domingo, 30 de setembro de 2018

Sonhar e realizar....


Minha homenagem a todos os profissionais que fazem dos seus sonhos realidade é em forma da experiência vivenciada por uma querida e dedicada aluna que tive o prazer de conhecer e ajudar em sua jornada.


Chirlane Lima foi minha aluna no curso de Secretariado Executivo e como milhares de outros alunos carregava seus medos e incertezas, mas também acreditava que sonhos se tornam realidade, e foi no Secretariado que ela encontrou as oportunidades de desenvolvimento e realização.

Atualmente Chirlane trabalha na Explore English and Mcie em Melbourne, Austrália.

A escola que ela trabalha oferece cursos de Inglês e Cursos Vocacionais na área de Business Management, Commercial Cookery (Chefe de Cozinha), Social Média Marketing e Early Childhood Care (Cuidado com Crianças).

Se você tem interesse em fazer o curso de inglês ou cursos vocacionais entre em contato com ela pelo telefone 0413 195 215 ou por email:chirlane.lima@exploreenglish.edu.au. Ela estará la para te ajudar e acompanhar durante todo o processo.

Conheça a história de Chirlane, se inspire e seja você a diferença.

Eu desejo que assim como eu e Chirlane você encontre no Secretariado a sua realização e propósito.

Um abraço

acesse o link abaixo e assista o depoimento da Chirlane :) 



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Sobre os primeiros 40 anos da minha vida


2018 começou com muitas reflexões e sentimentos. Não sei para as outras mulheres, para mim completar 40 anos foi intenso. Um parto, eu diria. 

Refletir sobre a minha vida, foi o ponto alto do ano. enumerar cada passagem, cada ciclo, cada experiência, cada ser vivente que me acompanha nessa jornada. Algumas lembranças dolorosas, outras fortalecedoras, espetaculares e inesquecíveis.

Quando penso sobre os quarenta anos vividos tenho os seguintes registros para compartilhar:

Os primeiros dez anos poderiam ser facilmente definidos em uma única palavra: MAKTUB que em árabe significa "já estava escrito" ou "tinha que acontecer". Eu nasci de um breve relacionamento entre a minha mãe e o meu pai, um Libanês que vivia em São Paulo. Minha mãe quando soube que estava grávida, decidiu assumir a maternidade sozinha e vei para Brasília logo que nasci. Com isso, não conheci meu pai e ele tão pouco soube da minha existência. Apesar de todo amor, respeito e gratidão que tenho pela minha mãe, ainda não compreendo os motivos de fato de sua decisão. Então, pensar em MAKTUB me conforta. "Tinha que acontecer". 

Os primeiros dez anos foram marcados por sobrevivência. Minha mãe, embora tenha decidido pela independência não tinha condições financeiras de arcar com a sua decisão. Avós, tios, primos, padrinhos foram o nosso apoio e diria que nos viramos bem, apesar de todos os "perrengues". Penso que foram essas experiências que contribuíram para que me tornasse a pessoa versátil e otimista que sou. Meu lema na vida é: Pra tudo da-se um jeito. Apenas aos 08 anos fui morar definitivamente com a minha mãe. Ela é sem dúvida a mulher mais corajosa que eu conheço. 

A década seguinte foi marcada por muita rebeldia e com uma trilha sonora bem especial: Legião Urbana, Pink Floyd, guns's rose e Janis Joplin. Fazia parte da geração incompreendida, cheia de coragem, de contestações e ousadia. Fui uma adolescente impetuosa. 

Até que aos dezoito anos engravidei. Ikaro chegou no momento certo, trazendo senso de responsabilidade e comprometimento. Descobri ali que a vida não era um bolinho de carne - como dizia uma grande amiga. A vida é para quem quer viver e tem disposição e isso eu sempre tive. Com todo despreparo me tornei mãe e acredito que me saí bem, melhor do que imaginava. 

Apesar da maternidade ter me proporcionado grandes realizações e alegrias, essa década foi a mais sombria e árdua de todas. Foram anos de privações, frustrações, decepções e de muitas, muitas dificuldades, mas também a fase que me preparou para ser a pessoa que me tornei. Forte, determinada, confiante e grata -  Ah como eu sou grata por tudo que tenho e sou. 

Quando completei trinta anos eu estava exausta. Fisicamente e emocionalmente cansada. Me sentia fracassada e sem rumo. Naquele ano eu sentia uma profunda tristeza na alma, como se tivesse nadado, nadado para morrer na praia. Minha vida não tinha muito sentido. Embora fosse apaixonada pela profissão que escolhi e pela empresa, eu trabalhava com uma pessoa tirana que não me inspirava, pelo contrário, me desmotivava,  intoxicava e me adoecia. Nesse momento eu questionei: De que adianta tanto amor e dedicação? tanto esforço? Eu estava triste. Por algum motivo, lá no fundo eu acreditava em dias melhores e foi esse sentimento que me deu forças para não desistir. 

Foi então que iniciou um novo ciclo e junto o meu oceano azul. Considero os últimos dez anos como os melhores anos vividos. Tudo que sempre sonhei aconteceu nessa última década. Meus sonhos começaram a se realizar, conheci pessoas incríveis, ingressei na docência, investi muito em conhecimento e desenvolvimento pessoal e profissional. Eu cheguei exatamente onde desejava chegar. Tudo, exatamente tudo que desejei aconteceu. Foram os meus anos dourados. E é claro que nada aconteceu do dia para a noite. Não existe essa história de sucesso do dia pra noite. Toda a minha jornada contribui para que eu colhesse os frutos. E aquela pergunta feita por mim lá do passado foi respondida: Valeu a pena todo o amor e dedicação. 

Coisas simples faziam parte da minha lista: ter qualidade de vida, ter uma família, ser reconhecida profissionalmente, ter saúde, gerar valor na vida de outras pessoas e viver bem comigo. Nessa última década resolvi buscar notícias do meu pai - que infelizmente havia falecido a pouco tempo. Chorei tudo que precisava chorar, e sinto muito a sua ausência mas agradeço pelo bem mais precioso que ele poderia me dar: a vida. 

Chego em uma fase que me sinto realizada e mais confiante. Olho para trás e sinto orgulho da pessoa que tenho me tornado, e assim vou deixando a vida seguir seu fluxo - E ao longo dessa jornada algumas pessoas e projetos vão deixando de fazer sentido. Não há perdas, não há mágoas, não há lamentações. Só aprendizado e gratidão. 

Assim, me despeço de um ciclo incrível, com grandes realizações e dou boas-vindas a um novo ciclo repleto de amor, realizações, paz, prosperidade, felicidade e que eu possa continuar gerando valor na vida de outras pessoas. 

Com carinho, 

Simara Rodrigues 


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O perigo das histórias que contam por aí


Recentemente estive em Nápoles, uma comuna Italiana localizada ao Sul do país. Desde a escolha por Nápoles, que seria apenas um stopover até meu destino final - Capri e Positano - comecei a buscar informações básicas de qualquer viajante: O que fazer, onde comer, onde hospedar,  o que conhecer e etc. 

