domingo, 17 de junho de 2018

Mentoria e Consultoria com Simone Reis - Parte 2




Outro dia li a seguinte frase: "Algumas pessoas são tudo que a gente precisa saber sobre amor" e imediatamente fui tomada por um sentimento de gratidão pelos amigos e pessoas que fazem parte da minha jornada,  isso porque os relacionamentos fazem parte dos meus valores e verdadeiramente acredito no poder nas relações e na capacidade que temos de aprender, crescer e nos transformar a partir das nossas relações. 

Ao longo da minha jornada, tenho conhecido e me conectado com pessoas incríveis e totalmente alinhadas aos meus valores. E como é maravilhoso caminhar nessa vibração e energia. 

E graças a essa energia conheci Simone Reis e sigo encantada com sua generosidade em compartilhar conteúdos e informações tão relevantes para a profissão.  É admirável sua dedicação e tempo, ou você acha que é fácil fazer todo o trabalho de gravação e edição de vídeos, arte, confecção de artigos, preparação de um site e etc? É trabalho de profissional e há muito amor envolvido. Simone é o tipo de pessoa que me faz acreditar em um mundo e uma profissão melhor. 

Abaixo, compartilho a 2a parte do vídeo gravado por Simone - Ela do Chile e eu de Brasilia - no qual seguimos falando sobre mentoria, consultoria, carreira, utopias, verdades e mitos sobre a profissão de Secretariado. 

Eu desejo que nossas reflexões possam contribuir para um novo olhar não só sobre a profissão, mas sobre escolhas e objetivos. 

À Simone Reis, meu mais  sincero agradecimento pela atenção, carinho e todo aprendizado. Foi maravilhoso estar com você. Eu gostaria de ter conhecido mais profissionais como você no inicio da minha carreira. 

Com carinho,

Simara Rodrigues





Acesse o canal da Simone, deixe seu comentário e contribua com o trabalho que ela vem realizando em prol da profissão. 

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segunda-feira, 4 de junho de 2018

A prática de Yoga e a sua carreira




Como costumo dizer e parafraseando o autor T. Harv, a maneira como você faz uma coisa é a maneira como você faz todas as outras. E assim comparo a prática de Yoga à carreira profissional. 


Como já andei mencionando aqui no blog a minha meta de ouro deste ano é a minha saúde. Por anos negligenciei este aspecto que embora de forma consciente, considerando minha agenda insana, me entristecia e me preocupava, afinal, nosso corpo é templo de Deus. 

Todos os anos eu escrevia nos meus cadernos de planejamento: praticar atividade física, mas o máximo que conseguia era correr uma vez por mês. Sempre me dei prazos e com esta meta não foi diferente. E assim, fui aprendendo a deixar ir algumas coisas que já não faziam mais sentido - o que  não significa que não são importantes, só não faziam mais sentido. E aos poucos tenho me permitido viver um novo ciclo - mais tranquilo, mais leve, mais saudável e mais alinhado aos meus objetivos de vida e de carreira.  

E a partir dessas decisões, tenho conseguido me exercitar 5 vezes por semana, alternando minhas atividades entre boxe, musculação e yoga. Gosto dessa dinâmica, sem rotinas, sem mesmice. Nada mais mortal que a mesmice. Deus me livre! 

Hoje na aula de yoga, enquanto meus colegas literalmente viravam de cabeça para baixo durante um movimento chamado de "invertida sobre a cabeça" ou Sirsasana, eu muito modestamente me limitava às práticas básicas como postura do guerreiro, postura do cachorro, etc. Foi desafiador sentir meu corpo travado e sem a mesma elasticidade dos meus colegas. Tudo parecia mais difícil, mais complexo, quase impossível. O professor, um homem de aproximadamente 35 anos, parecia o homem-elástico e sorriu e disse: "quero ver você fazendo a invertida. Vamos treinar". 

Tudo é treino, disciplina e hábito. Ninguém acorda e faz uma prática de Yoga sem antes conhecer os movimentos básicos, as regras mais simples. É preciso aprendizado e também observação. Aprender observando os mais experientes.  Exatamente como a nossa carreira. E não adianta forçar a barra e tentar fazer algo sem o devido preparo, conhecimento e condicionamento. 

Tentar fazer uma invertida sem desenvolver posturas mais simples e mais básicas, certamente me trariam algumas lesões. Quizá um pescoço deslocado. 

Na carreira não é diferente. Para você conseguir executar uma atividade com excelência é preciso treino, dedicação e paciência. Respiração, concentração e determinação, exatamente como na Yoga. 

É claro que vou conseguir fazer a invertida. Eu não duvido da minha capacidade. Principalmente porque eu quero fazer, porque me sinto bem, porque sinto prazer. Ingredientes fundamentais para o êxito de qualquer coisa na vida - Querer fazer e paixão pelo que faz! 

O que a aula de yôga me ensinou hoje sobre carreira é que tudo o que você aprende e faz durante a sua trajetória é a construção da carreira pretendida. Para os praticantes de Yoga o ponto alto é encontrar o equilíbrio, melhorando o estado físico, mental, psíquico e espiritual. O que faz muito sentido quando pensamos em carreira e sucesso. Você concorda?

Um livro que recomendo sobre o assunto é Yoga para Nervosos, do Prof. Hermogenes, percursor do Yoga no Brasil e pioneiro na apresentação da prática como possível terapia. Li pela primeira vez esse livro em 2015.  Ganhei de aniversário de uma grande amiga e foi, sem dúvida, um dos melhores presentes que eu poderia ter desejado. 





Vaga para Instrutor na área de Secretariado

Instrutor de Programa de aprendizagem Profissional
(v1709333)

Código da vaga:v1709333
Nível hierárquico:Júnior/Trainee
Local:Brasília / DF / BR
Quantidade de vagas:10
Data de expiração:04 de Julho de 2018

Pré-requisitos:
Experiência na área

Escolaridade: Ensino Superior em andamento Pedagogia, Administração, contabilidade, Letras, Secretariado executivo.

