fica evidente ser apenas bajulação. 

Ocorre que, como tudo na vida, elogiar também exige treino e bom senso. 

Outro dia, participei de uma imersão de autoconhecimento, interessantíssima, e em um determinado momento fomos desafiados a fazer elogios genuínos aos demais participante da imersão. Detalhe, no espaço havia mais de 1000 pessoas e, lógico, muitos não se conheciam. 

Nosso desafio era sair da cadeira e andar pelo espaço de forma aleatória e quando verdadeiramente sentíssemos vontade, faríamos um elogio espontâneo para uma pessoa. 

O instrutor ainda orientou que naquela atividade as pessoas que recebessem o elogio apenas agradecessem e seguissem em frente. "Apenas agradeçam", reforçou o instrutor. 

O objetivo desse exercício era refletir sobre o saber elogiar e receber elogios, que será tema para outro post. 

Foi muito interessante estar com pessoas, totalmente desconhecidas - sem saber suas profissões, seu saldo bancário, sua classe social, suas aspirações, suas crenças e etc e realizar esta atividade. Muitos passavam e não diziam absolutamente nada, porque não tinham para dizer. Outros soltavam aquele elogio voluntário, sem a obrigatoriedade de receber outro elogio em troca. 

Autenticidade pura. Sem esforço, sem interesse, sem esperar nada em troca. 

Então, as dicas que deixo hoje são:

1) Ao elogiar não exagere. O elogio é doce e faz um bem danado, mas quando em doses exageradas é enjoativo.

2) Seja sincero - Ninguém consegue fingir o que não é. Se for elogiar, que seja realmente verdadeiro. E quando não tiver o que dizer, simplesmente não diga nada.

3) Experimente as diretrizes abaixo ao menos uma vez nada vida e deixe seu comentário sobre o resultado. 



Um abraço, 

Simara Rodrigues





segunda-feira, 2 de abril de 2018

Jornada Acadêmica de Secretariado Executivo da UNIP contará com a presença de Cláudia Schaffer

Olá Pessoal, 


Compartilho, com muito entusiamo, o release produzido pelos alunos do 2º e 3º semestres do curso de Secretariado Executivo Bilíngue da UNIP - Campus Brasilia, orientados e supervisionados pela Profa. Patrícia Ferreira, responsável pela disciplina Planejamento e Organização de Eventos. 

É sem dúvida uma honra Receber Cláudia Schaffer em Brasília e ter a oportunidade de conhecer mais sobre o Universo Secretarial, as oportunidades, os mitos, os desafios e as "sacadas" para atuar na assessoria de Alta Direção. Estou certa que seu Know-how contribuirá de forma muito positiva para aqueles que buscam se destacar no mercado de trabalho. 

Afinal, como bem afirmou Cláudia, "Muitos sonham em encontrar o emprego perfeito, alcançar o reconhecimento e o sucesso na carreira, no entanto, na jornada rumo às realizações, encontraremos obstáculos e adversidades"

Venha descobrir e aprender com esta incrível profissional a arte de secretariar! 

um abraço e até lá 

Simara Rodrigues 


JORNADA ACADÊMICA UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP BRASÍLIA

As turmas do 2º e 3º semestres de Secretariado Executivo da Universidade Paulista UNIP campus Brasília, promoverão no dia 16 de abril de 2018 a 5ª Edição da Jornada Acadêmica, com o objetivo de proporcionar aos participantes conhecimentos específicos da prática secretarial, possibilitando a reflexão do trabalho em equipe e os passos para se tornar um profissional de excelência. 

Para tanto, será apresentado o tema: “Assessoria de uma carreira brilhante a um sucesso constante” pela Secretária Executiva da Presidência e Vice-Presidência da Rede TV, Cláudia Schaffer, que possui uma sólida experiência profissional há mais de 13 anos, secretariando empresas Nacionais e Multinacionais.

O evento contará ainda com uma apresentação de representantes do Comitê de Secretariado Executivo do Distrito Federal, além da exibição de uma performance dos acrobatas Raquel Furquim e César Galvão e o sorteio de brindes.