Foi então que me deparei com opiniões diversas e impressões muitas vezes baseadas no que apenas ouviram falar. Muitos blogs e influenciadores descreviam a cidade como a mais perigosa e violenta da Itália. Os amigos mais próximos, me marcavam em todas as postagens e informações a respeito do meu roteiro. 

As vésperas de viajar, uma personalidade pública e famosa esteve em Nápoles e também em algumas das cidades que visitaria dias depois. Seus comentários me deixaram apreensiva, sobretudo porque descreveu o lugar e as pessoas como um atentado à própria vida, além de outras informações que hoje posso afirmar não fizeram nenhum sentido na minha experiência. 

Em minhas palestras costumo dizer o seguinte: 

"Não acredite em nada do que eu disser. Tudo o que direi é baseado na minha experiência pessoal e cada individuo vivencia as coisas da sua maneira. Por isso, experimente o que eu vou trazer, teste na sua vida e então, baseado na sua própria vivencia você poderá concluir se o que eu disse serve para a sua vida.”


Minha versão sobre Nápoles: 

Nápoles não é o inferno na terra. É caótica sim e diferente de tudo que já conheci na Itália. Com uma energia e movimento contagiante. Foi onde comi as pizzas mais maravilhosas e inesquecíveis do mundo, onde conheci pessoas autênticas, engraçadas, prestativas e que despertou a minha vontade de ficar mais um tempo. Nápoles é um verdadeiro museu aberto e apesar de tudo o que falam e da sujeira na rua - que é totalmente verdade - é um lugar incrível e que desperta a vontade de fazer uma imersão na história e na cultura Italiana.

Depois de tudo que li e ouvi, é verdade que não esperava muito de Nápoles. Por isso, fui sem expectativa alguma. Quando cheguei vi algo totalmente diferente do que ouvira dizer por aí. 

Dá para imaginar que por medo de falar com outras pessoas na rua - porque me disseram que não era seguro pedir informações - várias vezes recorri ao exército e policiais para encontrar endereços de pizzarias e outros pontos que estavam no meu roteiro? E o melhor foi que todos paravam atentamente para ajudar - logo criava-se aquela roda de pessoas fazendo o barulho e confusão típica do Napolitano para resolver "o problema". rs 

Costumo deixar dois dias do meu roteiro de viagem em aberto. O plano é não ter planos. Isso porque, geralmente, durante a viagem surgem lugares, possibilidades e experiências que não estavam no roteiro. A medida que vou conversando e conhecendo pessoas, os dias reservados vão sendo definidos. Eu adoro fazer isso - perder o controle e deixar fluir. 

Nesta viagem Nápoles foi escolhida e retornei para continuar meu turismo pela cidade mais pitoresca que já conheci. Em uma das noites que retornava de uma pizzaria - nada mais, nada menos que a pizzaria onde Elizabeth Gilbert, autora do livro Comer, Rezar e amar,  descreveu estar vivendo um caso de amor com uma pizza  - pedi ao garçom para chamar um taxi até o meu hotel e ele me sugeriu ir a pé, pois a noite estava linda - e estava mesmo - e o hotel era próximo. 


Disse que preferia ir de taxi porque tinha medo da cidade e da violência. Ele soltou aquela risada e da forma mais autêntica e engraçada disse: Como assim? você é Brasileira. Quem vive no Brasil não pode ter medo de Nápoles. E de repente outros napolitanos chegaram, rimos juntos e tudo virou festa! Assim é Nápoles....autêntica, intensa, carinhosa e diferente. 



E o que isso tem a ver com o blog? Já parou para pensar quantas mentiras e verdades você já ouviu sobre a profissão, sobre os profissionais, sobre as práticas secretariais e sobre carreira? Quantas vezes você ouviu falar que Secretária é babá de luxo? que não é reconhecida (o)? Que não é paga (o) para pensar? que não tem futuro? 

Durante minha carreira ouvi incansáveis mentiras, ou melhor, versões e impressões sobre a minha profissão. E sabe o que eu fiz? Fui lá ver se era verdade e se fazia sentido para a minha vida.....com isso, construí a minha própria história e versão, bem diferente do que muitas vezes ouve-se por aí. 

Por isso é tão importante que você experimente e vivencie as suas escolhas antes de tomar como verdade a história dos outros. Porque a história dos outros, é só a história dos outros. 

Com carinho, 

Simara Rodrigues






sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Que lembrança você tem deixado nas pessoas?



JL, como gosta de ser chamado, sempre foi um Executivo discreto, metódico, altamente diplomático e muito observador. Seu lado humano, foi sem dúvida um diferencial como líder e que inspirou muitas pessoas. Dele, guardo as melhoras e mais gratas lembranças. 

Ao longo de uma década tive a oportunidade de trabalhar ao seu lado, contribuindo e atuando como Secretária Executiva. Foi sem sombra de dúvidas uma parceria que deu muito certo. 

Mas nem sempre foi assim. Ao chegar na empresa JL já era executivo e tinha sua equipe. Eu fui contratada para Secretariar outro executivo. Sete meses depois a empresa anunciou a primeira das dezenas de reestruturações que participei. Com a reengenharia anunciada, cada filial contaria apenas com uma Secretária e infelizmente apenas eu permaneci. Ao mesmo tempo que dava graças a Deus, considerando o pouquíssimo tempo de empresa. Ali,  aprendi que o mundo corporativo é muito mais dinâmico e sagaz do que imaginava. 

Naquela época, eu romantizava as relações corporativas, foi então que entendi na prática o jargão: business is business! 

Ali a ficha caiu que para permanecer - E eu queria muito permanecer - não bastaria ser boa, era preciso ser a melhor que pudesse ser. Foi uma das épocas mais difíceis, principalmente pelo desafio de secretariar sozinha todos os Executivos de Brasilia e os "flutuantes" - nome que dávamos aos Executivos que eram da Matriz e vinham à Brasilia periodicamente - e com pouca experiência. Naquela época, eu era uma Secretária Júnior. 

Outro desafio foi conquistar a confiança de JL, afinal, ele não "me escolheu", não participou do meu processo, não sabia absolutamente nada sobre mim, meus valores, minhas habilidades e competências. Aos poucos, fui me aproximando, mostrando meu trabalho e conquistando sua confiança. Aqui vale ressaltar que confiança não se pede, se conquista e com ele não foi diferente. 

Com o passar do tempo fomos construindo uma parceria que por vezes parecia que eu tinha aquela tal bola de cristal que costumam dizer que Profissionais de Secretariado têm escondido. Era muita sincronicidadade!

Um dos executivos mais dinâmicos e que parecia estar ligado na tomada de 220 volts que eu já assessorei. As vezes penso que ele não dormia. Enviava mensagem antes de amanhecer e 00h ainda tinha disposição para enviar "torpedos" que depois foram substituídos pelas mensagens de whatsapp. 