Atividades: 
Atuar atividades de sala de aula com ensino médio, cursos livres e profissionalizantes (pedagógico e administrativo) e um ambiente favorável ao desenvolvimento do processo educacional.

Necessário:

Outras características: visão social do publico atendido, ética, foco no resultado, inovação e criatividade, respeito a diversidade, foco no cliente . É importante que o candidato tenha conhecimento de rotinas administrativas e conhecimento de informatica alem do básico. Tenha conhecimento de rotinas escolares: preenchimento de diário, avaliação dos alunos , relatórios mensais e elaboração de plano de aula.

Conhecimentos:  
Atendimento ao Público
Informática (Nível Intermediário)
Orientação Disciplinar
Rotinas Educacionais

Competências e Características desejáveis.

Solução de problemas e tomada de decisão
Flexibilidade
Capacidade de trabalhar em equipe
Visão sistêmica (do todo)
Visão estratégica (do futuro)
Adaptabilidade a mudanças
Falar em público
Interpessoal e de comunicação
Agilidade na execução do trabalho
Trabalhar sob pressão
Resolução de conflitos
Planejamento e organização
Raciocínio lógico
Energia, garra
Iniciativa / pró-atividade
Controle emocional

FONTE:

www.vagas.com

domingo, 3 de junho de 2018

Mais recursos, melhores resultados, certo? Errado! Vem entender!


Olá Pessoal, 


Li recentemente o artigo abaixo e como o que é bom a gente compartilha, deixo aqui o blog a sugestão de leitura da semana. 


Mais recursos, melhores resultados, certo? Errado! Vem entender!

Quantas vezes você já não usou o argumento de “falta de recursos” como justificativa para uma meta não atingida, uma ideia que não saiu do papel ou até mesmo aquela viagem que não aconteceu? Dinheiro, tempo, equipe, conhecimento, entre outros itens, são sempre escassos frente as nossas necessidades e daquilo que entendemos como ideal diante dos nossos desafios, certo? Não para Scott Sonenshein, autor do livro “O poder do menos: o segredo da alta produtividade”, considerado por ninguém menos que Jim Collins como provocativo e criador de um desconforto construtivo.

Sua obra, que tem Stretch como título original, defende a “mentalidade elástica”, definida pelo autor como:

“Um conjunto de atitudes e habilidades que se aprende e sua origem está em uma mudança simples, mas poderosa: deixar de querer mais recursos e agir de acordo com as possibilidades proporcionadas pelos recursos já disponíveis”.

Uma forma de exemplificar a teoria do autor é imaginar que precisamos pregar um prego na parede, mas não temos um martelo. Segundo Sonenshein, a maior parte do nosso tempo e energia é gasta procurando por ferramentas, e não batendo os pregos na parede. Sem a ferramenta certa, ficamos perdidos. Quando os outros têm ferramentas melhores, não só nos sentimos mal como também concluímos que não conseguimos fazer o que é preciso com uma caixa de ferramentas mal-equipada.

Na opinião do autor, as pessoas que esticam os recursos rotineiramente, que ele chama de esticadores, exploram o que mais podem fazer com o que têm, em vez de perguntar o que está faltando.

“Minha pesquisa explica como pessoas e organizações podem expandir seus recursos para obter grandes conquistas e sentirem-se realizadas – como podem tornar-se elásticas – seja adaptando-se a mudanças importantes, realizando rotinas diárias ou construindo carreiras e vidas significativas”.

O oposto do esticador é o perseguidor, pessoa que sempre busca mais recursos e têm dificuldade de fugir da máxima “mais recursos, melhores resultados”. Segundo Sonenshein, essa abordagem é intuitivamente reconfortante. A relação parece natural: quanto mais você tem, mais pode fazer e melhor vai se sentir. 

Porém, por mais que esse sentimento seja sedutor, ele falha em produzir melhores resultados porque nos leva a procurar recursos de que não precisamos e a não prestar atenção ao potencial dos recursos que já temos.

Arrisco dizer que sou uma esticadora, até porque 100% da minha experiência profissional foi construída em startups e scaleups, ambientes em que a escassez de recursos é premissa de trabalho. A verdade é que montar quebra-cabeças faltando peças é uma das coisas que eu mais gosto de fazer, pois liberta meu potencial criativo e me obriga a olhar os problemas por novas perspectivas.

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia 




domingo, 27 de maio de 2018

Como encontrar um mentor de carreira


Recentemente eu e Simone Reis, do canal Secretariado com Simone falamos sobre mentoria e carreira. Ontem li um artigo publicado no blog da Hays, a maior empresa de recrutamento do mundo, falando sobre o assunto. Achei interessante as dicas, as quais compartilho aqui no Blog. 

Particularmente sempre valorizei e continuo valorizando o apoio e orientação de profissionais especialistas nas áreas que escolhi atuar, por isso, ter pessoas que te orientam e apoiam é um diferencial.  Isso porque colabora para decisões, escolhas e estratégias. Gosto de pensar nos meus mentores como chave para o sucesso e por isso, antes de tomar decisões, costumo consulta-los, porque sei que posso confiar em suas orientações, experiências e diretrizes. As melhores escolhas que fiz foram direcionadas a partir de conversas com pessoas que confio e me inspiram. 

Dá uma olhada no artigo

Como encontrar um mentor de carreira


Qualquer profissional ambicioso precisa de um bom mentor capaz de ajudá-lo objetivamente a superar obstáculos profissionais. E tudo o que você precisa para encontrar um mentor de carreira é a visão de onde você quer estar em sua carreira, a motivação para chegar lá e a confiança de buscar conselhos de alguém inspirador e com credibilidade suficiente para ajudá-lo.

Com isso em mente, como você pode encontrar seu mentor?

Passo 1: pergunte a si mesmo – em quais questões você precisa de ajuda?

É importante que você inicie o processo de encontrar um mentor, avaliando a visão que você tem para sua carreira. Idealmente, onde você estaria em um ano, três anos e cinco anos? E quais obstáculos estão em seu caminho?