SERVIÇO
Jornada Acadêmica 2018
Data: 16 de abril.
Local: Anfiteatro – UNIP 
SGAS 913 Asa Sul – Brasília/DF
Horário: 19:00 – 22:00
Entrada Franca

REALIZAÇÃO

Turmas do 2º e 3º semestres do curso de Secretariado Executivo.





domingo, 1 de abril de 2018

Sobre encerrar e começar ciclos


Caros amigos,

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

(Fernando Pessoa)

Nada nesta vida é permanente, exceto a mudança! 

E é com essa vibração que encerro um ciclo e parto em busca de novos projetos e realizações. 

Deixo meu mais profundo agradecimento a todos vocês que contribuíram para o meu crescimento pessoal e profissional.

Assim como antes, contem comigo!!!

Por oportuno, deixo os meus contatos....



E foi com essa mensagem que me despedi de pessoas admiráveis e que fizeram parte da minha trajetória. Ironicamente no dia 01/04/2015 encerrei um importante ciclo da minha vida, e após dez anos dedicados a fazer aquilo que fazia meu coração vibrar, eu escolhi viver novas experiências, aprendizados e iniciar um novo ciclo na minha carreira. 


Na época, não me recordo onde, li a seguinte afirmação: “Em cada emprego que tive e em todas as experiências que vivi, soube que era hora de seguir em frente quando já tinha crescido o máximo possível ali”. E Essa e outras falas foram cruciais na minha decisão. Era hora de partir, apesar do medo e das incertezas. 

Deixar a empresa que tinha um verdadeiro caso de amor, foi sem dúvida a decisão mais difícil que tomei até hoje. Se de um lado estava minha paixão pela empresa, pela profissão e por todos os benefícios que ela me proporcionava, do outro lado estavam meus anseios, minhas inquietações, possibilidades e projetos pessoais. Viver é isso, fazer escolhas. O tempo todo! E quando você dá um passo a frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás. 

Desde que decidi seguir novos rumos, novos ares e novas experiências, comecei a ensaiar e mentalizar como estaria daqui a um ano, dois, três, dez.... Hoje, completando três anos da decisão que mudou completamente a minha carreira, eu sou capaz de olhar para traz, com o coração transbordando de gratidão e feliz pela coragem de seguir meus instintos. 

Em 2015, minha vida tomou novos rumos e dei inicio a uma nova fase. Fundei minha empresa, ampliei minhas atividades profissionais, fiz uma transição de carreira e passei a atuar na área de Gestão de Pessoas, com foco em treinamento, desenvolvimento, recrutamento e seleção. Assumi a coordenação de um curso superior que tenho verdadeira paixão e desde então tenho desenvolvido muitas habilidades e competências que até então desconhecia ou não dominava. A vida é sem dúvidas um oceano azul, desde que tenhamos coragem de seguir nosso coração. 

É claro que nem tudo são flores. Foi preciso dar alguns passos para trás, reconhecer alguns GAPs e trabalhar algumas competências. Nada que assuste aqueles que não se conformam com o status quo. 

Ainda hoje sinto saudades de muitas coisas deixadas para trás, ao mesmo tempo que sinto-me realizada em aceitar a minha jornada com o coração leve, aberto e cheio de gratidão. Definitivamente não tenho vocação para lamentações e vitimismo. Para mim, ser feliz é uma escolha.

Lembro-me perfeitamente, como se fosse hoje, que nesse dia (01/04/2015) meu desligamento aconteceu por volta das 09:30 da manhã. Estava eufórica e com medo. Meu Executivo, um pouco nervoso com a situação e talvez apreensivo por mim,  me abraçou carinhosamente, me desejou boa sorte e como não poderia deixar de ser disse meio sem graça: "Antes de ir embora você se incomoda de preparar minha última viagem?". A esta altura eu já deveria, seguindo as normas de segurança de empresa, ter meus acessos bloqueados, o que não aconteceu no meu caso. Uma situação nítida de parceria, cumplicidade e confiança. E claro, tomei, com todo o prazer, as providências necessárias. Naquele dia, como em todos os outros, saí pela porta de frente e deixando todas as portas abertas. Isso não tem preço!