Embora não ele seja jovem sempre foi altamente tecnológico, autodidata e inteligente. Ai de mim se não acompanhasse as evoluções dos serviços e tecnologia, pois mesmo sendo um líder preocupado com pessoas, não media palavras e broncas, quando preciso fosse. Era assertivo e pontual. Todos tremiam na base.   

Tive o privilégio de assessora-lo por uma década, além das dezenas de outros executivos que  passaram pela empresa e que simultaneamente assessorei. 

Executivos chegavam, saiam, mudavam de estado, de país, de área, de função,  mas sempre o assessorei. Algumas épocas como meu Big Boss, outras como mais um dos muitos executivos que o assessorava. Em média eram cinco executivos para cada Profissional de Secretariado. Seja como for, nossa relação sempre foi a mesma. O fato de por vezes ter mais ou menos poder nunca foi um termômetro da nossa parceria.   

Acompanhei seus filhos crescerem, irem embora, casarem, voltarem  e ainda hoje mantemos contato. O filho mais jovem, outro dia me encontrou e tive que me segurar para não trata-lo como aquele menino que ia ao escritório visitar o pai. Hoje, com a voz grossa prepara-se para ingressar no mundo corporativo. 

Já não trabalhamos juntos desde 2015, mas ainda mantemos contato e com o mesmo respeito e admiração lhe peço conselhos e orientação. Sempre que olho para trás, e faço isso com muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita frequência, é inevitável não ser tomada por um sentimento de profunda gratidão pela oportunidade de aprendizado e crescimento que o Secretariado meu proporcionou. Tenho convicção que não teria tido as mesmas oportunidades exercendo outra profissão. 

Esta semana, nos encontramos - Eu, ele, sua esposa e uma amiga Italiana - para almoçar e conversar.  Dessa vez não falamos de negócios, de agenda, de pendências, de prazos, metas, clientes, feedback e preocupações, mas sobre a vida, viagens, experiências, família e matamos a saudade com presença. Foi sensacional e gratificante ouvi-lo me apresentar à sua amiga como seu braço direito e expressando carinhosamente elogios sobre o meu trabalho e a forma como atuei. 

Se há uma receita para essa parceria ouso dizer que foi dedicação, postura adequada, tempo e paixão pelo fiz. Pedras pelo caminho? claro que sim, mas elas nunca  foram capazes de invalidar minhas escolhas e o meu propósito. 

A medida que avanço na minha carreira, me convenço que não é o dinheiro, o glamour ou o poder que definem o nosso sucesso, mas a capacidade de tocar o coração de outras pessoas. Que lembrança você tem deixado nas pessoas? Pelo que as pessoas se recordam de você? Isso não tem preço e só é possível quando você está 100% comprometido em fazer e ser o melhor que puder.  

Com carinho, 

Simara Rodrigues,







O Jeito Disney de encantar os clientes

Tenho postado no blog menos do que gostaria. Em parte porque tenho dedicado mais tempo à alguns assuntos e projetos pessoais. Aos poucos tenho aprendido e exercitado que fazer escolhas exige renuncias. Ao mesmo tempo que aprendo continuamente que estar ocupado é diferente de ser produtivo. 

De qualquer forma, embora com menos rotina, busco estar presente no blog compartilhando minhas experiências e informações sobre o universo Corporativo e claro Secretarial. 

Recentemente participei do treinamento "Aprendendo com o Padrão Disney de Excelência" promovido pela ABRAPP - Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Ao longo do treinamento os participantes tiveram a oportunidade de aprender e experimentar o poder do "ir além" do esperado. Tomada pela energia do treinamento fui reler o livro "O jeito Disney de encantar os clientes” um best-seller mundial, lançado no Brasil em 2011 e que está totalmente conectado às melhores práticas do mundo corporativo e àqueles que buscam excelência em seus atendimentos. 


Mickey chegando de surpresa ao término do treinamento para entregar os certificados. Todos ficaram encantados e voltaram a ser crianças!!! 

Há anos, o Disney Institute tem recebido dezenas de milhares de profissionais de praticamente todos os setores em busca de conhecimento e novas experiências. Mas afinal, o que a Disney pode ensinar ao mundo corporativo sobre excelência e atendimento? O que o entretenimento tem a ver com gestão e qualidade de atendimento? 

O consultor e palestrante, José Ricardo Noronha, fez uma análise comentada a respeito do Modelo Disney de Encantamento dos Clientes, e que vale muito a pena a leitura:

1. Saiba servir aos seus clientes

A Disney nos ensina que é preciso que cada membro do “elenco” (como a Disney chama seus mais de 55 mil profissionais) saiba servir aos milhões de “convidados” (é assim que a Disney chama seus clientes) todos os anos tendo sempre como mola propulsora de tudo o que se faz: a magia! Como diz Michael Eisner, presidente da Disney, “A magia de passar as férias na Disney é para mim a magia da qualidade, a magia dos encontros familiares, a magia dos nossos membros do elenco. Todas essas coisas meio que se misturam”.

2. Crie momentos mágicos

Ao longo de cada dia nos Parques do Complexo Disney inúmeros são os momentos mágicos, que são exatamente os momentos onde se cria e se fortalece um vínculo maior com cada cliente. Questione-se o tempo todo e veja se você não tem gerado mais momentos trágicos do que momentos mágicos aos seus clientes e lembre-se que a criação dos momentos mágicos deve acontecer ao longo de todas as etapas do ciclo de vendas incluindo pré-vendas, abordagem, identificação das necessidades, apresentação dos produtos e serviços, fechamento e pós venda. Crie momentos mágicos sempre e aumente a fidelização e o encantamento dos seus clientes!

3. Desenvolva a magia prática

É importante lembrar que para a Disney e também para a sua empresa a magia deve ser uma questão prática. E magia prática, de uma forma bastante resumida e simplificada, pode ser traduzida em saber criar o tempo todo experiências mágicas pautadas sempre pelo excelente atendimento, pelo desejo de encantar, de ouvir, coletar informações e desejos dos clientes, de prestar atenção a todos os detalhes e de sempre superar as expectativas dos seus clientes. Isso é magia prática!

4. Venda experiências o tempo todo

Como tão bem diz o livro e eu concordo integralmente, pois já vivi esta experiência, na Disney a maioria dos pais não leva seus filhos apenas para mais um Evento. Eles levam suas famílias para fazer desta experiência compartilhada parte das conversas familiares pelos próximos meses e anos. Entender e dominar esta visão profunda de que cada compra de um produto ou serviço impacta positivamente a vida e os negócios do seu cliente exige um trabalho árduo não apenas das suas Equipes de Marketing, mas de todos os departamentos da sua empresa, pois ao final do dia todos existem e são pagos por uma única pessoa que se chama cliente. É a existência destes momentos mágicos que permitem criar experiências que de tão únicas que geram a tão sonhada recorrência. Como sempre digo em todas as minhas palestras e cursos: Boa Experiência gera Recorrência.