Por exemplo, há alguns anos eu estava em um momento decisivo na minha carreira. Eu queria chegar ao próximo nível, mas havia algo que estava no meu caminho: eu temia ser palestrante e fazer apresentações. Eu sabia que se eu quisesse alcançar meus objetivos de carreira, algo teria que mudar. Foi preciso encontrar um mentor para me ajudar a construir minha confiança e a conseguir falar em público para isso acontecer.

Passo 2: avalie sua rede de contatos e pense fora da caixa

Agora é hora de encontrar a pessoa certa para ajudá-lo. Quem em sua vida superou os mesmos obstáculos que você está enfrentando? Essa pessoa está onde você deseja estar agora? Quem você conhece que é realmente bom na habilidade que você quer desenvolver ou que ocupa o cargo que você gostaria de ter no futuro?

Ao procurar seu mentor de carreira, considere colegas antigos e atuais, amigos e familiares, bem como pessoas de outros círculos sociais e profissionais. Continuando a história da minha própria busca por um mentor: ao perceber o que eu tinha que fazer, pensei em quem poderia me ajudar. Neste caso, foi um colega sênior que decidi abordar e foi, sem sombra de dúvida, a pessoa certa para ser meu mentor. O próximo passo foi conversar e pedir ajuda.

Passo 3: Faça uma abordagem autêntica e modesta

A maneira como você aborda seu potencial mentor dependerá do seu relacionamento com ele. Se ele é um contato profissional, sugiro que você primeiro envie uma mensagem explicando como ele o inspira, como você acha que ele pode ajudá-lo e pergunte educadamente se vocês poderiam reservar algum tempo para conversar.

Se essa pessoa estiver em sua organização atual, também recomendo que você converse sobre isso com seu gestor antecipadamente. Ele pode ser capaz de lhe dar algumas dicas sobre como deve ser sua abordagem. A questão é que seu mentor precisa estar fora da sua linha de gestão direta sempre que possível.

Passo 4: Cultive a relação mentor-aprendiz

Lembre-se que seu mentor está se disponibilizando para ajudá-lo, portanto, agradecimento e respeito são chaves para estabelecer e manter esse relacionamento. Antes de todas as reuniões, se organize para ser pontual e ir bem preparado. Anote os desafios específicos que você está enfrentando, o que você quer aprender com seu mentor e como você acha que ele poderia ajudá-lo.

Você também deve compartilhar o progresso que você fez a partir das reuniões anteriores e dê exemplos práticos disso. Eu sempre agradeço muito ao meu mentor pelo seu tempo e conto sobre qualquer feedback positivo que recebi das minhas apresentações, além disso, falo como o conselho dele me ajudou a alcançar esse resultado.

Portanto, para ter um mentor de carreira você simplesmente precisa ter uma visão para sua carreira e uma abordagem metódica, discreta e autêntica. Pessoalmente falando, encontrar um mentor de carreira foi uma das melhores decisões que já tomei, e é algo que todo profissional deve seguir em seu caminho para o sucesso na carreira. E lembre-se, tenha tudo isso em mente na próxima vez que alguém lhe pedir ajuda também!

Karen Young
Director, Hays UK


Assunto relacionado:


Mentoria e Consultoria no Secretariado

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Comunicação não-violenta


Eu me sinto uma pessoa muito afortunada, por vários aspectos, em especial por ter em minha jornada pessoas que me ajudam e me apoiam, o que diariamente é mencionado em minhas meditações, agradecer e reconhecer cada pessoa, como uma benção. Não gosto de tribos e tão pouco de definições padronizadas, muito menos de rótulos, até porque rótulos não são para pessoas, mas para coisas. Assim, gosto de me relacionar com  pessoas e não convivo com um grupo especifico. Na verdade me sinto muito melhor transitando em vários grupos, sempre atenta ao não-julgamento e verdades absolutas. Mas nem sempre foi assim. Já fui uma pessoa reativa e com dificuldades para me comunicar e me relacionar em determinadas situações, tanto no campo profissional como pessoal, o que por vezes gerou conflitos e atritos desnecessários. 



Por isso é tão importante termos em nossa caminhada pessoas que nos ajudam e nos apoiam. E foi exatamente uma grande amiga, Patricia Kratka, que me apresentou há alguns anos a Comunicação não-violenta - CNV, uma técnica que tem contribuído para o meu crescimento pessoal e consequentemente profissional. 


As reflexões iniciais que permeiam a CNV e que são trabalhadas pelos especialistas são: 

Suas palavras são paredes ou janelas?
Você se comunica com você e com os outros? 
De forma agressiva ou de forma empática? 
Sua comunicação traz isolamento e desentendimentos ou traz conexão e harmonia? 

* perguntas utilizadas por Patrícia Kratka em seus treinamentos

Para mim, é cada vez mais notório o quão nocivo pode ser a comunicação, seja ela oral, escrita ou corporal e os impactos que pode causar na vida das pessoas. 

Vale ressaltar que comunicação não-violenta nada tem a ver com falar de forma fofa, falar baixo ou com expressões afetuosas e carinhosas. Comunicação não-violenta é sobretudo ter uma escuta ativa e empática, o que só é possível quando somos capazes de olhar para dentro de nós, e isso muitas vezes dói, o que faz com que algumas pessoas vivam a ilusão de que o outro é quem precisa mudar. 

Para Marshall B. Rosenberg, percursor da CNV, a comunicação está basicamente em duas instâncias: A de solicitação e a de retribuição. 

“Quando você entende que toda comunicação se resume a estas duas instâncias, não existe mais espaço para que você se ofenda, pois percebe que as pessoas estão apenas solicitando algo de você ou retribuindo, mas com o uso de estratégias altamente ineficazes.”

Por isso, aprender a reconhecer e controlar as emoções é algo muito importante e genuíno, se despindo de falsos discursos qualificados como originalidade e autenticidade, que não passam de agressividade e emoções mal-resolvidas. Reconhecer as reais necessidades e aprender a expressá-las com menos críticas e julgamentos pode ser o ponto de partida. 