Em 2015, li um texto de Eugênio Mussak que dizia: "Saber exatamente qual é o destino que você deseja em termos de carreira, em termos de vida, é fundamental para que você possa começar a construir o projeto que vai fazer com que você chegue lá. Mas, atenção, conhecer o destino que deseja é apenas parte do processo, é preciso saber também onde você está agora - isso é, quais são suas condições atuais para conciliar o que se tem hoje e o que se deseja para o futuro". E é exatamente isso que fiz e tenho feito.

2018 tem sido um ano grandioso, de muitas promessas, colheitas, realização de projetos e de grandes parcerias. Fruto de tudo que foi plantado ao longo dessa trajetória. Como é bom, olhar pra trás e reconhecer cada conquista. 

A minha dica de ouro de hoje é: Siga a sua intuição e mostre o quão magnífico você é. Este é um direito divino. Não desperdice-o. E que fique combinado, sorte é estar pronto, quando a oportunidade vem. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues





 Copa de 2014 e estávamos todos "juntos e misturados". O coração cheio de amor pela empresa e pelo jogo :)  



Não sejamos negligentes no ato de educar.


Hoje, ao levar minha mãe em casa passei próximo ao local que um dia foi a escola onde concluí meu ensino fundamental e médio na década de 90. As lembranças, infelizmente, foram ruins, o que fez do trajeto de volta uma longa e reflexiva viagem. Senti uma tristeza, acalentada por profunda gratidão à Deus. 


Pensei sobre os reflexos de uma educação rasa e como pode ser nociva para a vida de um indivíduo. Lembrei-me dos professores que tive e das fatídicas disciplinas de exatas. Que prejuízo foi ter um professor, sem noção, lecionando do 6o ano do ensino fundamental até o ensino médio as disciplinas de matemática, física, química e pasme educação física. Suas aulas eram meramente decoreba. E o regime era do manda quem pode obedece quem tem juízo. Seria trágico se não fosse cômico. 

Tenho certeza que todos ainda hoje lembram desse professor. Ele era o mais popular, o "amigão", o "gente boa". Estava sempre rodeado de alunos que o achavam o máximo. Mas como professor, deixou muitas lacunas e prejuízos. Eu nunca reprovei, embora sempre tenha passado com notas medianas. Não tinha prazer em ir à escola. Via aquilo como uma etapa a ser cumprida. Minha mãe sempre dizia, tem que estudar para ser "alguém" na vida. Eu só não entendia como seria "Alguém" decorando aquilo. De qualquer forma, segui o fluxo sem nenhuma inspiração ou referência. Fiquei me perguntando se a escola ao menos cumpria um Projeto Pedagógico. 

Minha história acadêmica infelizmente não foi embasada por grupos de estudo, rodas de conversas, incentivo à leitura, projetos de leituras, visitas guiadas, incentivo à escrita científica... Oi?! Escrita científica? O que é isso? é de comer ou de passar no cabelo? 

O Resultado da educação que tive certamente contribuiu para os indicadores que conhecemos como analfabetismo funcional. Tornei-me uma adulta que lia mal, escrevia mal e consequentemente me comunicava mal. E claro, Os prejuízos refletiram na minha vida profissional. Quantos desafios enfrentei! 

Escrever um ofício, que aparentemente seria uma tarefa simples, era um verdadeiro pesadelo e acompanhado de repetidas devoluções por parte dos meus supervisores. Eles foram mestres na arte de ensinar, da paciência e empatia. Aprendi muito em cada feedback e também observando como faziam. Aqui fica uma dica de ouro: Tenha pessoas como modelo para aprender e crescer. 

Na faculdade tive que aprender a aprender. E na mesma época ao invés de ensinar meu filho, era ele quem me ensinava. Meu filho, ao contrário de mim, teve a oportunidade e o privilégio de estudar em ótima escola. Desde que engravidei, aos 18 anos, eu me comprometi em oferecer o melhor que pudesse a ele. Penso que esse foi o melhor e maior investimento que poderia ter feito. E essa decisão refletiu em muitos aspectos. 

Aprendemos juntos regras de português, cálculos matemáticos e aquelas fórmulas mirabolantes. E foi também meu filho quem me ajudou a desconstruir alguns bloqueios acerca da matemática. Já na minha segunda graduação eu precisei ressignificar e finalmente aprender sobre juros compostos, análise e raciocínio logico e após décadas, estas disciplinas deixaram de ser um bicho papão. Finalmente fiz as pazes com os números e entreguei um Trabalho de Conclusão de Curso lindo de viver e repleto de análises financeiras.  