5. Supere expectativas e desenvolva o fator UAU!

Na Disney, superar as expectativas do cliente (ou dos “convidados” como eles chamam seus clientes) é um dever e assim também o deve ser em sua empresa. Superar expectativas é não se ater apenas a responder à questão formulada pelo seu cliente e sim acompanhar o cliente até o seu destino (exemplo Disney). No seu negócio específico, superar expectativas não pode ser apenas vender ótimos produtos e serviços e sim ajudar o cliente o tempo todo em atividades que muitas vezes não fazem parte da sua responsabilidade e das suas atribuições. E só supera expectativas quem conhece profundamente as necessidades, desejos e sonhos do cliente e quem trabalha incansavelmente para superá-los. É isso que se pode chamar de Fator UAU!!

6. Atenção aos detalhes

A Disney é conhecida por sua obsessão pela atenção aos detalhes. Nos quartos de Hotel da Disney, os clientes se deparam com dois olhos mágicos, um na altura dos olhos dos adultos e outro na altura dos olhos das crianças. Nos parques, as lixeiras estão dispostas em intervalos regulares de oito metros, visto que esta é distância que uma pessoa em média carregaria lixo antes de jogá-lo no chão. Veja que interessante: para exceder as expectativas dos convidados é crucial prestar atenção a todos os detalhes e quão maior for esta atenção, maior a chance de se criar experiências fenomenais e de alta qualidade que tem como resultado final os convidados voltarem em anos seguintes para os Parques da Disney. No mundo recheado de ofertas de produtos e serviços similares aos nossos, prestar atenção aos detalhes deixou de ser diferencial e virou pré-requisito de existência. Ou você presta atenção em todos os detalhes ou o seu concorrente o fará!

7. A magia do atendimento

Na Disney, o ciclo de atendimento começa no centro do circuito, com as necessidades, desejos, percepções e emoções dos convidados. É isso que a Disney chama de “Guestology” ou “Clientologia”, que na Disney está sempre amparada na seguinte visão: “Criar felicidade para pessoas de todas as idades, por toda a parte“. E para fazer isso, a Disney tem quatro padrões de atendimento que em ordem de importância assim se apresentam: segurança, cortesia, espetáculo e eficiência. Cordialidade, comprometimento, amor pelo que faz e magia são apenas alguns dos elementos presentes em tudo o que a Disney faz para prover um atendimento absolutamente sensacional aos seus convidados. Seja crítico e faça uma lista dos adjetivos que hoje caracterizam a forma com que você e sua Empresa se relacionam com o mercado e inclua alguns destes elementos acima para mostrar ao seu cliente o quanto você o aprecia, o quanto você o ama e o quanto você o quer sempre trabalhando com você. E lembre-se sempre: Vender é Servir! Vender é Ajudar!

8. Entenda seus clientes

Para entender bem os clientes a Disney busca o tempo todo entender suas necessidades, desejos e sonhos, solucionar seus problemas e coletar informações que as permitam aprimorar cada um dos processos da Empresa que tenham impacto na visão e missão da empresa de encantar clientes e gerar experiências inesquecíveis. Para isso, eles utilizam inúmeras técnicas que incluem vários “pontos de escuta” em diferentes momentos durante a experiência dos convidados que foram concebidos exatamente para coletar e entender o que o cliente realmente quer e deseja. Se você não entende bem seus clientes, nunca irá conseguir atendê-los bem, pois só atende bem quem entende profundamente seus clientes e públicos alvo. Ou como falo em todas minhas Palestras: Entendimento é mais importante que Atendimento!

9. Crie o perfil do seu cliente (ou convidado)

Na Disney estudos precisos que incluem fatores demográficos (características físicas da base de clientes) e psicográficos (atitudes, estilo de vida, valores e opiniões) são realizados o tempo todo, o que permite que a organização construa novas atrações e incríveis novas experiências o tempo todo também. Como Walt Disney tão brilhantemente nos ensinou: “Você não constrói nada sozinho. Você descobre o que as pessoas querem e constrói para elas“. Dica de ouro: quando for criar o perfil do seu cliente aproveite a oportunidade para criar também o perfil do seu não cliente, pois um erro muito comum em vendas é acreditar que um produto ou serviço pode atender satisfatoriamente bem todos os públicos. Não caia nesse erro!

10. Crie um tema de atendimento inigualável

Na Disney este tema é: “Criamos felicidade proporcionando o melhor em entretenimento para pessoas de todas as idades, por toda parte“. Seu tema de atendimento precisa ser além de único, factível de ser colocado em prática e deve ser perseguido de forma incansável o tempo todo. Faça do seu tema de atendimento um diferencial de existência da sua empresa.

11. Busque sempre o extra mile (milha extra) – BÔNUS

Sim, é um bônus, pois vendedor bom é aquele que sempre supera as expectativas do seu cliente! Busque sempre o extra mile (milha extra). Lembre-se sempre que o sucesso que o trouxe até aqui não é garantia alguma de um novo sucesso. “Neste nosso negócio tão volátil não podemos nos dar ao luxo de descansar sobre os louros das nossas vitórias, e nem menos de fazer uma pausa para olhar o passado. As épocas e condições mudam com tanta rapidez que devemos manter nossa mira constantemente focada no futuro” – Walt Disney.


Já parou para pensar que profissional de Secretariado pode aplicar todos os conceitos acima e encantar o(s) seu (s) cliente (s)? 

Então, parafraseando Walt Disney, pare de falar e comece a fazer.

Um abraço,

Simara Rodrigues,





quinta-feira, 12 de julho de 2018

Secretariar continuará sendo um grande desafio




Faz parte da minha rotina acessar todos os dias as redes sociais e acompanhar as notícias, tendências e novidades. O que vejo, com muita frequência em minha timeline, são pessoas compartilhando suas frustrações e inquietações sobre o mercado de trabalho e principalmente sobre a profissão de Secretariado. Com uma bagagem de quase duas décadas de experiência sinto-me confortável para afirmar que atuar na área de Secretariado sempre foi e será um grande desafio. 

Em 1999, quando ingressei no mercado de trabalho, na área de Secretariado, o desafio era atuar em um meio que acreditava na máxima que qualquer individuo poderia secretariar, com ou sem nível superior. Atender telefone e organizar uma agenda era simples e não exigia competência. Assim pensavam as pessoas. Logo, a remuneração acompanhava a crença. Foi uma  época que exigiu postura e posicionamento daqueles que buscavam desconstruir tais crenças. 