Hoje, mais madura e mais consciente, estou segura que muitos embates e discussões, tanto no âmbito profissional como pessoal, poderiam ter sido evitados, se eu simplesmente aplicasse quatro técnicas descritas por Marshall: 


1) observar sem julgar - Significa desenvolver a capacidade de observar sem carga emocional ou juízo de valor. Deixar de lado suposições e achismos, sem a pretensão de que tudo é pessoal, quando na verdade, nada é pessoal. 

2) identificar sentimentos - É quando somos capazes de entender os porquês e desvendar cada emoção envolvida no contexto. Isso porque todo sentimento tem uma necessidade que não foi suprida. 

3) assumir responsabilidades - É quando somos capazes de reconhecer expectativas x realidade, assumindo que o outro não tem poder sobre nós. 

4) fazer pedidos - É quando conseguimos expor nossas necessidades e sem exigências, fazemos acordos. 

Se você quiser saber mais sobre o assunto, sugiro a leitura do livro Comunicação Não-violenta de Marshall B. Rosenberg. 

um abraço, 

Simara Rodrigues

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Mentoria e Consultoria no Secretariado


Eu verdadeiramente acredito no poder das conexões e principalmente que pessoas com a mesma “vibe”, afinidades, pensamentos e intenções em um determinado momento se encontram. Eu costumo chamar isso de “o poder do universo”. 


E como já mencionado aqui no Blog, conheci Simone Reis pelas redes sociais. Uma curtida aqui, um comentário ali e lá estávamos no Congresso Internacional de Secretariado – COINS, em 2017 e o sentimento que, até então, era apenas virtual, concretizou-se no presencial. Deu match, como diriam meus alunos. 

Simone é o tipo de pessoa que vale muito a pena conhecer. Gentil, educada, serena, inteligente e muito habilidosa, tem contribuído com um poderoso conteúdo para a Profissão de Secretariado e que indico sem ressalvas. 

O material compartilhado por Simone em suas redes sociais é riquíssimo e a partir de suas habilidades e competências, tem provocado muitas reflexões e aprendizado. 

E foi com muita gratidão que recebi o convite para gravar o vídeo da série “Carreira Secretariado” publicado no canal do youtube Secretariado com Simone. Foi uma conversa leve e descontraída, com muitos insights e dicas sobre Mentoria e Consultoria no Secretariado. 

Um bate papo que tinha previsão de 20 minutos durou quase duas horas. Ainda bem que antecipei à Simone sobre minha capacidade de "falar pelos cotovelos" principalmente quando a companhia é boa e o assunto é agradável. 

Como escrevi no início do post, Simone é uma pessoa que vale muito a pena conhecer e aprender. Então, se você, assim como eu acredita no poder nas conexões e tem sede de aprendizado, confere o vídeo, deixe seu comentário e amplie sua lente sobre a profissão e os caminhos que ela podem te conduzir. 

Abaixo, compartilho os contatos da Simone Reis 

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Para obter sucesso tenha consistência

Consistência
substantivo feminino
1. 1.
característica de um corpo do ponto de vista da homogeneidade, coerência, firmeza, compacidade, resistência, densidade etc. dos seus elementos constituintes.
"a c. da massa do pão"
2. fig. estado ou caráter do que tem coerência, credibilidade, estabilidade etc.
"um projeto político a que falta c."
o propriedade de um conjunto de resultados de experiências (biológicas, físicas etc.) que satisfazem, dentro dos limites dos erros experimentais, as leis pertinentes aos fenômenos a que se referem.
3. fig. firmeza de pontos de vista ou de caráter; persistência.
"peca por falta de c."





Estamos praticamente chegando ao final do semestre, e maio já sinaliza alguns indicadores. Ter objetivos, criar hábitos e cumpri-los é sem dúvida um grande desafio da humanidade, o que exige muita determinação, disciplina e coerência. 

Há algum tempo desejava escrever algo relacionado ao conceito mais puro e prático de consistência, baseado em minha própria experiência de vida. Prática esta que costumo aplicar em outros campos da minha vida, isto é, gosto de falar, ensinar e discorrer sobre aquilo que experimento e vivo, faz mais sentido falar, agir e ensinar aquilo que de fato conheço e aplico. É claro que a teoria é necessária, mas a prática é essencial. 


Comecemos nossas reflexões sobre o fato de sermos diariamente bombardeados com promessas de sucesso instantâneo, realização imediata e resultados rápidos, o que leva muitos indivíduos à desviarem do objetivo principal ou desistir ao primeiro sinal de fracasso. 



Emagreça 10 kg em 7 dias, ganhe 100 mil em trinta dias, prometem as propagandas. 



Você consegue imaginar um atleta treinando apenas no mês da prova? Um professor entrando em sala de aula sem preparado prévio? Um profissional atuando com excelência e tendo realização sem preparado e aperfeiçoamento prévio? 



A mentalidade imediatista provocada pela sociedade é, na minha opinião, um dos maiores implicadores para o desenvolvimento de competências e mudança de mindset. 



Todos nós aspiramos ao sucesso em diferentes áreas da vida, o que é definido por cada indivíduo. Ocorre que o caminho é longo e desafiador e nem sempre as recompensas chegam rápido ou facilmente. Por isso, muitos desistem na metade do caminho. São ótimos “iniciadores” e péssimos “acabadores”. 



Por isso, ter consistência - depois de definir os objetivos - é o que contribui para o sucesso, de qualquer natureza. É preciso resistir às tentações e não há atalhos. 



Há algum tempo incluí entre as minhas “metas de ouro” - Que são aquelas que fazem parte do topo das minhas prioridades – viver uma vida mais saudável, o que significa dizer que seria necessário uma mudança de hábitos, incluindo alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e algumas práticas que contribuem para o meu bem estar físico e mental. Naturalmente, significaria trabalhar de forma mais consciente, abrir mão de alguns hábitos, dormir mais e abrir mão de alguns compromissos que não estavam alinhados ao novo estilo de vida que escolhi. 