Disciplinas como história e geografia, aprendi ao longo das viagens que realizei e livros que li. Uma visita ao Louvre, acompanhada do meu filho, que adora história, foi muito mais proveitosa que anos de ida àquela escola.

Não vejo meu relato como um fato isolado e ocorrido apenas na década de 80. Atuando na docência há dez anos reconheço muitos alunos e profissionais com a mesma carência, que ao longo dos anos foram sendo empurrados para a mera conclusão de protocolos e hoje pagam um preço alto do descaso na educação.  Afinal, o mercado não se compadece. 

Eu não os culpo por não saberem escrever um relatório ou escreverem uma resenha. O que não significa que apoio o vitimismo e o coitadismo de muitos. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu simplesmente me compadeço e procuro ajudar, fazendo o melhor que posso para aqueles que estão comprometidos. É muito fácil julgar o outro, sem antes conhecer a sua história. E o mundo está repleto de "achadores" de plantão, rápidos em apontar o dedo a partir de suas percepções e ideologias. Como bem disse Caetano "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". 

Outro dia uma aluna foi à coordenação agradecer por te-la ensinado a ler e escrever. Segundo ela "tomou gosto pelos estudos na Universidade". Essa aluna foi um dos meus maiores desafios pedagógicos e como me sinto feliz com o resultado. Desde sua chegada a semente foi plantada e eu desejo que ela colha bons frutos. 

É no meu ensino superior que guardo as melhores lembranças. Tive professores incríveis, que se destacavam entre aqueles que continuavam a negligenciar um ofício tão valioso. Educar e contribuir para a formação de indivíduos. Digo, contribuir e não terceirizar a responsabilidade. Isso porque essa é uma via de mão dupla, logo não há espaço para vitimismo. 

A melhor e mais grata lembrança é a profa. Ana Paula Miranda. A quem diga que não se aprende idiomas na Universidade. Eu aprendi e adorava suas aulas, sua didática, seriedade, integridade, coerência e paixão pela docência. Era uma das aulas que não perdia. Era notório sua habilidade em sala de aula. Nunca precisou ser popular ou a queridinha do curso, para ser referência na arte de educar. Professora séria, exigente e especialista em sua área e que todos respeitam. Basta perguntar a quem curso Secretariado Executivo na UPIS. Em 2008 tornei-me sua colega de profissão e que honra e inspiração foi trabalhar ao seu lado por sete anos. 

As lembranças de hoje reforçaram minha responsabilidade frente à docência e o legado que quero deixar. Não me apego à egos, não faço questão da senhoria muitas vezes exigida em sala e muito menos de subordinação, me chame de Simara, não me incomoda. E também não quero ser a "boazinha", a popular. O que eu quero mesmo é plantar o desejo ardente pelo conhecimento, pela busca, pela descoberta, pelo prazer em aprender. O poder que valorizo na educação está relacionado ao poder de quebrar paradigmas, barreiras e contribuir para o protagonismo. Independente de origens, classe social e opiniões. Meu foco não está nas experiências passadas mas no que pode ser feito daqui pra frente. 

Àqueles que desejam enveredar pelos caminhos da educação, meu carinhoso conselho: não sejam negligentes no ato de educar. Atuem com responsabilidade e conscientes que os reflexos de suas ações irão ecoar na vida de muitos indivíduos e no futuro de muitos profissionais. 

Parafraseando Paulo Freire concluo “não há docência sem discência” logo, “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.” por isso ensinar não deve ser uma mera transferência de conhecimento, mas a criação de “possibilidades para a sua produção ou a sua construção" uma vez que “ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, homens e mulheres descobriram que era possível ensinar.” 

Enfim, queridos leitores, aprender e ensinar são tarefas que exigem uma visão madura, altruísta e sempre reflexiva. Não há espaço para meros “depositantes” de conhecimento, de pessoas preocupadas com o palco e de egos inflados. É preciso atuar com coerência e amor, acima de qualquer interesse.

um abraço e uma ótima semana para todos

Simara Rodrigues