Durante anos a pergunta "precisa de curso superior para ser secretária?" fez parte da minha vida. Nas inúmeras entrevistas que participei nem o RH e muito menos os gestores das vagas sabiam o que um profissional de Secretariado fazia. O que por vezes, limitou minhas atribuições como estagiária aos serviços operacionais como tirar cópias, entregar documentos e comprar o lanche da Secretária "chefe" - cargo que naquela época designava a mais "poderosa" do pool. Poderes esses que nem sempre estavam relacionados à competência e habilidades, mas à atuação como "leão de chácara". Mas isso será tema para outro post. 

Outro grande desafio, no início da minha carreira, foi atuar na área como uma estranha no ninho. Ou seja, atuar por paixão, vocação e buscando formação específica. Esse comportamento não fazia parte da realidade de muitos indivíduos daquela época. As pessoas escolhiam secretariar, na maioria dos casos, única e exclusivamente pela remuneração comissionada - No serviço público quem atuava como Secretária (o) era nomeada (o) com um cargo comissionado - ou porque em suas áreas de origem não havia oportunidade. O Secretariado era, em grande parte, a profissão dos desesperados e sem objetivo de carreira. Não sabe o que quer, vai secretariar. Assim era a realidade - velada - do mercado. 

"Eu não sou Secretária, eu estou secretária" era a frase mais ouvida nos raros treinamentos e que ecoava pelos corredores e pools de Secretariado ano após ano. Naquela época, uma das poucas pessoas a realizar treinamentos pelo país era Steffi Maerker, que por sua trajetória e relação com o secretariado atuava na capacitação de profissionais da área. Além dela, aconteciam os Congressos promovidos pelas entidades de classe, cujo interesse de alguns participantes dependia da localidade do evento. Ou seja, se fosse no litoral o quórum era garantido. Muitas secretárias que conheci naquela época não estavam preocupadas com desenvolvimento e capacitação e os próprios gestores viam os treinamentos como uma recompensa. Certa vez ouvi um gestor conversando com o responsável pelos treinamentos e de forma debochada disse: "Escolhe um treinamento no litoral assim elas param de reclamar. Secretária não quer saber de treinamento, quer mesmo é viajar". 

Capacitação, mentores, treinadores e professores com formação em secretariado não eram abundantes como hoje. Minha professora de Técnicas Secretariais, embora fosse muito gentil, dedicada e atenciosa nunca atuou na prática o que inviabilizada uma troca e intercâmbio de experiências. Era uma época de muita teoria e dúvidas. Aprendi a Secretariar aos trampos e barrancos - cometendo muitos erros. Uma das minhas primeiras supervisoras de estágio me perguntava quase que diariamente o porquê de escolher um curso tão ruim e tão "sem futuro". Secretariar, há duas décadas, era algo tão irrelevante e desnecessário, para o olhar de algumas pessoas sem visão de futuro, que era inacreditável pessoas como eu se dedicando para tal formação e atuação. 

A reflexão de hoje é: Sempre passaremos por desafios e transformações. Isso é cíclico. É claro que não é fácil e é verdade que vivemos um momento de escassez de oportunidades, alto nível de exigência e alta competitividade. E é por essa razão que a profissão de Secretariado continuará atraindo e recompensando aqueles que sabem o que querem e têm o desejo ardente de fazer a diferença. Não há atalhos, é preciso continuar atuando com excelência, vocação, se reinventando e investindo na carreira. 

Eu penso que se a minha geração e as anteriores contribuíram para um Secretariado mais participativo, estratégico e atuante, esta geração e as futuras têm total competência e ferramentas necessárias para dar continuidade a este legado. 

Qual a sua opinião?

com carinho, 

Simara Rodrigues 




segunda-feira, 25 de junho de 2018

O que a Copa do Mundo nos ensina sobre imagem e reputação




A Copa do Mundo é sempre um momento de celebração entre as nações e de festejar com amigos e familiares, mas é também quando muitos perdem a noção do que é brincadeira e o que é desrespeito. 


Recentemente tivemos o desprazer de tomar conhecimento de vídeos que circularam pela internet de torcedores brasileiros na Copa do Mundo assediando mulheres com termos ofensivos. Para alguns, uma brincadeira boba, para outros reflexo e efeito do álcool e para muitos uma vergonha nacional. 

Seja como for, o  ocorrido vai totalmente na contramão do contexto atual discutido amplamente no Brasil e no mundo acerca da igualdade de gênero, respeito e diversidade. E não se trata de discurso feminista (embora carregue essa bandeira), mas de visão de mundo e sobretudo de educação. O que se espera, no mínimo, quando estamos na casa de alguém é que sejamos gentis e educados. E essa regra se aplica para qualquer situação e lugar no mundo. 

Fato é que temos boa fama mundo afora - apesar dos escândalos envolvendo políticos e empresários -   e certamente pelo clima tropical somos reconhecidos como um povo alegre, bem humorado, otimista e festeiro. Sabemos viver e comemorar como em poucos países. Digo isso com base nas minhas experiências e tendo visitado mais de 15 países. É incrível como conhecem nossa história, nossos hábitos, nossas regiões e nossas habilidades. O mundo nos conhece, embora acreditem que a capital do país seja São Paulo ou Rio de Janeiro. 

Ocorre que na era digital, tudo cai nas redes. Então, é preciso pensar nos impactos e consequências de nossas ações quando o assunto é carreira profissional e a imagem que queremos refletir. 

Não precisamos ir longe e falar apenas de Copa do mundo, mas pensar em nosso cotidiano, nas festas corporativas, festa de carnaval, de confraternização, happy hour e posicionamento nas redes sociais. Já vi muito profissional senior, se queimar e ser desqualificado pela falta noção e limites ultrapassados. 

Me lembro como se fosse hoje, na Copa de 2014, assistindo a um dos jogos em um camarote V.I.P com celebridades e atores globais, em que um dos convidados, ator amplamente conhecido pelos brasileiros, dava um vexame, assistido por todos ali presente. Totalmente alcoolizado agredia verbalmente os garçons e armava um verdadeiro "barraco" com a esposa. Desde esse dia nunca mais consegui admirar o seu trabalho na TV. O que comprova que educação e boas maneiras não escolhe classe social. 

Sempre me preocupei com a minha imagem, regra número um aprendida durante minha atuação como Secretária Executiva na área de Relações Institucionais em uma grande empresa. A Preocupação com a reputação dos colaboradores sempre esteve na pauta das reuniões e praticada pelo meu gestor imediato, que me ensinou o significado de credibilidade e imagem: "Simara, é preciso saber entrar e sair de qualquer ambiente com a mesma elegância. É isso que nos diferencia dos demais e valida o nosso trabalho". 

Comportamentos inadequados podem não só causar demissão por justa causa, a exemplo do ocorrido com os torcedores na Rússia, mas contribuir para o fracasso profissional - independente do segmento, da esfera de atuação e da formação. 

Quando a liberdade de expressão ultrapassa os limites do bom senso, é preciso rever alguns valores e principalmente o propósito de vida. 