E assim, no início de 2018 comecei a desenhar meu primeiro plano de ação que previa consulta com médicos especializados, matrícula na academia e plano de alimentação. Os primeiros dias foram de chorar. Substituir um belo pavê de chocolate por uma fruta foi penoso. Chegava na academia de mau humor -  seria trágico se não fosse cômico. Aos poucos fui tomando gosto pela "coisa" e sendo influenciada e motivada pelos professores e colegas. Comecei a gostar e me sentir bem. Parei de usar desculpas e me comprometi comigo. Hoje, cinco meses depois, sinto falta quando não pratico atividade física e por vezes, consigo encontrar energia após as aulas - que não está no meu programa semanal -  para um treino de trinta minutos. O verdeiro poder do hábito, que desejo seguir para a minha vida. 


O que tenho aprendido, ao cumprir minha meta de ouro, é que consistência é a chave para o sucesso. Não adianta eu comer de forma saudável segunda, quarta e sexta. Não adianta eu correr uma vez por mês. Não adianta eu fazer caminhada no parque da cidade somente nas férias. Não adianta eu trabalhar feito uma louca 24h/7d, como fiz por muitos anos e não me arrependo, porque esta era a minha escolha à época, mas que hoje não está entre minhas prioridades. 

Consistência é fluidez, é seguir o plano descrito. 

É claro que por vezes me boicoto, quebro a dieta, me pego com preguiça de ir à academia, dou aquela titubeada em dizer “Não” para alguns compromissos que chocam com o horário das minhas atividades físicas. Por isso é tão desafiador cumprir metas. E este é o segredo do sucesso, persistência, disciplina, ajustar os eixos, levantar a poeira e dar a volta por cima. Sair do campo “eu gostaria” para “estou 100% comprometida”. 


Se eu escolhi ter uma vida saudável, eu preciso me comprometer 100% com isso, não pelo simples fato de cumprir uma meta, mas porque alcançar esse objetivo é importante para mim. Ser saudável é importante para mim. 



Para fundamentar um pouco mais o conceito, relembro quatro diretrizes definidas por Napoleon Hill, as quais aplico nesta meta de ouro e em todas as áreas da minha vida, são elas: 

Objetivo principal definido – “O objetivo principal na vida deve ser escolhido com um grande cuidado e, depois de escolhido, deverá ser escrito e colocado num lugar onde se possa vê-lo pelo menos uma vez por dia. Isso tem por efeito psicológico impressionar o subconsciente da pessoa de tal maneira que ela aceita esse propósito como um lema, um projeto, uma “planta” que finalmente dominará as suas atividades na vida e a guiará, passo a passo, para a consecução desse objetivo. – Napoleon Hill 


Entusiasmo “O homem geralmente triunfa com mais facilidade num campo de esforços em que se lança de corpo, alma e coração. – Napoleon Hill. 


Autocontrole  É ter plena consciência do que está fazendo e o que o aproxima ou o afasta do seu objetivo principal. É pensar a longo prazo e avaliar as consequências de cada ação. 



Fracasso Segundo Napoleon, o fracasso deve ser visto como um grande aliado. Uma vez que você falha, e isso irá acontecer, você descobre outras maneiras de realizar o seu objetivo. Cada vez que fracassar, é importante ajustar e seguir o caminho,  até encontrar a trilha ideal. 



Com Amor, 



Simara Rodrigues







Estabeleci 4 dias por semana para atividade física e considerando que tenho outros compromissos, o domingo entrou na programação. Sem stress e com muito amor no coração.


Estar com pessoas que te apoiam, ajudam, orientam e estão alinhadas ao seu objetivo é fundamental para que você tenha êxito. 



Em janeiro de 2018 fiz um post relatando o baixo desempenho na corrida de rua que participei no início do ano. Aceitei minhas limitações à época e fiz o "dever de casa", disposta a melhorar meu resultado. Nesse final de semana foi a minha revanche. YES! Corri durante todo o percurso e foi muito bom. Cheguei com essa carinha boa da foto e disposta a correr mais 5km. Dica de ouro: O resultado que você terá em qualquer área da sua vida é proporcional à sua energia e dedicação. 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Sobre XX CONSEC

Entre os dias 25 e 28 de abril de 2018 aconteceu em Porto Alegre o XX Congresso Nacional de Secretariado – XX CONSEC, um evento que reuniu centenas de profissionais de Secretariado com o objetivo de refletir e discutir o futuro da profissão, a partir de melhores práticas, tendências, competências, habilidades e experiências.


O Encontro, além de proporcionar importantes e relevantes debates, possibilitou a integração, conexão e Networking com profissionais que são referência no País em suas áreas de atuação, contribuindo para o pertencimento e construção de novos olhares acerca do mercado e das oportunidades.

Para mim, uma honra participar como palestrante no painel sobre a Qualidade no Exercício Profissional, compartilhando minhas percepções acerca do assunto e contribuindo para a valorização das potencialidades e talentos, aspectos mandatórios para aqueles que almejam sucesso e reconhecimento pessoal e profissional.

Compreender que a Profissão avançou e assumiu demandas essenciais para atuação e realização profissional foi um dos pilares de discussão e diante de muitas provocações tivemos a oportunidade de retornar para casa com uma bagagem mais cheia, de ideias, possibilidades, oportunidades e perceptivas.

Desde a minha primeira participação no CONSEC, que aconteceu em 2000, percebo o quanto temos avançado, em mudança de mindset, postura, comportamento e expectativas. Temos, sabiamente, feito a diferença, construído um legado e trabalhado com propósito em prol da profissão, cada um à sua maneira, com suas habilidades e expertise. Por isso, entendo como essencial a participação em eventos dessa Natureza. Sobretudo porque nos fortalece e desperta o sentimento de querer fazer mais e melhor. Não porque precisamos, mas porque escolhemos. E secretariar é isso, uma escolha. Secretariar é uma arte!

Aos organizadores do CONSEC, meus sinceros agradecimentos pela forma com que conduziram o evento, desde a escolha dos temas à preparação de cada detalhe, transmitindo um sentimento de amor pela profissão e paixão pelo que fazem. E uma profissão só se sustenta quando há pessoas que caminham com este sentimento e propósito, e vocês conduziram todos os momentos com essa visão.