Com carinho 

Simara Rodrigues


terça-feira, 19 de junho de 2018

Concurso para Técnico em Secretariado na Câmara Legislativa do DF


Olá pessoal, 

Compartilho post publicado no blog da Profa. Patrícia Ferreira sobre concurso para a Câmara Legislativa do DF. 

Com Carinho, 

Simara Rodrigues 



Olá Pessoal,


Para quem procura uma vaga de Técnico em Secretariado no serviço público aqui em Brasília, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) é uma boa opção. Com inscrições que se iniciam em 25 de junho de 2018 até 25 de julho para esse concurso público. 

Os requisitos básicos:

Certificado de Conclusão do Ensino Médio devidamente registrado;
Certificado de Conclusão de Curso Técnico em Secretariado;
Registro da Secretaria Regional de Trabalho.

A CLDF disponibiliza uma vaga para esse cargo com remuneração inicial de R$ 10.650,18 (dez mil, seiscentos e cinquenta reais e dezoito centavos, com regime de trabalho de 30h semanais.

As provas serão feitas em três etapas:

Prova objetiva;
Prova discursiva;
Prova prática.

Para mais informações acessem: www.concursosfcc.com.br


Fonte:
http://estiloexecutiva.blogspot.com/




domingo, 17 de junho de 2018

Mentoria e Consultoria com Simone Reis - Parte 2




Outro dia li a seguinte frase: "Algumas pessoas são tudo que a gente precisa saber sobre amor" e imediatamente fui tomada por um sentimento de gratidão pelos amigos e pessoas que fazem parte da minha jornada,  isso porque os relacionamentos fazem parte dos meus valores e verdadeiramente acredito no poder nas relações e na capacidade que temos de aprender, crescer e nos transformar a partir das nossas relações. 

Ao longo da minha jornada, tenho conhecido e me conectado com pessoas incríveis e totalmente alinhadas aos meus valores. E como é maravilhoso caminhar nessa vibração e energia. 

E graças a essa energia conheci Simone Reis e sigo encantada com sua generosidade em compartilhar conteúdos e informações tão relevantes para a profissão.  É admirável sua dedicação e tempo, ou você acha que é fácil fazer todo o trabalho de gravação e edição de vídeos, arte, confecção de artigos, preparação de um site e etc? É trabalho de profissional e há muito amor envolvido. Simone é o tipo de pessoa que me faz acreditar em um mundo e uma profissão melhor. 

Abaixo, compartilho a 2a parte do vídeo gravado por Simone - Ela do Chile e eu de Brasilia - no qual seguimos falando sobre mentoria, consultoria, carreira, utopias, verdades e mitos sobre a profissão de Secretariado. 

Eu desejo que nossas reflexões possam contribuir para um novo olhar não só sobre a profissão, mas sobre escolhas e objetivos. 

À Simone Reis, meu mais  sincero agradecimento pela atenção, carinho e todo aprendizado. Foi maravilhoso estar com você. Eu gostaria de ter conhecido mais profissionais como você no inicio da minha carreira. 

Com carinho,

Simara Rodrigues





Acesse o canal da Simone, deixe seu comentário e contribua com o trabalho que ela vem realizando em prol da profissão. 

Para acompanhar o Secretariado com Simone: 
✻ Visite nosso site: http://www.secretariadocomsimone.com 
✻ Participe no Facebook: http://www.facebook.com/secretariadoc... 
✻ Acompanhe o Instagram: http://instagram.com/secretariadocoms... 
✻ Siga o perfil da Simone no LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/simonereis/ 
✻ Acompanhe o canal no Youtube: https://www.youtube.com/secretariadoc... 
✻ Envie um e-mail: contato@secretariadocomsimone.com

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A prática de Yoga e a sua carreira




Como costumo dizer e parafraseando o autor T. Harv, a maneira como você faz uma coisa é a maneira como você faz todas as outras. E assim comparo a prática de Yoga à carreira profissional. 


Como já andei mencionando aqui no blog a minha meta de ouro deste ano é a minha saúde. Por anos negligenciei este aspecto que embora de forma consciente, considerando minha agenda insana, me entristecia e me preocupava, afinal, nosso corpo é templo de Deus. 

Todos os anos eu escrevia nos meus cadernos de planejamento: praticar atividade física, mas o máximo que conseguia era correr uma vez por mês. Sempre me dei prazos e com esta meta não foi diferente. E assim, fui aprendendo a deixar ir algumas coisas que já não faziam mais sentido - o que  não significa que não são importantes, só não faziam mais sentido. E aos poucos tenho me permitido viver um novo ciclo - mais tranquilo, mais leve, mais saudável e mais alinhado aos meus objetivos de vida e de carreira.  

E a partir dessas decisões, tenho conseguido me exercitar 5 vezes por semana, alternando minhas atividades entre boxe, musculação e yoga. Gosto dessa dinâmica, sem rotinas, sem mesmice. Nada mais mortal que a mesmice. Deus me livre! 

Hoje na aula de yoga, enquanto meus colegas literalmente viravam de cabeça para baixo durante um movimento chamado de "invertida sobre a cabeça" ou Sirsasana, eu muito modestamente me limitava às práticas básicas como postura do guerreiro, postura do cachorro, etc. Foi desafiador sentir meu corpo travado e sem a mesma elasticidade dos meus colegas. Tudo parecia mais difícil, mais complexo, quase impossível. O professor, um homem de aproximadamente 35 anos, parecia o homem-elástico e sorriu e disse: "quero ver você fazendo a invertida. Vamos treinar". 

Tudo é treino, disciplina e hábito. Ninguém acorda e faz uma prática de Yoga sem antes conhecer os movimentos básicos, as regras mais simples. É preciso aprendizado e também observação. Aprender observando os mais experientes.  Exatamente como a nossa carreira. E não adianta forçar a barra e tentar fazer algo sem o devido preparo, conhecimento e condicionamento. 

Tentar fazer uma invertida sem desenvolver posturas mais simples e mais básicas, certamente me trariam algumas lesões. Quizá um pescoço deslocado. 

Na carreira não é diferente. Para você conseguir executar uma atividade com excelência é preciso treino, dedicação e paciência. Respiração, concentração e determinação, exatamente como na Yoga. 

É claro que vou conseguir fazer a invertida. Eu não duvido da minha capacidade. Principalmente porque eu quero fazer, porque me sinto bem, porque sinto prazer. Ingredientes fundamentais para o êxito de qualquer coisa na vida - Querer fazer e paixão pelo que faz! 

O que a aula de yôga me ensinou hoje sobre carreira é que tudo o que você aprende e faz durante a sua trajetória é a construção da carreira pretendida. Para os praticantes de Yoga o ponto alto é encontrar o equilíbrio, melhorando o estado físico, mental, psíquico e espiritual. O que faz muito sentido quando pensamos em carreira e sucesso. Você concorda?

Um livro que recomendo sobre o assunto é Yoga para Nervosos, do Prof. Hermogenes, percursor do Yoga no Brasil e pioneiro na apresentação da prática como possível terapia. Li pela primeira vez esse livro em 2015.  Ganhei de aniversário de uma grande amiga e foi, sem dúvida, um dos melhores presentes que eu poderia ter desejado. 





Vaga para Instrutor na área de Secretariado

Instrutor de Programa de aprendizagem Profissional
(v1709333)

Código da vaga:v1709333
Nível hierárquico:Júnior/Trainee
Local:Brasília / DF / BR
Quantidade de vagas:10
Data de expiração:04 de Julho de 2018

Pré-requisitos:
Experiência na área

Escolaridade: Ensino Superior em andamento Pedagogia, Administração, contabilidade, Letras, Secretariado executivo.

Atividades: 
Atuar atividades de sala de aula com ensino médio, cursos livres e profissionalizantes (pedagógico e administrativo) e um ambiente favorável ao desenvolvimento do processo educacional.

Necessário:

Outras características: visão social do publico atendido, ética, foco no resultado, inovação e criatividade, respeito a diversidade, foco no cliente . É importante que o candidato tenha conhecimento de rotinas administrativas e conhecimento de informatica alem do básico. Tenha conhecimento de rotinas escolares: preenchimento de diário, avaliação dos alunos , relatórios mensais e elaboração de plano de aula.

Conhecimentos:  
Atendimento ao Público
Informática (Nível Intermediário)
Orientação Disciplinar
Rotinas Educacionais

Competências e Características desejáveis.

Solução de problemas e tomada de decisão
Flexibilidade
Capacidade de trabalhar em equipe
Visão sistêmica (do todo)
Visão estratégica (do futuro)
Adaptabilidade a mudanças
Falar em público
Interpessoal e de comunicação
Agilidade na execução do trabalho
Trabalhar sob pressão
Resolução de conflitos
Planejamento e organização
Raciocínio lógico
Energia, garra
Iniciativa / pró-atividade
Controle emocional

FONTE:

www.vagas.com

domingo, 3 de junho de 2018

Mais recursos, melhores resultados, certo? Errado! Vem entender!


Olá Pessoal, 


Li recentemente o artigo abaixo e como o que é bom a gente compartilha, deixo aqui o blog a sugestão de leitura da semana. 


Mais recursos, melhores resultados, certo? Errado! Vem entender!

Quantas vezes você já não usou o argumento de “falta de recursos” como justificativa para uma meta não atingida, uma ideia que não saiu do papel ou até mesmo aquela viagem que não aconteceu? Dinheiro, tempo, equipe, conhecimento, entre outros itens, são sempre escassos frente as nossas necessidades e daquilo que entendemos como ideal diante dos nossos desafios, certo? Não para Scott Sonenshein, autor do livro “O poder do menos: o segredo da alta produtividade”, considerado por ninguém menos que Jim Collins como provocativo e criador de um desconforto construtivo.

Sua obra, que tem Stretch como título original, defende a “mentalidade elástica”, definida pelo autor como:

“Um conjunto de atitudes e habilidades que se aprende e sua origem está em uma mudança simples, mas poderosa: deixar de querer mais recursos e agir de acordo com as possibilidades proporcionadas pelos recursos já disponíveis”.

Uma forma de exemplificar a teoria do autor é imaginar que precisamos pregar um prego na parede, mas não temos um martelo. Segundo Sonenshein, a maior parte do nosso tempo e energia é gasta procurando por ferramentas, e não batendo os pregos na parede. Sem a ferramenta certa, ficamos perdidos. Quando os outros têm ferramentas melhores, não só nos sentimos mal como também concluímos que não conseguimos fazer o que é preciso com uma caixa de ferramentas mal-equipada.

Na opinião do autor, as pessoas que esticam os recursos rotineiramente, que ele chama de esticadores, exploram o que mais podem fazer com o que têm, em vez de perguntar o que está faltando.

“Minha pesquisa explica como pessoas e organizações podem expandir seus recursos para obter grandes conquistas e sentirem-se realizadas – como podem tornar-se elásticas – seja adaptando-se a mudanças importantes, realizando rotinas diárias ou construindo carreiras e vidas significativas”.

O oposto do esticador é o perseguidor, pessoa que sempre busca mais recursos e têm dificuldade de fugir da máxima “mais recursos, melhores resultados”. Segundo Sonenshein, essa abordagem é intuitivamente reconfortante. A relação parece natural: quanto mais você tem, mais pode fazer e melhor vai se sentir. 

Porém, por mais que esse sentimento seja sedutor, ele falha em produzir melhores resultados porque nos leva a procurar recursos de que não precisamos e a não prestar atenção ao potencial dos recursos que já temos.

Arrisco dizer que sou uma esticadora, até porque 100% da minha experiência profissional foi construída em startups e scaleups, ambientes em que a escassez de recursos é premissa de trabalho. A verdade é que montar quebra-cabeças faltando peças é uma das coisas que eu mais gosto de fazer, pois liberta meu potencial criativo e me obriga a olhar os problemas por novas perspectivas.

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia 




domingo, 27 de maio de 2018

Como encontrar um mentor de carreira


Recentemente eu e Simone Reis, do canal Secretariado com Simone falamos sobre mentoria e carreira. Ontem li um artigo publicado no blog da Hays, a maior empresa de recrutamento do mundo, falando sobre o assunto. Achei interessante as dicas, as quais compartilho aqui no Blog. 

Particularmente sempre valorizei e continuo valorizando o apoio e orientação de profissionais especialistas nas áreas que escolhi atuar, por isso, ter pessoas que te orientam e apoiam é um diferencial.  Isso porque colabora para decisões, escolhas e estratégias. Gosto de pensar nos meus mentores como chave para o sucesso e por isso, antes de tomar decisões, costumo consulta-los, porque sei que posso confiar em suas orientações, experiências e diretrizes. As melhores escolhas que fiz foram direcionadas a partir de conversas com pessoas que confio e me inspiram. 

Dá uma olhada no artigo

Como encontrar um mentor de carreira


Qualquer profissional ambicioso precisa de um bom mentor capaz de ajudá-lo objetivamente a superar obstáculos profissionais. E tudo o que você precisa para encontrar um mentor de carreira é a visão de onde você quer estar em sua carreira, a motivação para chegar lá e a confiança de buscar conselhos de alguém inspirador e com credibilidade suficiente para ajudá-lo.

Com isso em mente, como você pode encontrar seu mentor?

Passo 1: pergunte a si mesmo – em quais questões você precisa de ajuda?

É importante que você inicie o processo de encontrar um mentor, avaliando a visão que você tem para sua carreira. Idealmente, onde você estaria em um ano, três anos e cinco anos? E quais obstáculos estão em seu caminho?