Com carinho,

Simara Rodrigues






terça-feira, 24 de abril de 2018

Quais são os seus pontos fortes e de melhoria


Em continuidade às dicas sobre entrevista de emprego, compartilho algumas informações sobre duas perguntas clássicas que fazem parte dos processos seletivos: 



Quais são seus pontos fortes?

Quais são seus pontos de melhoria?

Mas afinal, o que o recrutador deseja saber ao realizar estas perguntas? Será mesmo que é falta de criatividade ou clichê? 

Quando o recrutador faz esse tipo de pergunta, ele quer saber como você se avalia e o quanto você está consciente de suas habilidades e GAPs - E não necessariamente interessado em ouvir a melhor resposta, aquele que você copiou da internet. Até porque, ninguém, em sua sã consciência, dirá em uma entrevista de emprego que é um psicopata, manipulador e nas horas vagas adora uma fofoquinha de corredor. 

Atualmente, uma das competências mais valorizadas pelo mercado de trabalho é a capacidade de autoconhecimento e autoanálise, uma vez que essa percepção refletirá nas competências comportamentais. 

Logo, quando você titubeia em responder ou não sabe quais são seus pontos fortes e de melhoria, fica evidente a sua incapacidade de autoconhecimento. 

E aqui fica uma dica: Nunca diga que seu ponto fraco é ser perfeccionista. Esta é a pior resposta que um candidato pode dar em um processo seletivo, uma vez que demonstra dificuldade em reconhecer, verdadeiramente, seus GAPs ou pior, não sabe quais são suas competências e habilidades. 

Uma boa resposta para estas perguntas são: 

Ponto forte: Sou participativa, motivada, cheia de energia e orientada à ação com foco em resultados. (fácil falar de pontos fortes, não é mesmo?) 

Ponto de melhoria: Planejamento e gestão do tempo é o meu ponto de melhoria. Mas já identifiquei esse GAP e tenho trabalhado para desenvolver essa habilidade por meio do uso de ferramentas e livros relacionados ao assunto. 

Neste momento, esteja preparada (o) para responder quais são as ferramentas e livros, que você tem utilizado - Nunca minta em uma entrevista de emprego. Diga apenas o que você domina, aplica e sabe. 

Uma vez que você reconhece seus pontos de melhoria - E todos nós temos vários - Você revela a sua capacidade de autoconhecimento e gerenciamento da sua carreira.  

E fica combinado, somente quem dedica tempo, recursos e planejamento para a carreira será capaz de reconhecer os pontos fortes e de melhoria. 

Um abraço, 

Simara Rodrigues

quarta-feira, 11 de abril de 2018

XX CONSEC - Congresso de Secretariado



Olá Pessoal,

Esse ano o CONSEC acontecerá em Porto Alegre, entre os dias 25 e 28 de abril.

Acesso o site e confira a programação completa e condições.

CONGRESSO NACIONAL DE SECRETARIADO

1. Refletir sobre estratégias para fortalecimento da profissão, diante de tantas mudanças e inovações no mundo dos negócios;

2. Discutir técnicas e inovações nas práticas profissionais, visando perenidade da profissão;

3. Avaliar tendências e perspectivas de atuação no futuro;

4. Promover o desenvolvimento de competências profissionais;

5. Promover trocas de experiências, intercâmbios e parcerias entre profissionais, instituições, estados e países;

6. Ser agente de mudança no exercício profissional e como cidadão;

7. Estimular que o exercício profissional esteja pautado por princípios éticos.

Ficha Técnica do Evento

XX CONSEC – CONGRESSO NACIONAL DE SECRETARIADO
VII SIMISEC – SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE SECRETARIADO
XIII Encontro Nacional de Coordenadores e Docentes dos Cursos de Secretariado
VIII Fórum Nacional e II Internacional de Debates sobre Competências Bases para Exercício Profissional de Excelência



Palestrantes confirmados: 

Helga Bulow | HB Consultoria | Mercado de Trabalho: Desafios e Tendências;
Andrea Konzen | UNISC | Competências do Profissional Inovador;
Karina Rebelo Hofstatter | PROVOKO | Sonhar, Focar e Conquistar;
Maria Bernadete Lira Lieuthier / Guilherme da Hora Pereira / Guiomar Vidor / Cristiane Murari dos Santos de Araújo | no Painel: Desafios do Mundo do Trabalho; 
Mazaly Caruso | IBM | Seja Assistente Parceira do Executivo;
Simara Rodrigues | SecGlobal | Qualidade no Exercício Profissional: avaliação e diagnóstico;
Márcia Siqueira | SEED Soluções Empresariais e Educacionais Dirigidas | Nove Passos Rumo a Excelência de Performance;
Cora Fernanda de Faria Lima | Mídia e Comunicação | Estratégias para Alcançar Excelência Profissional.






Planejamento de carreira não é autoajuda





​Faz parte da minha lista de leituras diárias o blog da Robert Half, líder mundial em recrutamento especializado, e como os próximos post estão relacionados à empregabilidade, encaminho um artigo publicado por Fernando Mantovani que aborda a importância no planejamento de carreira, afinal, se você não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve. 


Planejamento de carreira não é autoajuda

Por Fernando Mantovani

A semana mal começou e você já está de olho no fim de semana. Já sabe exatamente o que vai fazer. Se vai viajar, as reservas estão feitas, o carro abastecido, revisão em dia, malas prontas. Se vai ficar em casa, ver a família, fazer um passeio e aproveitar a cidade, já tem um plano traçado, nem que esse plano seja, simplesmente, fazer nada. Para tudo na vida a gente planeja, e isso é absolutamente normal. Por que, então, quando o tema é “planejamento de carreira”, muitos associam com autoajuda?

Planejar pode não te levar ao lugar desejado, mas aumenta a probabilidade de sucesso

Eu costumo comparar a carreira com uma escada. O último degrau é onde você quer chegar, o que você almeja como ideal. O planejamento são todas as ações que você toma para alcançar o último degrau. Desde o curso na universidade, as atividades extracurriculares, a viagem de intercâmbio. Tudo precisa ser planejado para que, dentro de um período estimado, você chegue ao topo da escada.

Uma coisa interessante é que, ao subir um degrau e olhar para baixo, você pode refletir o que te fez avançar e usar dessa experiência para planejar o próximo degrau.

Um degrau por vez

Planejar requer paciência. Ainda falando sobre a escada, é importante ter em mente que, para subir de um degrau para outro, podem ser necessários anos e anos de trabalho, mas tudo isso faz parte do aprendizado. Há algumas habilidades que somente são desenvolvidas com o passar do tempo. Um profissional experiente, em geral, reage de forma mais tranquila aos atritos do dia a dia, pois ele sabe que determinadas discussões não vão levá-lo a lugar nenhum. Como ele sabe? Porque já passou por isso antes. Assim, não adianta pular etapas. Todo degrau, por mais simples que seja, será importante para a construção de sua bagagem profissional e fará a diferença quando, lá em cima, você olhar para tudo o que fez para atingir seu objetivo.

Esteja, no entanto, disposto a alterar o curso de sua escada. Um plano feito aos 18 anos, por exemplo, pode não fazer sentido quando você chegar aos 30, 35. Assim, revisite sempre sua estratégia e adeque suas ações de acordo com os novos objetivos.

Não deixe para amanhã

Sabe o ditado “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”? Quando falamos de carreira, amanhã pode, sim, ser tarde demais. Como é a sua escada? E qual é o seu próximo degrau?

*Fernando Mantovani é diretor geral da Robert Half

terça-feira, 10 de abril de 2018

Seu currículo te ajuda ou atrapalha?





Ter um currículo objetivo, que retrata sua jornada e suas habilidades pode ser decisivo para a sua carreira. Um erro cometido, com frequência, por profissionais é menosprezar essa etapa, acreditando que mais importante que um currículo são as habilidades, formação e especialidades. Um aspecto não  invalida o outra.


Agora te pergunto: Como um recrutador poderá ser atraído até você sem essa apresentação inicial? Imagine o seguinte cenário: 

A empresa XPTO, está em busca de um profissional que preencha as competências e habilidades de uma determinada vaga e por isso abre o processo de recrutamento e seleção por meio de diversos canais - linKedin, Catho, trabalhe conosco, Vagas.com, além de enviar informações sobre a vaga para a sua rede de relacionamento. E para esta vaga são recebidos centenas, sim, centenas de currículos. 

Se coloque no lugar do recrutador e faça a seguinte pergunta: Quais os critérios você deverá observar para realizar o filtro dos candidatos? Ou você, na posição de recrutador, espera conseguir realizar o contato com as centenas de candidatos? Essa alternativa será uma grande perda de tempo e energia, uma vez que nem sempre os candidatos estão alinhados à vaga, seja por formação específica ou preenchimento dos requisitos obrigatórios. Sempre há aqueles que não leem as especificações da vaga, e por desespero atiram para todos os lados. 

Sendo assim, uma das etapas para aqueles que esperam participar de um processo seletivo é ter um currículo atrativo. Mas afinal, o que seria um currículo atrativo? 

Nos próximos posts compartilharei dicas sobre o assunto e hoje falaremos sobre uma importante etapa a ser analisada em um currículo: O objetivo. 

Objetivo - Como tudo na vida, um currículo precisa ter objetivo, ou seja, qual o propósito? qual a intenção de sua participação no processo? quais são suas aspirações profissionais? 

Nesse momento esqueça clichês como: "Contribuir de forma participativa para as atividades da empresa, a partir dos conhecimentos adquiridos, agregando valor e entusiasmo nas rotinas de trabalho e sendo elo entre lideres e liderados".  Falou, falou, falou e não falou nada. 

Novamente, se coloque no lugar do recrutador, ampliando sua lente crítica e avalie se essa é a melhor resposta. 

Nesse momento, seja breve e com foco na área e vaga que deseja atuar como, por exemplo: 


1) Atuar na área de Secretariado Executivo 

2) Atuar como gestora na área administrativa 

3) Assumir vaga de docente em Instituição de nível superior 


Perceba que para cada vaga há um objetivo específico. Por isso, nada de enviar um currículo com vários objetivos: 


O que não fazer: 


1) Atuar na área de Secretariado, administrativo, assessoria ou recepção. 


Gostou da dica? Deixe seu comentário e fique de olho nos próximos posts aqui no Blog. 

um abraço e até breve,

Simara Rodrigues 



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Palestra Gratuita - Apresentações: Credibilidade como marca pessoal






Poucas atividades humanas são feitas tantas vezes quanto apresentações, e tão malfeitas. Cena do filme O Discurso do Rei (2010) 


Com metodologia prática e técnicas de planejamento, design e domínio emocional você será capaz de elevar sua audiência através de histórias envolventes. 

A Palestra "Apresentações: Credibilidade como marca pessoal" tem como objetivo apresentar técnicas e roteiros que contribuam para a conexão com seu público, seja na realização de entrevistas de emprego, reuniões e apresentações diversas. 

A partir de técnicas, como Storytelling você poderá conhecer os benefícios e o poder das apresentações de alto impacto. 

Não perca essa oportunidade! 

As vagas são limitadas e as inscrições são gratuitas 


Sobre o Instrutor: 

FLÁVIO MENCARINI 

Fundador da Colaborativa - Educação Criativa Formado em Recursos Humanos com especialização na Fundação Getúlio Vargas. Com mais de 15 anos desenvolvendo, ministrando e coordenando na prática de educação corporativa. Designer de Aprendizagem - Certificação internacional 6D's pela Affero Lab 


Organização 
Curso de Secretariado Executivo Bilíngue 
Universidade Paulista - UNIP 

O dia em que me reconheci sendo uma pessoa estúpida




Houve um tempo em que era uma verdadeira workholic, daquelas que certamente se estivesse infartando faria algumas ligações ou tomaria algumas providências antes de ir para o hospital. E engana-se quem pensa que tenho orgulho disso. É deprimente quando você se reconhece sendo uma pessoa estúpida, ao mesmo tempo que é libertador porque te possibilita a mudança. 


Já cometi muitos erros ao longo da minha carreira. O que está tudo bem, porque errar faz parte do processo de aprendizado. Afinal, parafraseando Theodore Roosevelt "O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma". 