Por exemplo, há alguns anos eu estava em um momento decisivo na minha carreira. Eu queria chegar ao próximo nível, mas havia algo que estava no meu caminho: eu temia ser palestrante e fazer apresentações. Eu sabia que se eu quisesse alcançar meus objetivos de carreira, algo teria que mudar. Foi preciso encontrar um mentor para me ajudar a construir minha confiança e a conseguir falar em público para isso acontecer.

Passo 2: avalie sua rede de contatos e pense fora da caixa

Agora é hora de encontrar a pessoa certa para ajudá-lo. Quem em sua vida superou os mesmos obstáculos que você está enfrentando? Essa pessoa está onde você deseja estar agora? Quem você conhece que é realmente bom na habilidade que você quer desenvolver ou que ocupa o cargo que você gostaria de ter no futuro?

Ao procurar seu mentor de carreira, considere colegas antigos e atuais, amigos e familiares, bem como pessoas de outros círculos sociais e profissionais. Continuando a história da minha própria busca por um mentor: ao perceber o que eu tinha que fazer, pensei em quem poderia me ajudar. Neste caso, foi um colega sênior que decidi abordar e foi, sem sombra de dúvida, a pessoa certa para ser meu mentor. O próximo passo foi conversar e pedir ajuda.

Passo 3: Faça uma abordagem autêntica e modesta

A maneira como você aborda seu potencial mentor dependerá do seu relacionamento com ele. Se ele é um contato profissional, sugiro que você primeiro envie uma mensagem explicando como ele o inspira, como você acha que ele pode ajudá-lo e pergunte educadamente se vocês poderiam reservar algum tempo para conversar.

Se essa pessoa estiver em sua organização atual, também recomendo que você converse sobre isso com seu gestor antecipadamente. Ele pode ser capaz de lhe dar algumas dicas sobre como deve ser sua abordagem. A questão é que seu mentor precisa estar fora da sua linha de gestão direta sempre que possível.

Passo 4: Cultive a relação mentor-aprendiz

Lembre-se que seu mentor está se disponibilizando para ajudá-lo, portanto, agradecimento e respeito são chaves para estabelecer e manter esse relacionamento. Antes de todas as reuniões, se organize para ser pontual e ir bem preparado. Anote os desafios específicos que você está enfrentando, o que você quer aprender com seu mentor e como você acha que ele poderia ajudá-lo.

Você também deve compartilhar o progresso que você fez a partir das reuniões anteriores e dê exemplos práticos disso. Eu sempre agradeço muito ao meu mentor pelo seu tempo e conto sobre qualquer feedback positivo que recebi das minhas apresentações, além disso, falo como o conselho dele me ajudou a alcançar esse resultado.

Portanto, para ter um mentor de carreira você simplesmente precisa ter uma visão para sua carreira e uma abordagem metódica, discreta e autêntica. Pessoalmente falando, encontrar um mentor de carreira foi uma das melhores decisões que já tomei, e é algo que todo profissional deve seguir em seu caminho para o sucesso na carreira. E lembre-se, tenha tudo isso em mente na próxima vez que alguém lhe pedir ajuda também!

Karen Young
Director, Hays UK


Assunto relacionado:


Mentoria e Consultoria no Secretariado

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Comunicação não-violenta


Eu me sinto uma pessoa muito afortunada, por vários aspectos, em especial por ter em minha jornada pessoas que me ajudam e me apoiam, o que diariamente é mencionado em minhas meditações, agradecer e reconhecer cada pessoa, como uma benção. Não gosto de tribos e tão pouco de definições padronizadas, muito menos de rótulos, até porque rótulos não são para pessoas, mas para coisas. Assim, gosto de me relacionar com  pessoas e não convivo com um grupo especifico. Na verdade me sinto muito melhor transitando em vários grupos, sempre atenta ao não-julgamento e verdades absolutas. Mas nem sempre foi assim. Já fui uma pessoa reativa e com dificuldades para me comunicar e me relacionar em determinadas situações, tanto no campo profissional como pessoal, o que por vezes gerou conflitos e atritos desnecessários. 



Por isso é tão importante termos em nossa caminhada pessoas que nos ajudam e nos apoiam. E foi exatamente uma grande amiga, Patricia Kratka, que me apresentou há alguns anos a Comunicação não-violenta - CNV, uma técnica que tem contribuído para o meu crescimento pessoal e consequentemente profissional. 


As reflexões iniciais que permeiam a CNV e que são trabalhadas pelos especialistas são: 

Suas palavras são paredes ou janelas?
Você se comunica com você e com os outros? 
De forma agressiva ou de forma empática? 
Sua comunicação traz isolamento e desentendimentos ou traz conexão e harmonia? 

* perguntas utilizadas por Patrícia Kratka em seus treinamentos

Para mim, é cada vez mais notório o quão nocivo pode ser a comunicação, seja ela oral, escrita ou corporal e os impactos que pode causar na vida das pessoas. 

Vale ressaltar que comunicação não-violenta nada tem a ver com falar de forma fofa, falar baixo ou com expressões afetuosas e carinhosas. Comunicação não-violenta é sobretudo ter uma escuta ativa e empática, o que só é possível quando somos capazes de olhar para dentro de nós, e isso muitas vezes dói, o que faz com que algumas pessoas vivam a ilusão de que o outro é quem precisa mudar. 

Para Marshall B. Rosenberg, percursor da CNV, a comunicação está basicamente em duas instâncias: A de solicitação e a de retribuição. 

“Quando você entende que toda comunicação se resume a estas duas instâncias, não existe mais espaço para que você se ofenda, pois percebe que as pessoas estão apenas solicitando algo de você ou retribuindo, mas com o uso de estratégias altamente ineficazes.”

Por isso, aprender a reconhecer e controlar as emoções é algo muito importante e genuíno, se despindo de falsos discursos qualificados como originalidade e autenticidade, que não passam de agressividade e emoções mal-resolvidas. Reconhecer as reais necessidades e aprender a expressá-las com menos críticas e julgamentos pode ser o ponto de partida. 

Hoje, mais madura e mais consciente, estou segura que muitos embates e discussões, tanto no âmbito profissional como pessoal, poderiam ter sido evitados, se eu simplesmente aplicasse quatro técnicas descritas por Marshall: 


1) observar sem julgar - Significa desenvolver a capacidade de observar sem carga emocional ou juízo de valor. Deixar de lado suposições e achismos, sem a pretensão de que tudo é pessoal, quando na verdade, nada é pessoal. 

2) identificar sentimentos - É quando somos capazes de entender os porquês e desvendar cada emoção envolvida no contexto. Isso porque todo sentimento tem uma necessidade que não foi suprida. 

3) assumir responsabilidades - É quando somos capazes de reconhecer expectativas x realidade, assumindo que o outro não tem poder sobre nós. 

4) fazer pedidos - É quando conseguimos expor nossas necessidades e sem exigências, fazemos acordos. 

Se você quiser saber mais sobre o assunto, sugiro a leitura do livro Comunicação Não-violenta de Marshall B. Rosenberg. 

um abraço, 

Simara Rodrigues