O meu day 1 - o dia que me reconheci sendo uma pessoa estúpida - aconteceu num dia como todos os outros em que era sugada pela exaustiva e agitada agenda de atividades e deveria deixar meu filho na escola antes de ir para o trabalho. 

Nesta época eu era puro stress. Uma bomba relógio prestes a explodir. Trabalhava incansavelmente até 23h, praticamente todos os dias, incluindo sábado e domingo, e quando não estava no trabalho, estava em Happy Hour corporativo, reuniões de Networking e compromissos muitas vezes sem sentido.

Foi então que me aproximando do prédio que trabalhava olhei para o banco de trás do carro e lá estava meu filho quietinho, tranquilo. E imediatamente com a voz alterada eu disse: Ikaro, eu esqueci de deixar você na escola e você não falou nada? Ele simplesmente me olhou, com um ar surpreso e disse: mãe achei que você iria em outro lugar antes de me deixar. Você vive correndo feito uma louca. Meu filho tinha 10 anos quando isso aconteceu.

Voltei todo o percurso em silêncio e o deixei na escola com um nó na garganta, me segurando para não chorar. Estava envergonhada. 

Assim que deixei meu filho na escola, fechei a porta do carro e cai aos prantos. Chorei, chorei e chorei. Até esgotar. Eu estava exausta em "ter" que ser a mulher maravilha, a sra. faz tudo, a forte e incansável. Frustrada, eu pensava nos motivos de estar fazendo aquilo comigo. Até que ponto valia a pena trabalhar tanto e não ter tempo pra mais nada? Essa foi uma das inúmeras vezes que me senti um fracasso como mulher, profissional, filha e mãe. 

O que tenho aprendido, ao longo da minha jornada, é que estar ocupada não significa que estou sendo eficiente e produtiva. Vivemos uma cultura cada vez mais conectada e acelerada, transformando o “estar ocupado” em algo muito valorizado dentro do mercado social. Acontece que ser produtivo significa ser consciente. 

Uma leitura que contribuiu para a minha mudança de mindset foi o livro "Essencialismo" do autor Greg McKeown, que explica a diferença entre o desnecessário e o indispensável. 

Ao longo dos anos tenho revisado minhas prioridades, aquilo que realmente está conectado ao estilo de vida que eu escolhi e gradativamente tenho desacelerado. Hoje, consigo me desconectar do trabalho nos finais de semana e feriado, e sei fazer concessões. Consigo dizer não para muitos compromissos sem sentido. E o mais importante, consigo estar de corpo e alma com a minha família. 

É maravilhoso poder conversar com o meu filho, sem ter que conferir o relógio ou ser interrompida por uma ligação. No meu whatsApp a mensagem é bem objetiva: respondo quando puder. Meus e-mails acesso apenas em horários específicos e priorizo cada demanda. 

Ainda há muito que aprender, deixar ir alguns "ladrões" de tempo. Seja como for, hoje consigo avaliar situações que só massageiam o ego, dão status ou são perda de energia. É preciso fazer sentido, pois "Se não estabelecermos prioridades, alguém fará isso por nós" como destaca Greg McKeown. 

Prestes a completar 40 anos tenho vivenciado muitas transformações, quebrado muitos paradigmas e tudo está convergindo para um estilo de trabalho e de vida mais leve e com tempo para fazer aquilo que realmente me conecta às minhas crenças e valores. É incrível como quando direcionamos nossas energias para os nossos objetivos o universo conspira a favor.

Um abraço, 

Simara Rodrigues


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Como podemos cobrar do outro aquilo que não fazemos?



Compartilho um texto que gostaria de ter escrito. Sofia Esteves é referência na área de Gestão de Pessoas e o tipo de pessoa que todos deveriam conhecer a história de superação. Suas dicas e orientações são valiosas. Em minha opinião, ela é uma mulher que inspira. 

* Os grifos no texto são de minha autoria e que sugiro uma reflexão mais profunda. 


Julgar, omitir-se ou agir? Minha decisão para 2018

Ultimamente, tenho pensado bastante sobre os julgamentos que fazemos ao longo de nossas vidas, seja no ambiente de trabalho, entre familiares, em situações com pessoas desconhecidas e em relação ao governo e nossos governantes. Por mais que muitos se defendam e afirmem que não julgam ninguém – e fazem isso temendo serem julgados – eu preciso te contar que, sim, todos nós julgamos algo ou alguém a todo instante.

Isso acontece porque ao nos depararmos com parâmetros e referências do outro, inevitavelmente, comparamos com nossas próprias referências, com aquilo que temos de conceito, a partir da nossa vivência e da nossa realidade. Isso acontece de forma automática, sem que tenhamos poder de decisão sobre isso. No entanto, há um ponto importante desse processo em que temos total domínio e poder de decisão: o que vamos fazer com esse julgamento.

Podemos considerar a prática de outro errada e, portanto, não a usar em nossa vida. Aliás, é esse ponto específico que eu gostaria de falar com você, caro leitor, no meu último texto do ano nesse nosso espaço de troca. A verdade, é que quero encerrar 2017 deixando essa reflexão para todos, inclusive eu mesma.

A todo instante esbravejamos julgamentos relacionados ao governo, aos políticos e suas práticas. Vociferamos contra a corrupção, mas o que fazemos com tudo isso de fato? Será que olhamos para as nossas próprias corrupções diárias, como furar uma fila, estacionar na vaga destinada a idosos ou deficientes (sem ocuparmos alguma destas condições), aquele ponto não pago do canal de assinatura, os produtos trazidos na bagagem da viagem que não foram declarados na alfândega, entre tantos outros “pequenos delitos”. Você já olhou para si, ao fazer alguma destas coisas, e julgou-se corrupto? Pois é. Como podemos cobrar do outro aquilo que não fazemos?

Leia esse e outros artigos de Sofia clicando AQUI e AQUI

A leitura de seus artigos faz parte da minha rotina e contribuem de forma relevante para a minha carreira. Desejo que o mesmo acontece com você.